Muito se tem falado nestes dias no acordo de concertação social. Alguns políticos da área dos partidos da coligação governamental, fartam-se de falar no acordo para revisão das leis laborais entre Governo, patrões e trabalhadores. Quais trabalhadores, o João Proença e os outros dirigentes da UGT? É que, como ouvimos, alguns sindicatos filiados nesta central sindical manifestaram a sua discordância e, além disto que não é pouco, a CGTP que, goste-se ou não se goste (e eu não gosto), representa uma enorme maioria de trabalhadores, sobretudo aqueles que têm um enorme poder reivindicativo, não só não concorda, como rejeita. Portanto, meus amigos, tratando-se de matéria que vai atingir negativamente a maioria dos trabalhadores por conta de outrem, que de modo algum concorda com ela, vai ser sujeita a enorme contestação. Alguém tem dúvidas? Então é lícito perguntar: Acordo de concertação social, qual acordo?
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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Será que já começou a contestação social?
Hoje foram noticiadas algumas acções de grupos de pessoas, que indiciam mais do que o simples acto e direito de manifestação, embora em todas elas não tenha havido qualquer indício de violência.
Um grupo de sindicalistas do sector dos transportes ocupou as instalações do Ministério da Economia em Lisboa porque queriam que o ministro os esclarecesse, "cara a cara", sobre as medidas que integram o Plano Estratégico de Transportes que já anunciou. Só sairam depois de terem acordado uma reunião com o ministro.
Um grupo de cidadãos ocupou hoje uma área da Loja do Cidadão, em Viseu, junto às instalações da Via Verde. Protestavam contra a introdução de portagens nas SCUTs e prometeram outras formas de luta, mais durinhas, para manifestarem o seu grande descontentamento. Prometeram não dar tréguas.
Depois de se ter ouvido falar em levantamentos de rancho desde a semana passada, o que é uma situação grave, hoje cerca de sessenta elementos do Corpo de Intervenção da PSP concentraram-se hoje junto às instalações, na Ajuda. Protestavam contra o corte do subsídio de serviço nas férias e nas baixas médicas, passando a ser pago apenas pelos dias de trabalho efectivo.
Será isto um pronuncio de que já começou a contestação social? Se for, então adivinham-se dias difíceis já que, quanto a medidas de combate ao endividamento e outras, "a procissão ainda vai no adro".
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