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sábado, 26 de maio de 2012

A caminho do Estado Novo?


Em Castro Daire, concelho do interior do país do distrito de Viseu (na chamada Cavacolândia), o Presidente da Câmara mandou retirar de uma praça local um espantalho que parodiava o primeiro-ministro Passos Coelho. Tal boneco, fazia parte de um conjunto que, com outros, constituíam uma exposição de espantalhos feitos com materiais recicláveis e, ao que se sabe, o espantalho mandado retirar não era ofensivo da dignidade do parodiado, nem ofendia a moral pública e os bons costumes. Pergunta-se: Tal atitude é admissível num país democrático? Estaremos a regredir para o Estado Novo?

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Espero que a CP não ceda. Seria uma afronta para todos os outros portugueses

Leio e quase não quero acreditar. O Sindicato dos maquinistas ameaça com nova greve. Ora, todos nós que queremos a democracia sabemos que a greve é um direito dos trabalhadores e, por isso, até está consignada na nossa Constituição. Mas, quando a greve é completamente despropositada, que apenas tem como fim fazer chantagem com a Administração da empresa, maniatando-a de modo a não poder exercer o poder disciplinar para quem não cumpre as regras e as leis e que, para além disso, prejudica os outros cidadãos, privando-os de um direito básico de poderem mover-se para cumprir as suas obrigações profissionais e familiares, a greve perde toda a sua legitimidade. Ora, os maquinistas têm consciência do mal que ocasionam, sobretudo àqueles cidadãos que não podendo recorrer a outros meios, ficam reféns deles. Esta situação não é tolerável. É preciso mobilizar a sociedade que tem o direito de exigir ao Governo que tome uma posição forte recorrendo se for preciso à requisição civil. Uma coisa é certa: A CP não pode ceder à chantagem dos maquinistas.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

INSÓLITOS, ZELOS E PREPOTÊNCIAS

Dos jornais de hoje:
O proprietário de uma pastelaria de Braga, com autorização camarária de funcionamento até às 24 h, viu-se obrigado a encerrar às 21h, por ordem do tribunal, na sequência de uma providência cautelar interposta pelos seus vizinhos do 1.º andar.
Corridos os clientes e encerrada a pastelaria, um minuto depois das 21h tem a GNR à porta, a detê-lo e conduzi-lo ao posto para o preenchimento de um auto de notícia. E já vai em 16 detenções no prazo de 3 meses. Nem lhe dão tempo para conferir a caixa e apagar as luzes.
Um pormenor, que não conta para o caso: os vizinhos (casal) do 1.º andar, que interpuseram a tal providência cautelar, são juízes, do ministério público um, e judicial outro.
Os assaltantes em Braga devem andar satisfeitos com o zelo da GNR local. A ministra da Justiça também deverá estar contente, uma vez que se verifica que, afinal, a justiça funciona.