Ouvi o líder parlamentar do CDS dizer, mais ou menos, que quando as pessoas estão em grande dificuldade, já em situação de pobreza, do que precisam é de sopa. Ou seja, queria ele dizer, que do que precisam é que lhes deem de comer e não que lhes deem dinheiro através de qualquer prestação social. Disto, só posso concluir que voltamos aos tempos da sopa dos pobres. Era uma das políticas de Salazar nos tempos do Estado Novo. Os pobrezinhos das várias cidades e vilas do nosso país, iam compor(?) o estómago "à sopa dos pobres", um serviço de distribuição gratuita de sopa que funcionava normalmente na Santa Casa da Misericórdia local, com a supervisão das bondosas e piedosas esposas dos políticos nacionais, distritais e locais. É este saudoso sucesso que os dirigentes do CDS querem reactivar, se calhar para que as suas bondosas e piedosas esposas possam mostrar as suas virtudes. Pobre país!
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sábado, 14 de abril de 2012
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
A (RE)INVENÇÃO DA RODA
Parece que a roda foi agora reinventada. Mas não é redonda, é rectangular ou, vá lá, octogonal.
Há umas quantas regras para a admissão de crianças nas creches, seja o rácio área/n.º de crianças ou o do pessoal afecto, entre outras. O ministro da lambreta lembrou-se, eureka!, de proceder a uma pequena alteração às regras, qual seja a de diminuir a área por criança. Ou seja, cada criança pode agora ter menos uns centímetros de espaço ao seu dispor e cada profissional tem que tratar mais uns quantos avos de criança. Nada de extremamente grave, atenta a possibilidade de mais crianças poderem ser abrangidas, o que é positivo, embora a qualidade possa baixar. Há um senão: as "novas" crianças não estão abrangidas pelos apoios públicos, o que sigifica que os pais têm que arcar com a totalidade do encargo, já as IPSS, as mais vocacionadas para este apoio social, não dispõem de um saco sem fundo.
Assim, até eu sou capaz de se ministro e ir às tvs mostrar o meu formidável desempenho.
Haja pudor.
Há umas quantas regras para a admissão de crianças nas creches, seja o rácio área/n.º de crianças ou o do pessoal afecto, entre outras. O ministro da lambreta lembrou-se, eureka!, de proceder a uma pequena alteração às regras, qual seja a de diminuir a área por criança. Ou seja, cada criança pode agora ter menos uns centímetros de espaço ao seu dispor e cada profissional tem que tratar mais uns quantos avos de criança. Nada de extremamente grave, atenta a possibilidade de mais crianças poderem ser abrangidas, o que é positivo, embora a qualidade possa baixar. Há um senão: as "novas" crianças não estão abrangidas pelos apoios públicos, o que sigifica que os pais têm que arcar com a totalidade do encargo, já as IPSS, as mais vocacionadas para este apoio social, não dispõem de um saco sem fundo.
Assim, até eu sou capaz de se ministro e ir às tvs mostrar o meu formidável desempenho.
Haja pudor.
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