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terça-feira, 23 de julho de 2013

A remodelação

Pois é. Eu também sou um dos cidadãos que pensa que a partir da dita remodelação, Portugal vai deixar de ser governado por um governo PPD/CDS-PP, para passar a ser governado por um governo CDS-PP/PPD. E nem mesmo a grande surpresa da inclusão de Rui Machete, ex-líder do PPD, como substituto de Portas na pasta dos Negócios Estrangeiros, nos faz duvidar que assim vai ser.
E pronto. Portas lá foi o grande vencedor desta crise. Chegou como queria a vice-primeiro-ministro, passou a pasta da Economia para as mãos de uma figura de proa do seu partido e juntou o Trabalho à Segurança Social, já nas mãos do seu ministro da lambreta. E a Cristas lá continua na “Lavoura”. Mas a coroa de glória do agora vice, é ter ficado como superior hierárquico de Miss Swaps, ironicamente, ou talvez não (com Portas vale o verso e o reverso da medalha), o grande motivo da sua irrevogável demissão. É obra!

Uma nota final: Já ouvi comentários dizendo que Rui Machete poderá dar mais peso ao Governo (estranho, já que o homem é magrito) pelo facto de poder representar o PPD tradicional. Pois…, se calhar dá mesmo, já que o novo Ministro dos Negócios Estrangeiros tem fortes ligações ao BPN e ao BPP – dois êxitos bancários!  

SURPRESAS

Rui Machete como ministro dos Negócios Estrangeiros é, para mim a grande surpresa da anunciada remodelação. Antigo ministro e vice-primeiro-ministro, foi presidente do PSD e presidente da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD) durante muitos anos. Quem e porquê sugeriu este nome, afastado que estava da política activa há muitos anos?  Estarão as relações com os EUA em perigo?

segunda-feira, 1 de julho de 2013

O GOVERNO DE PASSOS

Assim a quente, a demissão do Vítor Gaspar e a consequente remodelação governamental, levanta-me duas  ou três dúvidas: 
Gaspar pirou-se por sentir não ter condições de apresentar o OE/2014?
Gaspar pirou-se por reconhecer, finalmente, que a sua folha de cálculo está obsoleta e totalmente errada?
Passos não encontrou ninguém de peso e com um mínimo de credibilidade, dentro ou fora do governo, que quisesse assumir a função?
A anterior Secretária de Estado foi a única a disponibilizar-se para ser ministra, coisa que ansiaria?
E a senhora não se sente fragilizada pelo caso das swaps na REFER e das suas meias-verdades ou meias-mentiras da Comissão de Inquérito?
E o venerando Chefe de Estado aceita, sem vacilar, a coisa? Não seriam horas de convocar o Conselho de Estado?
Para já, ficamos assim, com muitas dúvidas sobre o que o futuro nos reserva.