Chico Buarque de Holanda ganhou o Prémio Camões. Aplausos para o letrista, cantor e escritor. E para o júri, também.
quarta-feira, 22 de maio de 2019
terça-feira, 21 de maio de 2019
quarta-feira, 8 de maio de 2019
CONTRIBUTOS EXTERNOS
#
PAPOILAS #
Gil Monteiro*
Porto região de vinhos
Está povoado de belas camélias,
Papoilas nos trigais e campos de
pinhos.
Corolas enroladas lembram bonecas
De flores rosadas, no Oriente, criam
ópio!
Papos cheios (!) fazem dormir o sapo!
E aos rouxinóis despertam o canto.
As meninas brincam nos pomares,
Nos tanques de água montam festas
Eventos felizes p`ra namorar!
Não faltando os piqueniques e o
cantar...
Com o “arroz-dos-telhados” e papoilas
rubras
Até elaboram palhaços
E domesticam as domésticas cabras.
Dançarinas e bandas musicam
Feitas pelos carpelos a nus
Pétalas enroladas e pés e mãos de
pinho.
Não faltam os cómicos do circo
E malguihas de líquen
Entre os robes coloridos de pétalas
feitos
Para a Páscoa de púrpura faltam os
confeitos.
Porto, 25 de
abril de 2019
segunda-feira, 6 de maio de 2019
CONTRIBUTOS EXTERNOS
{ ARRAIAIS POPULARES }
Gil Monteiro*
“ Cada roca seu uso, cada Terra seu
fuso” Não havia e nem há comunicação social de qualquer povoado sem os dias
dedicados à sua romaria ou a outras próximas. Sem as promessas religiosas
feitas a Deus ou aos Oragos ligados à vida campestre, por vezes citadina, a
marcar presença nas manifestações era obrigatório, mais que recitar o Credo da
comunhão ou um Jesus Cristo, valha-me Deus!
Em determinadas povoações demoravam
dias de festa. Desde a romaria e solenidades às feiras e concursos de gados e
arrais, e compras de materiais (mesmo de vestir e calçar) para o verão que se
aproxima. Era o que se passava nos dias dedicados a São José, em Vila Real, no
fim do estio, em Lamego, durante perto de um mês dedicado às diversas
atividades, desde procissões, teatros e cinemas. A feira franca funcionava
todos os dias. Quem se divertiam mais: os pais (mesmo cavadores de enxada) ou
os filhos nos carrosséis, carrinhos de choque, abrindo a boca de espanto nas
motas a girar por atletas, dentro do poço da morte!
Nas romarias mais fortes - fracas eram as
solenidades religiosas e as barracas de comes-bebes que duravam um fim-de-semana
prolongado, ficando a segunda-feira para o convívio dos residentes do povoado.
Até os preços de fim-festa eram mais baratos. O vinho corria mais fresco nos
pinceis.
Grande revolução: A com banda (s) de
música e andores deviam ter lugar antes da noite do arraial? Queixavam-se os
paroquianos. Após uma noitada de arromba: foguete, músicas e bailes, quem tinha
pés para ajoelhar e rezar, na passagem majestosa e pomposa dos santos e
anjinhos! Para não lembrar os mendigos e borrachos, em dias de abundância!
Eram nas festas anuais ou bianuais,
quando as aldeolas eram pequenas, que se compravam as roupinhas de verão, as
alpercatas e os brinquedos de lata e de barro. A flauta e os carrinhos de chapa
duravam até o próximo Natal! A compra dos chapéus de palha eram necessários (!)
As insolações não podia fornecer muitos defuntos e a vida campestre era
obrigatória: nem os lobos dos montes metiam medo às crianças!
Os anhos de pernas fracas, dizimados
pelos mamíferos carnívoros, defendiam a gente da região. Mesmo os cães
selvagens ou os perdidos dos rebanhos da Serra da Estrela caçavam cordeiros
para sobreviver, pois com os incêndios os coelhos e as lebres diminuíram!...
Como viviam os
pastores dos rebanhos durante a transumância das serras para as planícies,
durante os tempos invernosos e das neves? Albergavam-se em palheiros ou casas
de lareiras --- “ matando o frio “ das noites gélidas e de pastos comestíveis
para o grande rebanho. Os montes e olivais abandonados eram locais de
pastagens; pois após a lei que obrigou a retirar as oliveiras dispersas pelas
vinhas de uvas para vinificação vinho fino ou do Porto, as oliveiras foram
deitadas ao desdém, apenas sobreviveram os clivais no sopé das montanhas; nas
localidades de lameiros transmontanos, onde a pastorícia era rara os pastores
alugavam os pastos cultivados dos milheirais, chegando às cercanias de Vila
Real! Considerando as ovelhas, mais as cabras como “ bombeiros sapadores “ não
haviam muitos e duradouros incêndios nos matagais das povoações (os terrenos
incultos eram limpos para as cortes dos gados e para estrumes dos campos de
milho, etc.)
Os terrenos de Tás - os - Montes e Alto
Douro estão a precisar de serem limpos pelo Estado... O preço de um helicóptero dava para pagar as
limpezas dos montes e caminhos, não descontando a biomassa arrecadada!
Porto, 21 de
abril de 2019
quinta-feira, 25 de abril de 2019
segunda-feira, 22 de abril de 2019
NO MELHOR PANO...
...cai a nódoa.
Leio a coluna diária de Miguel Esteves Cardoso no Público, cuja escrita, por vezes ligeira e descuidada, aprecio.
Contudo, ontem fiquei espantado, ao ler: "... lá tive de comprar quinhentas gramas, 'bem pesadas' numa balança de cozinha dos anos 50".
Quinhentas gramas, Miguel?
No melhor pano cai a nódoa.
Leio a coluna diária de Miguel Esteves Cardoso no Público, cuja escrita, por vezes ligeira e descuidada, aprecio.
Contudo, ontem fiquei espantado, ao ler: "... lá tive de comprar quinhentas gramas, 'bem pesadas' numa balança de cozinha dos anos 50".
Quinhentas gramas, Miguel?
No melhor pano cai a nódoa.
CONTRIBUTOS EXTERNOS
Homens
rijos que nem cornos
«Somos gente de trabalho, de
muito trabalho. Somos gente que há 20 anos luta pelos seus direitos, por uma
vida melhor, e ninguém ouviu e a quem nunca deram nada. Somos gente de um
sindicato onde a política, os políticos e os sindicatos ligados à política não
entram. Somos gente de trabalho, homens rijos que nem cornos e vamos levar esta
greve até ao fim porque agora já nos ouvem», disse entusiasmado ao “PÚBLICO”
Francisco Fidalgo, 54 anos, filiado no SNMMP e que há 20 anos conduz camiões de
transporte de matérias perigosas.
Por Antunes Ferreira
Depois de uma maratona ao longo de uma noite e uma madrugada
foi acordado entre o Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas,
SNMMP e a Associação Nacional de Transportes Públicos de Mercadorias, ANTRAN, com
a mediação do Governo, foi decidido levantar a greve que desde a passada
segunda-feira deixara o país na maior confusão pela falta de combustível.
E quem diria que um sindicato a que muitos chamavam
depreciativamente “Bebé” – fora fundado apenas a 8 de Novembro do ano passado –
conseguiria pôr Portugal de cócoras? Mas conseguiram-no e o resto é conversa da
treta. A frase tornou-se viral: «Somos homens rijos que nem cornos!»
Dita com um altivez e orgulho ela representa bem a independência de que os
motoristas de matérias perigosas. Uma greve que foi paga apenas e só pela
quotização mensal de 6,5 euros, pelos 800 associados.
Agora fica um ano para prosseguirem as negociações entre
patrões (ANTRAM) e trabalhadores (SNMMP) com o acompanhamento tão atento quanto
seja possível pelo Executivo. Porque o Sindicato já foi avisando que se não
houver acordo voltará a acontecer o flagelo da greve. Desta feita há que ter
muito cuidado e o aviso não cair em saco roto. Já se viu no que resultaram
estes quatro – sublinho quatro – dias de confusão, donde mais vale prevenir do
que remediar. Se é que remediar ainda for possível.
Não convém esquecer, de modo nenhum que se trata de lidar
com «homens
rijos que nem cornos!»
sexta-feira, 12 de abril de 2019
quarta-feira, 10 de abril de 2019
domingo, 17 de março de 2019
quarta-feira, 13 de março de 2019
PARA RIR (OU SORRIR)
Frases que fizeram história... (rir é o melhor remédio)
"Estar vivo é o contrário de estar morto". - Lili Caneças
"Nós somos humanos como as pessoas". - Nuno Gomes, SL
Benfica
"Quem corre agora é o Fonseca, mas está parado". - Jorge
Perestrelo (relato de jogo)
"Inácio fechou os olhos e olhou para o céu!" - Nuno Luz
(SIC)
"O meu coração só tem uma cor: azul e branco". - João Pinto,
antigo
capitão do FC Porto
"A China é um país muito grande, habitado por muitos
chineses". Charles de Gaulle
"Lá vai Paneira no seu estilo inconfundível... (pausa)
...Mas não! É
Veloso. - Gabriel Alves
"Juskowiak tem a vantagem de ter duas pernas!" - Gabriel
Alves
"É trágico! Está a arder uma vasta área de pinhal de
eucaliptos". - jornalista da RTP
"Um morreu e o outro está morto". - Manuela Moura Guedes
"Prognósticos só depois do jogo". - João Pinto (FCP)
"Antes de apertar o pescoço da mulher até à morte, o velho
reformado
suicidou-se". - João Cunha, testemunha do crime
"Quatro hectares de trigo foram queimados. Em princípio
trata-se de incêndio. - Lídia Moreno (Rádio Voz de Arganil)
"O acidente foi no tristemente célebre Retângulo das
Bermudas". - Paulo
Aguiar (TV Globo)
"O acidente fez um total de um morto e três desaparecidos.
Teme-se que não haja vítimas". - Juliana Faria (TV Globo)
"Os antigos prisioneiros terão assim a alegria do reencontro
para reviver os anos de sofrimento". - Maria do Céu Carmo, psiquiatra
" À chegada da polícia, o cadáver encontrava-se
rigorosamente imóvel." -Ribeiro de Jesus, PSP de Faro
"O acidente provocou forte comoção em toda a região, onde o
veículo era bem conhecido". - António Bravo (SIC)
"Ela contraiu a doença em vida". - Dr. Joaquim Infante,
Hospital de Santa Maria
"A vítima foi estrangulada a golpes de facão". - Ângelo
Bálsamo, Jornal do Incrível
"Os sete artistas compõem um trio de talento". - Manuela
Moura Guedes (TVI)
"Esta nova terapia traz esperanças a todos aqueles que
morrem de cancro
em cada ano". - Dr. Alves Macedo, oncologista
"Querem fazer do Boavista o bode respiratório". - Jaime
Pacheco, treinador do Boavista
"Não tem outra, temos que jogar com essa mesma". - Jaime
Pacheco, treinador do Boavista, ao responder à pergunta do repórter se eles
iriam jogar com aquela chuva
"Se entra na chuva é para se queimar." – Denilson, jogador
da Seleção do Brasil
"Haja o que hajar, o Porto vai ser campeão". - Deco,
ex-jogador do FC Porto
"O difícil, como vocês sabem, não é fácil". - Jardel
"Um jogador tem que ser completo como o pato, que é um bicho
aquático gramático". - César Prates, ex-jogador do Sporting
"No Porto é todo mundo muito simpático. É um povo muito
hospitalar". -Deco, ex-Jogador do FC Porto, a comentar a hospitalidade da
população
"Em Portugal é que é bom. Lá, a gente recebe semanalmente de
15 em 15
dias". - Argel, ex-jogador do Benfica
"Nem que eu tivesse dois pulmões alcançava essa bola".
-Roger, jogador do Benfica
"Tenho o maior orgulho de jogar na terra onde Cristo
nasceu". - Djair, jogador do Belenenses ao chegar a Belém (zona do Restelo –
Mosteiro dos Jerónimos) no dia que assinou contrato com este clube
"Finalmente, a água corrente foi instalada no cemitério,
para alegria da população"
repórter do Fundão
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019
EFEMÉRIDES
Neste dia, em 2011, morrem
Jane Russell, actriz norte-americana e
Annie Girardot, actriz francesa
terça-feira, 26 de fevereiro de 2019
domingo, 24 de fevereiro de 2019
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019
CONTRIBUTOS EXTERNOS
£ --- O REI D. CARLOS (1863 -1908)
Gil Monteiro*
A minha Mãe
adorava o rei D. Carlos, tanto como figura morta como viva. Lembrava-se de o
ver passar de automóvel e se apear, para saudar a gente da aldeia. Viajava num
carro cego, pois da janela da sua velha e humilde Escola Primária, só via
passar carroças com burros e machos e, por vezes, os cavalos, arreados dos
cavaleiros filhos do Senhor Zeca Moreira, presidente da junta de freguesia.
Ouvia mais e, outras históricas
contadas à lareira ou nas eiras, pela Maria Doutora, mulher do regedor, que
sabia ler e escrever!
Fiquei fã, como
agora se diz, do nosso Rei Popular, grande diplomata, apesar do ultrajante
ultimato declarado pelas ilhotas do Reino Unido. Atitude repudiada pela maioria
dos governantes políticos dos povos civilizados, mesmo indígenas de África e
América, acompanhados pelas entidades religiosas dos vários coléricos ou
seitas. Até a língua portuguesa, que viria a ser a quinta mais usada pelas
comunidades sofreu, e ainda sofre! Valha as sapiências De Camões, Fernando
Pessoa... E tantos outros (Mia Couto e Padre António Vieira... Apoetar, como
Ary dos Santos tem o
Céu livre, onde os sujeitos do ultimato continuam em locais de nojo e
náuseas... Hoje, a bela escrita do Padre António Vieira preenche as emendas dos
hotéis de luxo de Moçambique, assim as legendas dos produtos das lojas e supermercados,
bem escritas em caracteres de Portugal Europeu e, nem sempre, no melhor inglês!
A rainha Vitória e seus descendentes devem ainda sofrer nas labaredas!...
D. Carlos,
estatura roliça e de bigode de artista, era o protótipo dos lusos, mesmo no tom
fulvo. Os pelos da barba, principalmente os lábio superior, lembravam a cor dos
ouriços maduros dos castanheiros, ou dos medronhos antes de ficarem vermelhos!
Os régulos saúdam os seus passos, e compreendem o artista Povo e da Santa
Natureza. Foi um grande ictiologista e ornitólogo. Publicou centenas de artigos
e gravuras. Como os dinheiros minguavam, com as crises económicas dos cartistas
e absolutistas, as despesas do seu barco oceanográfico, passeios nas tapadas
para recolha de dados e caçadas eram fornecidas pelos bens pessoais e da Rainha
D.ª Amélia. Visitar os museus, onde se observam as obras de arte do monarca,
incluído o hotel do Bussaco, sentado a contemplar os bonitos da bela mata,
única no Mundo na flora e fauna: os cedros do Líbano e os fetos arbóreos, entre
outras plantas aliviam as doenças corporais; fazem ir visitar todo o Bussaco e
procurar as centenas de aves (tão bem coloridas) que parecem
terminadas de cativar as penas! Falar nas paisagens e anfíbios torna-se
supérfluo...
Vítima de
atentado, nem os ramos de flores, oferecidos pelo Povo a Sua Majestade D.ª
Amélia, batendo, nos dois regicidas; deste modo, a passagem da carruagem, mesmo
no meio de tantos apoiantes da Família Real, nas ruas lisboetas do Terreiro do
Paço, conseguindo impedir também a morte de seu filho herdeiro, D. Luís Filipe.
Os assassinos Buiça e Costa tiveram arremeto de flores, antes dos enterros!
Nestes momentos
históricos, a alma do Régulo Gungunhana estará muito próxima do Paraíso,
cumprindo as magias para poder entrar (!), enquanto o mérito de Sua Majestade
Dom Carlos de Bragança roga, no Céu, pelos patrícios lusos de cá e além-mar. Os
seus desenhos, escritos e aguarelas levam a mostrar cenas de um País
Maravilhoso! Se na vida extraterrena houvesse ceias e após as romarias, possuiria
estralejar de foguetes mudos! Só os efeitos luminosos fazem as Festas!
Nas galáxias as
almas, sem carne e ossos, perdidos que foram os sons e sabores, tudo será
regido por efeitos iónicos. Supomos que os Anjos e Santos falam e ouvem. Seriam
analfabetos forçados!?
Saudação para
três espécies dos afazeres do Rei D. Carlos, avaliados pelos vassalos:
--- O Popular
--- O Artista (cientista) --- O Erudito.
Porto, 17 de dezembro de 2018
*José Gil
Correia Monteiro
sábado, 16 de fevereiro de 2019
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019
CONTRIBUTOS EXTERNOS
& MARTINHO DE ANTA &
_ Acróstico_
_Maria e
Marte ao peito!?
_Água pura
dos Céus.
_Reencaminhar
a quando o cavalo cansa,
_Tinha
trajes de bispo aureolado:
_Incenso
para Santo da Glória e amor.
_Ninguém,
como Ele, teve o Senhor por seu lado,
_Hora do nevão
era tempo de capa rasgada!
_Orava nos
sítios dos ermitérios;
_Dizia as
preces com fervor, da Humanidade sem a dor;
_E não
construía cemitérios.
_Almas penadas encaminhava,
_Não à
miséria, dava de vestir aos pobrezinhos.
_Temia os
ateus. Era amigo dos lobos terrestres,
_Andava com
eles entre os dólmenes e cromeleques!
Porto, 19 de
janeiro de 2019
*José Gil Correia Monteiro
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019
terça-feira, 12 de fevereiro de 2019
EFEMÉRIDES
Neste dia,
em 1881, nasce Anna Pavlova, bailarina russa
em 1949, nasce Joaquin Sabina, cançonetista espanhol
em 1979, morre Jean Renoir, realizador francês
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019
EFEMÉRIDES
Neste dia,
em 1894, nasce King Vidor, realizador norte-americano
em 1931, nasce James Dean, actor norte-americano
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019
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