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sábado, 28 de abril de 2012

O mau estado do futebol


Que grande baralhada! Os jogadores da União de Leiria, que já não recebem os seus ordenados há praticamente cinco meses, rescindiram os contratos que os ligava ao clube. Esta situação vai gerar uma grande barafunda na classificação do campeonato da primeira Liga. Eu, que gosto de futebol e, por isso, o quero “limpo”, aplaudo a corajosa decisão destes jogadores. Espero que, com a ajuda do seu sindicato, não voltem atrás e só tenho pena que colegas seus de outros clubes também incumpridores não tomem a mesma atitude. Está na hora de obrigar o futebol português a sair da mentira em que se tornou e trazer de volta a verdade desportiva, quer os seus dirigentes queiram ou não queiram. Mas o Estado não pode ficar a assistir de longe ao desenrolar da situação. Tem que obrigar os clubes a cumprir as suas obrigações fiscais e não fiscais, não pode aceitar mais negociações e renegociações para pagamentos de dívidas, como o célebre totonegócio,  e também não pode fazer “vista grossa” a situações que indiciam a prática de actos fraudulentos. Como é possível que durante o ano desportivo se saiba que muitos clubes devem milhares (ou até milhões) de euros ao Fico, à Segurança Social, a actuais ou antigos atletas, a fornecedores ou prestadores de serviços, dívidas essas que constituem impedimentos à participação no campeonato do ano desportivo seguinte e que,  pouco antes do termo da inscrição, apresentem documentos comprovativos dos pagamentos dessas dívidas e assim vejam levantados tais impedimentos? Milagres, não, de certo, mas habilidades, talvez.
É preciso acabar com estas situações. E os jogadores têm uma palavra importante no combate a elas. Não podem queixar-se e depois pactuarem com as aldrabices dos    dirigentes. Colaborem e confiem no seu Sindicato. Sinto da parte deste uma vontade grande em acabar com esta pouca vergonha. Força. É preciso limpar o futebol!  

sábado, 30 de abril de 2011

E O CLUBE DA MINHA ALDEIA?

O clube da minha aldeia natal disputa a 3.ª divisão dos regionais de futebol, mas as dificuldades são muitas e por vezes nem dinheiro há para a merenda dos jogadores nem para o gasóleo da carrinha que os transporta. Porém, o campo de futebol, pelado, embora com alguma erva daninha nas bordas, é de sua propriedade e tem iluminação eléctrica (nunca se sabe quando poderá ocorrer uma transmissão televisiva e é melhor estar prevenido), balneários com água quente e tudo. Fazia jeito que alguém disponibilizasse uns dinheiros frescos, uma vez que as novas gerações de emigrantes (que nem português já falam e só aparecem nas festividades de verão) não se "chegam" à frente. Se a lei autárquica vigente o não proibir, poderei sugerir ao presidente do clube que proponha a venda do "estádio" da minha aldeia à Câmara de Matosinhos? Mesmo que o doutor Guilherme Pinto cobre uma renda pela utilização (que seria paga se e quando se pudesse), acho que valeria a pena e todos ganhariam. E até podia ser um bom investimento para a Câmara de Matosinhos, se o clube viesse a subir, sistematicamente, de divisão e ascender (quem sabe?), à Taça UEFA, pelo menos. Quem quer dar uma ajuda à minha pretensão (uma cunha fazia jeito), tanto mais que estou certo de que o "meu" presidente aceitaria um bom preço?