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terça-feira, 16 de julho de 2013

Cheira a eleições aos partidos de protesto

Partido Comunista e Bloco de Esquerda, são dois partidos de protesto que, lutando pela sua sobrevivência, elegem sempre o PS como seu principal inimigo e tudo fazem para que o poder caia nas mãos da Direita ou se mantenha nela, conforme o PS seja Governo ou Oposição. Tem sido sempre assim desde a restauração da Democracia em Portugal, sobretudo a partir do 25 de Novembro o PCP e desde a sua existência o BE.
Não é preciso ir muito atrás para que assim se infira, basta recuar aos tempos do último Governo Sócrates e mais notoriamente à reprovação do famigerado PEC IV, em que ambos os paridos fizeram uma coligação para acabar com o aquele Governo, de mais a mais sabendo, como sabiam, que o Presidente Cavaco Silva estava mortinho para lhe dar a machadada final. Marginalizados pelo Presidente da República na sua proposta de que haja um acordo partidário para viabilizar uma solução para a crise, logo disseram que de forma alguma aceitavam a proposta do PS para que fossem chamados para as reuniões interpartidárias, e fizeram-no de modo quase insultuoso para o PS.
Mas não contentes com isso, vieram agora:
- O PCP, através do seu apêndice “Os Verdes”, apresentar uma moção de censura, tentando entalar o PS. E com isso fazerem um grande frete ao Governo, que já não necessita de moção de confiança.   
- O BE veio agora, numa atitude de brincadeira de mau gosto, convidar o PS para a elaboração conjunta, também com a intervenção dos comunistas, de um programa de governo de esquerda.

Ambas as situações têm como único objectivo criar um qualquer embaraço ao PS e, a partir dele fazer demagogia. Porquê? Claro, cheira a eleições e é preciso sobreviver.