quinta-feira, 30 de junho de 2011

Olha para o que eu digo e não para o que eu faço

Pedro Passos Coelho fartou-se de dizer na pré-campanha que a RTP ia ser privatizada, como aliás era previsto no programa do PPD. Mas, quer Balsemão, dono da SIC, quer Paes do Amaral, dono da TVI, manifestaram a sua discordância, porque não querem partilhar com mais um canal uma quota substancial de publicidade. Como são pessoas poderosas no meio e, sobretudo, na área política do actual Governo ..., a ideia ficou como diz o povo, "em águas de bacalhau". Ficou mais ou menos asim: A RTP vai ser privatizada? Vai. E quando? Quando for oportuno (ou seja ..., nunca).


Paulo Portas jurou "a pés juntos" que o CDS nunca votaria aumento de impostos. Pois bem: Aí está um grande imposto extraordinário, para lá provavelmente do aumento de outros, como o IVA. Ah, dirá Portas, não é aumento, é ajustamento.


E o outro é que era aldrabão!

Há limites ou não há limites, Sr. Presidente?

Num dos seus últimos discursos, mas ainda no consulado do PS, o Presidente da República, criticando as medidas que o anterior governo tomou e as que previa tomar para combater o défice, se voltasse a ser governo, referiu em tom zangado que "há limites para os sacrifícios impostos aos portugueses". Pela forma como o disse, toda a gente concluiu que Sua Exa. entendia que já havia sacrifícios a mais. Ora, e agora Sr. Presidente, o que se lhe oferece dizer sobre esta medida inesperada da criação de um imposto extraordinário de 50% sobre os subsídios de Natal dos tabalhadores com salários superiores ao salário mínimo? Mais uma vez vai ser a classe média e, sobretudo a classe média baixa, quem vai "pagar as favas", e o senhor vai calar-se? Espero bem que não. E ao facto destas medidas serem tomadas por um governo de coligação cujos partidos tinham garantido aos portugueses que não aumentavam impostos, não vai chamar-lhes mentirosos? É assim que que se ganha a confiança dos cidadãos? Olhe, Sr. Presidente: são medidas como esta, que não faz parte do célebre acordo com a troika, que podem tornar a situação mais explosiva do que aquilo que o senhor acha. A CGTP, por intermédio do seu líder Carvalho da Silva, já apelidou esta medida "como um roubo"!

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Afinal, a coligação era mesmo negativa

A posição do PPD sobre a avaliação do desempenho dos professores foi sempre muito confusa e durante quase toda a legislatura anterior não deixou que o Bloco de Esquerda e os Comunistas, tacticamente aliados ao CDS, conseguissem a suspensão e até a revogação daquele processo. Porém, quando o Parlamento já funcionava sabendo-se que ia ser dissolvido e, que em consequência dessa dissolução, haveria eleições legislativas antecipadas, foi o prório PPD, numa atitude demagógica e eleitoralista, a ser testa de ferro duma coligação negativa que aprovou, sem explicações consistentes a suspensão do processo avaliativo, mesmo sabendo que ia mandar para o lixo muito do trabalho entretanto feito nas escolas. Felizmente que o Tribunal Constitucional, instado pelo Presidente da República, considerou inconstitucional tal suspensão, por intromissão do Parlamento nas competências do Governo. E o que se sabe agora do programa do actual Governo PPD/CDS sobre a avaliação docente, vai suspender e revogar o diploma ? Não, não vai. Vai manter tudo como está até Setembro. Depois, pretende "reformar o actual modelo", tornando-o menos burocrático e inspirado no sistema usado no ensino particular. E eu agora pergunto: Qual era a pressa? Afinal, nenhuma. O interesse era meramente demagógico e eleitoralista - ganhar uns votos entre os professores que se manifestaram. Afinal a coligação era mesmo negativa.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Cavaco Silva e a situação explosiva

Cavaco Silva, que às vezes quando fala "mais valia que tivesse estado calado", disse hoje no final de um Encontro Nacional Inovação COTEC algumas coisas que, sendo óbvias, dão a ideia que o Presidente está a sacudir a água do capote, quer no que respeita a políticas do passado recente, quer no que respeita a políticas a levar a cabo no futuro. Diz Cavaco que os últimos tempos têm sido tempos muito difíceis e que há mais de dois anos avisou que Portugal se aproximava de uma situação explosiva e que o tempo dela chegou. É verdade, os tempos são difíceis e podem levar a que haja muita contestação. Mas as dificuldades não são só consequência das políticas dos últimos tempos. Também são consequência do passado. Dum tempo em que se destruiram as capacidades produtivas da agricultura, de muita indústria e em que se esbanjaram milhões de euros que todos os dias entravam nos cofres do Estado, vindos da União Europeia. E quem governava nesse tempo, quem governava? Cavaco Silva. Por isso, não pode vir agora fazer o papel de arauto das desgraças e muito menos de detonador da tal situação explosiva. Bem pelo contrário, deve ser ele, Presidente da República, a desencorajar os portugueses a manifestações violentas de rua. Os portugueses esperam que o Presidente apele à serenidade e não à "explosão".

TRAVAGENS

A construção do túnel do Marão que, ao que julgo, está em adiantado estado de desenvolvimento, está suspensa pelo prazo de, pelo menos, 3 meses, com o inerente despedimento de algumas centenas de trabalhadores e provavel falência de subempreiteiros. As razões não são explicadas por ninguém. O túnel é para concluir, ou não? Quanto vai custar aos contribuintes esta suspensão? Há racionaliade na decisão? E a quem se pode assacar culpas? Entretanto, os utilizadores do IP4 continuam a penar entre Amarante e Vila Real e vice-versa. Haja fé!

DESCONVITES E INDEMNIZAÇÕES

O senhor Bernardo Bairrão, administrador da Média Capital (TVI) é convidado, por quem pode fezê-lo (e anunciado na própria "casa" pelo professor que tudo sabe), para o governo e, por isso, demite-se do cargo de administador da empresa que, estando cotada na Bolsa, faz a devida comunicação ao mercado. Por razões não explicadas, tiram o tapete ao senhor e, agora, nem governo nem Média Capital. Quem lhe paga a indemnização, agora que ficou sem pau nem bola? Ou vai ter que recorrer ao secretário Marco António para receber o subsídio de desemprego? Teias que o Império tece, como diria o outro.

OPERAÇÕES DE TRÊS COMPOSTA

O treinador Jorge Jesus e, se bem entendi, também o Vitória de Setúbal, é indiciado na chamada Operação Furacão, que já ninguém já sabe o que é e que se perdeu nos meandros da justiça.
Conclusão: Jorge Jesus deve ter sido o mentor e único beneficiário da dita Operação. O Luís Filipe Vieira tem que ir ao mercado de treinadores.
É verdade: alguém sabe do estado da mega-fraude do BPN? Quanto é que ainda tenho que lá pôr?

SECRETÁRIOS DE ESTADO

Pronto, está pronto o novo governo, após a tomada de posse dos novos secretários de Estado cuja qualiadade, tal como a dos ministros, só se há-de conhecer a posteriori, como acontece com os melões de Almeirim, comprados na berma da estrada.
Muitos independentes, muitos académicos, muitos teóricos e tal, alguns deles sem aparente ligação à área para que foram nomeados.
Estranho é um secretário para a Justiça, Fernando Santo, ex-bastonário da Ordem dos Engenheiros. Que faz um engenheiro na Justiça? Vão ser construídos novos palácios da dita? Ou, pelo contrário, vão ser implodidos uns quantos? Ou, será o mais verosímil, postos à venda para hotéis de charme?

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Ai, se fosse o Sócrates!

Pedro Passos Coelho querendo dar um sinal à populaça que era necessário poupar ao mais alto nível, até no número de membros do Governo, resolveu adiantar dois números: dez ministros e vinte cinco secretários de estado. Depois de ganhas as eleições logo surgiram vozes avalizadas e próximas dele a dizer que à acentuada diminuição de ministros não corresponderia necessáriamente a diminuição da estrutura dos ministérios. E assim foi, mais ou menos. Juntando ministérios, formaram-se super-ministérios, alguns deles até com pouca lógica. Por exemplo, tinha mais sentido juntar Segurança Social e Trabalho (parece-me mais importante chamar-lhe trabalho do que emprego), do que juntar o Trabalho e a Economia).
Soube-se hoje que os secretários de estado vão ser trinta e cinco, ou seja, mais quarenta por cento do que o número inicialmente previsto. Ah, e trinta cinco porque teriam de ser menos que os do governo anterior que eram trinta e sete. Mas, para isso, ou por causa disso, aparece uma secretária de estado que acumula os assuntos parlamentares e a igualdade! Qual o critério? Só posso concluir que o número de membros para o governo foi, na altura, atirado à sorte.

Para além disto, que não é pouco, aparece agora aquela confusão com o nome de Bernardo Bairrão. Marcelo Rebelo de Sousa disse que o homem ia para a Administração Interna. Para isso até já teria pedido a demissão da TV I. Mas ..., surpresa das surpresas, apesar de se ter mesmo demitido da TV I, não apareceu na lista dos secretários de estado. Ora, Marcelo Rebelo de Sousa foi convicto. E, quando assim é, está bem informado. Então, o que sucedeu? Ai, se fosse o Sócrates, o que não seria dito!

O CARRO À FRENTE DOS BOIS?

As atribuições dos governadores civis serão objecto de diploma próprio, a aprovar oportunamente. Muito bem.Antes disso, e para já, são exonerados todos os governadores civis. Parece-me mal. Não será pôr o carro à frente dos bois? E esta decisão é da exclusiva responsabilidade/competência do governo? A AR não tem que meter o bedelho na coisa?

sábado, 25 de junho de 2011

Um bom gestor?

Medina Carreira dá hoje uma entrevista ao jornal i em que diz: "Salazar foi um bom gestor. Era bom termos hoje um bom gestor sem os inconvenientes políticos".


Ora, chamar a tudo aquilo que caracterizou o regime autoritário do ditador de Santa Comba de iconvenientes políticos, é sentir por todos aqueles que sofreram na carne e no espírito a violência desse regime, o mesmo desprezo que sentiam os seus serventuários. Para Medina Carreira também só há: nós e os que estão contra nós. E os que estão contra nós, ou mudam ou são "excluídos".


Chamar bom gestor a Salazar, só dá para rir, ou ter pena! Um bom gestor de qualquer coisa é alguém que obtém bons resultados da sua gestão. O que obteve Salazar para Portugal, um país próspero? Não. Salazar Deixou Portugal um país subdesenvolvido, com uma grande percentagem de analfabetos, com uma pequeníssima percentagem de formados com cursos superiores, onde os mais desfavorecidos não tinham quaisquer regalias sociais, férias, reformas, assistência médica, etc. Ah, dirá Medina Carreira, "mas deixou algum dinheiro e ouro nos cofres do Banco de Portugal". Pois é; melhor fora que não deixasse, já que não o gastou em Saúde, Segurança Social e Educação para todos e, à excepção dumas pontes e meia dúzia de quilómetros nas grandes cidades, não deixou infra-estruturas que possibilitassem o desenvolvimento. Muitos jovens tinham que andar quilómetros a pé para frequentarem a escola. E, quanto ao ouro. Bom, o ouro de que tanto se fala que Salazar deixou, foi ganho com uma espécie de aluguer de escravos: Portugal, recebia do então Estado racista da África do Sul, um tanto em ouro por cada homem de raça africana que, da sua então Colónia de Moçambique ia trabalhar para as minas de ouro sul africanas. Chama-se a isto boa gestão ou desumanidade?

Os actos simbólicos do novo Governo

Todos nós sabemos que o bom povo, ou como lhe chama Vasco Pulido Valente a populaça, gosta que quem nos governa tome medidas que vão no sentido de mostrarem que são os primeiros a mudar de hábitos de modo a pouparem uns tostões ao erário público, querendo com isso dizer que se a crise não os atinge, são eles que, querendo estar ao lado de quem sofre, abdicam de algumas regalias que têm. São inspirados no exemplo de S. Francisco de Assis, um italiano muito rico que tinha tudo na vida, mas a quem um "chamamento" fez pensar quão injusta era a sua vida se comparada com a daqueles que nada tinham. Então resolveu renunciar a tudo o que tinha e foi viver com os pobres, como se fosse um deles. Mas esta espécie de franciscanismo em nada, ou quase nada, pesa na diminuição das despesas do Estado e não melhora, nem um bocadinho, a vida dos portugueses mais desfavorecidos. São, pelo contrário, atitudes domagógicas que apenas servem para os distrair. Como classificar esta decisão de Passos Coelho em viajar em classe económica, quando paga o mesmo se viajar em executiva, que é: paga nada? Bem, se fosse o Sócrates a fazer isto os nossos comentadores chamavam-lhe, no mínimo, mentiroso, aldrabão e, até, desonesto. Mas como foi Passos Coelho, dizem que são actos simbólicos para embalar o povo. Mas o povo um dia vai acordar e, depois, a coisa vai ser séria!...

FLORIGARVES

Leio que o ministro da Economia gostava que Portugal se transformasse, de Caminha a Vila Real de Santo António, numa Florida europeia, repleto de velhinhos milionários. Sabe-se que o Algarve tem como residentes permanentes muitos reformados dos países do Norte da Europa e ainda bem e bom será que mais venham. Mas querer transformar Portugal num país de lares para terceira idade, mesmo que para milionários, parece-me um completo disparate. Um país de "monocultura" geriátrica? O Álvaro, como diz querer ser chamado, não começa da melhor forma. De um ministro da Economia desejo ouvir melhores alternativas para a criação de empresas, de emprego e de exportação de bens e (outros) serviços.

SINAIS

Loas foram tecidas e trombetas soaram pelo facto de o primeiro-ministro ter voado para Bruxelas em classe económica e de se comprometer que assim sempre será em vôos até 2 horas. "É um sinal", dizem uns quantos, ufanos, quantos deles com carros de alta cilindrada do Estado, é claro, e conduzidos por um dos muitos motoristas ao seu dispor. Pois, por mim, 2 ou mais horas que dure o vôo, prefiro que o primeiro-ministro viaje com o maior conforto e reserva possíveis, revendo, com os assessores que costumam acompanhá-lo, as intervenções/discussões objecto das viagens, sem ter que sentir alvo da atenção dos restantes passageiros da cabine. A executiva é mais cara? Pois seja, mas a dignidade do cargo e das funções têm um preço, que ninguém regateia, julgo.


O primeiro-ministro não tem que se fazer transportar num Rolls Royce, mas ninguém quererá vê-lo a conduzir, ele próprio, um Fiat 500, mesmo de ou para Massamá. Eu não quero.


Mas o mais caricato, é que, afinal, não há poupança nenhuma. Por razões que desconheço, o primeiro-ministro (mas não só), quando viaja na TAP, não paga bilhete, apenas os custos acessórios, sendo a transportadora a suportar o custo da viagem.


A ver se entendo: a TAP é do Governo ou é uma empresa, pública que seja? Quem nela viaja, seja até o Presidente da República, deve pagar o preço normal, e o orçamento do organismo requesitante deve suportar o respectivo custo. De outro modo, falseiam-se os resultados da TAP e os encargos dos organismos que utilizam os seus serviços.


Passos Coelho poderá não ter sido ouvido nem achado neste "incidente", mas é lamentável o "barulho" feito à sua volta.


Senhor primeiro-ministro: mude a lei, passe, obrigatoriamente, a viajar em executiva e o seu gabinete que pague o preço à TAP, como deve.


A Bem da Nação.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Anúncio para enternecer a Srª. Merkel!

O novo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho anunciou hoje em Bruxelas, no fim da cimeira de líderes europeus, que vai antecipar algumas medidas previstas no famoso acordo assinado com a troika. E adiantou que tal anúncio será feito antes ou aquando da apresentação do programa de governo à Assembleia da República para apreciação. Ora, tal declaração só pode ter sido feita para enternecer a Srª. Merkel e dar-lhe um sinal de que é mais troikista que a troika, como alguém já disse. Pedro Passos Coelho de certo que conhece a Constituiçao da República Portuguesa, de um modo geral, e muito em particular o que ela preceitua relativamente ao Governo. Por isso sabe que, de acordo com o nº. 5 do Artigo 186º., "antes da apreciação do seu programa pela Assembleia da República, ..., o Governo limitar-se-á à prática dos actos estritamente necessários para assegurar a gestão dos negócios públicos". Quer dizer que o seu governo é legítimo, mas ainda é só um governo de gestão. E mesmo que as medidas que pretende anunciar sejam para pôr em prática depois do acto de apreciação do programa de governo, não deve anunciá-las, uma vez que estaria a desrespeitar , não só o Parlamento, mas a própria democracia. O primeiro-ministro sabe que o programa não será rejeitado, pois é suportado por uma maioria absoluta, embora de coligação, mas não deve afrontar a chamada Casa da Democracia. Já o fez com Fernando Nobre e saiu-se mal.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Duas notícias que me dão pena

Li hoje duas notícias que me deixaram muito "preocupado" e que me fizeram ter muita pena das pessoas envolvidas em ambas as situações.

1ª. notícia: Portugal perdeu 300 milionários em 2010. Quer dizer que o número de pessoas a viver no nosso país com uma fortuna líquida igual ou superior a um milhão de dólares (mais ou menos 700 mil euros) desceu de 11.000 para 10.700 só naquele ano. Coitados! Como vão manter o nível de vida? E ainda se queixam da crise aqueles que pouco ou nada têm! E aida se queixam aqueles a quem vão diminuir salários e pensões de reforma! Pensem só na vergonha que devem sentir estes 300 cidadãos por deixarem de fazer parte da lista dos milionários. Coitaditos, não precisarão de uma ajudita do Estado?

2ª. notícia: Governo sem férias nos próximos dois meses para aplicar medidas da troika. Pedro Passos Coelho garantiu à Srª. Merkel que o novo Governo não terá férias, de modo a tomar nos próximos meses o essencial das decisões para aplicar o programa de ajuda a Portugal. A patroa Merkel ficou muito sensibilizada e lá prometeu uns carcanhóis. Eu, no entanto, fico cheiinho de pena dos ministros e, sobretudo, das ministras. São muito branquinhas, mesmo muito pálidas; estão mesmo a necessitar do solzinho da praia para bronzearem um bocadinho a pele. Que pena. Que sacrifício vão fazer por todos nós portugueses!

A CULPA DO COPIANÇO...

..., que levou ao pedido de demissão (ou à demissão?) da directora do CEJ, é, no dizer de um sindicalista das magistraturas, do anterior governo, isto é, do Sóctates.
Há paciência para tiradas destas?
Haja pudor!

S.João

Desejo uns bons festejos de S. João a todas as pessoas que lêem as mensagens que escrevo neste blog. E não estou só a dirigir-me a quem reside no Porto ou no Grande Porto, onde o S. João é uma enorme festa popular de características "únicas". Um bom S. João também para aqueles que o festejam em qualquer parte do Mundo, pois onde há um português, há festejos ao Santo. Lembro-me, particularmente, de dois festejos de S. João passados em Moçambique, quando por imposição do Estado Novo cumpria serviço militar naquela então "Província Ultramarina". E, garanto; não faltaram as sardinhas e os pimentos. Só que, para aqueles que gostariam de as acompanhar com vinho, tiveram que as "regar" com cerveja.

NOITE DE S. JOÃO







S. João baptizando Jesus









Manjerico







Erva cidreira








Sardinha assada









Martelo original








Alho porro









Balão


















quarta-feira, 22 de junho de 2011

Só para os jogadores, ou também para os dirigentes e árbitros?

Os clubes de futebol, lembram-se de tudo para tirarem o máximo rendimento dos seus jogadores, mesmo que tenham de se imiscuir na sua vida privada. Nesse sentido, o Manchester United teve um procedimento absolutamente inédito. Contratou um padre para falar de ética sexual aos seus jogadores. Pretende assim Sir Alex Ferguson manter os seus jogadores longe dos escândalos, sobretudo após algumas trapalhadas dos jogadores Ryan Giggs e Wayne Rooney, cujas infidelidades conjugais foram alvo dos tablóides ingleses. Bom, se cá em Portugal também se lembrarem de implementar esta insólita medida, espero bem que o seu alcance não fique só pelos jogadores, mas que abranja também os dirigentes (sobretudo alguns presidentes) e, tendo em conta muito do que se escutou nos últimos tempos, também deve ser aplicada aos árbitros, para que não caiam em tentações.

VÁ-SE EMBORA!





Complemento ao post de 4-pereiró, abaixo

Gamada ao Caixa de Pregos

O SAQUE CONTINUA

Doentes que já morreram há muito continuam a consumir cada vez mais medicamentos, médicos que já deixaram de respirar há que tempos continuam a prescrever furiosamente, velhos desdentados fazem implantes dentários todos os anos, juízes que se finaram mantêm o recebimento das suas gordas reformas porque não avisaram que, por eles, as dispensavam... E o que mais se verá. Culpados? Bem, vai proceder-se a umas investigações e tal e uns anos depois prescreve tudo... Tudo gente séria e acima de qualquer suspeita. Olha do que o Sócrates se livrou.

REPROVAÇÃO

Leio no DN online que a ministra da Justiça aceitou o pedido de demissão da directora do CEJ, que lhe havia solicitado uma audiência de urgência.
Pois, e por causa... Reprovou, não tendo direito ao 10, como admiti no post anterior.

O COPIANÇO

A directora do CEJ pediu uma reunião de urgência à ministra da Justiça, "face à torrente de notícias sobre o organismo que continuam a ser veiculadas e que põem em sério risco a imagem e a credibilidade da instituição", relatam os jornais.
É caso para perguntar: como disse? Quem pôs em causa a imagem e a credibilidade da instituição? Não foram os senhores futuros juízes e magistrados e a própria direcção do CEJ, que pactuou com a fraude, correndo, numa primeira decisão, todos os candidatos com 10 valores e decidindo, posteriormente e face ao clamor público, repetir a prova? A bronca apenas estalou porque alguém pôs a boca no trombone; de outro modo, nada se conheceria. Que é que a ministra pode fazer? Mandar calar os jornais? Demitir a directora do CEJ? Espero para ver.

A BELÉM! (*)

Li algures que era "porreiro, pá" que Cavaco fizesse muitas e demoradas viagens de Estado por esse mundo fora (**). Estou de acordo com a opinião, pois assim sempre poderíamos assistir a uma comunicação ao país ou a um dircurso de elevado nível, ou a uma qualquer cerimónia corta-fitas, com outra elegância e com um sorriso, não a um esgar, genuíno, instintivo e bonito. Será de sugerir ao ministro Paulo Portas que elabore rapidamente uma densa agenda das visitas do PR ao exterior. O périplo pode começar por S. Tomé, para revisitar o coqueiro.

(*) - Não tem a ver com Maria de Belém Roseira, ilustre deputada
(**) - Haverá, porventura, que reforçar o Orçamento de Belém, mas os ministros das Finanças e dos Negócios Estrangeiros poderão encontrar uns patrocínios, o que não será difícil, digo eu.

terça-feira, 21 de junho de 2011

É A CRISE

Num prédio de Braga


(Clicar sobre a imagem para aumentar)



Recebido por email

MAQUIAVELISMOS?

Será que Passos Coelho é mais sabidola do que parece, tendo aprendido as 'tácticas' do seu parceiro de governo, o Paulinho das feiras? Não poderá acontecer que queira ter-se apropriado dos votos de Fernando Nobre à presidência e mandá-lo, de patins em linha, e de vez, de regresso à AMI, de onde, aliás, nunca deveria ter saído? Será que Passos Coelho leu Maquiavel? A seu tempo se saberá. Ou talvez não...

Por favor, faça o que disse. Vá embora.

Está na hora de Fernando Nobre deixar de dar pantominas. É tempo de começar a fazer o que prometeu. Quando anunciou que seria candidato a Presidente da Assembleia da República, foi categórico: se não fose eleito, como esperava, não ficava como deputado; renunciava ao mandato.

Ora, enquanto candidato às presidenciais, este cidadão, que mente, mente, mente ..., fartou-se de dizer que era preciso moralizar a política e que, para isso, era tempo de aparecerem cidadãos independentes dos partidos que não fizessem o contrário daquilo que prometiam. Pois bem, Dr Fernando Nobre, não dê mais uma pantomina. Tenha um pingo de dignidade e renuncie ao mandato. Vá embora. A democracia e sobretudo aqueles que o senhor taiu, pedem-lhe esse favor.

A Senhora Presidenta?

A Assembeia da República já tem Presidente (ou Presidenta?). Foi hoje eleita para ocupar o cargo durante a legislatura que ontem se iniciou a deputada do PPD Assunção Esteves. É a primeira mulher a ascender a segunda figura do Estado. Foi uma eleição pacífica, com a candidata a recolher muitos mais votos que os possíveis votos somados da coligação governamental, e ainda bem. Esta expressiva votação veio ensinar a Passos Coelho que há regras naturais e tradicionais na democracia que é preciso respeitar. A tradição diz que compete ao partido mais votado apresentar no início da legislatura (e não na campanha eleitoral) um candidato a ser eleito Presidente do Parlamento. E o partido mais votado indica normalmente um deputado que seja uma figura prestigiada da nossa democracia e não um qualquer inimigo dos partidos e dos políticos, "convertido" à pressa em bom rapaz".


Assunção Esteves, ao contrário de Fernando Nobre é uma política prestigiada que, para além de deputada e eurodeputada, já foi juíza do Tribunal Constitucional. Por isso foi eleita com mais de 80% dos votos possíveis e obteve a quarta melhor votação de sempre. Que vergonha, Fernando Nobre!


E agora: vão chamá-la de senhora Presidente ou senhora Presidenta?

SEMPRE DRAGÃO

...e continua de dragão ao peito!




(boneco gamado ao blogue Caixa de Pregos)


PRESIDENTE DA AR




É mais interessante ter na presidência da AR este rosto do que o de Fernando Nobre, de Guilherme Silva ou, até, de Mota Amaral.


- Estou na cadeira onde sempre sonhei estar; Daqui não saio, daqui ninguém me tira ...!

Ai não, que não tira . Que ricos m$lhões ...!




- Onde andas ó Nogueira que não te tenho visto?




- Porreiro, Pá ...!


- Obrigadinho ó Fernando ...!

segunda-feira, 20 de junho de 2011

As derrotas de hoje

Reuniu hoje a "nova" Assembleia da República e, como é norma, decorreu o processo para a eleição do respectivo presidente para a nova legislatura. Após dois escrutínios nesta primeira reunião do plenário, não foi eleto, pela primeira vez nestes mais de trinta e cinco anos de vida democrática parlamentar, qualquer deputado para ocupar o cargo. O PPD, partido mais votado e cujo líder será a partir da posse de amanhã primeiro-ministro de um governo de coligação, teimou em candidatar Fernando Nobre, apesar da provável derrota. E, de provável, a derrota tornou-se num facto consumado, daí poder falar-se em derrotas e derrotatos e, também em vencedores.

Os derrotados são Pedro Passos Coelho e Fernando Nobre.

Pedro Passos Coelho saiu derrotado porque se empenhou pessoalmente na candidatura de Nobre, não ligando às críticas feitas de fora e dentro do partido. E nem sequer conseguiu que todos os seus deputados seguissem a sua orientação de voto.

Fernando Nobre, para além de derrotado nesta eleição, ficou a saber que não conta para nada, a não ser para servir de cobaia do PPD. Não teve a decência pessoal e política de desobrigar Passos Coelho e o partido da sua candidatura e, por isso, teve aquilo que mereceu.

Derrotados , também, foram todos aqueles e aquelas que usam o discurso anti-partidos e anti-políticos, para fazerem demagogia. A democracia faz-se, sobretudo, com partidos.

Vencedores foram todos os partidos da Oposição que, desde que se soube do convite, denunciaram a falta de vergonha e de perfil de Fernando Nobre para ocupar o cargo de segunda figura do Estado e o CDS/PP que, acima de tudo, não aceitou a decisão unilateral do líder do PPD e lhe quiz dizer que em coligação as decisões de assuntos relevantes se tomam por consenso. Não são impostas pelo partido mais votado.

PROMESSAS

Em entrevista dada há tempos ao Expresso, Fernando Nobre afirmou que aceitou ser candidato a deputado com o único objectivo de ser presidente da AR, sem o que quê não cumpria o mandato.
Espero que cumpra a promessa e retome a actividade de presidente da AMI, de onde nunca deveria ter saído, já que, creio, diminuiu e desprestrigiou aquela ONG de que os portugueses se orgulhavam.

AR - ÚLTIMA HORA

O PSD, ou o próprio?, retirou a candidatura de Fernando Nobre à presidência da AR. Quem será a 2.ª escolha? Mota Amaral quererá ir a votos? Permitam-me duvidar, ainda que parecesse a escolha mais óbvia. Ainda vai sair na rifa o Guilherme Silva, porta-voz do tio Alberto João.

IMPRUDÊNCIAS E VAIDADES

Passos Coelho cometeu uma enorme imprudência (para não dizer que foi arrogante no gesto), ao "prometer" o cargo de presidente da AR a Fernando Nobre. Devia saber que tal cargo, não estando à sua disposição, já que dependeria da composição da AR, nunca poderia ser prometido. Nobre, por seu lado, vaidoso, agarrou-se à hipótese de vir a ser a segunda figura da hierarquia do Estado (ele que queria ser a primeira figura) e não abdicou, mesmo sabendo que dificilmente seria eleito. Porque não desobrigar Passos Coelho da promessa e retirar a sua candidatura. Se não antes, logo após a primeira votação, em que nem conseguiu o pleno do PSD.

VAIDADES E ENXOVALHOS

Uma vez que o homem não se enxerga e não consegue distinguir uma vaidade pessoal de um interesse, não digo nacional, mas do prestígio das próprias Instituições e altos cargos políticos, não haverá nenhuma boa alma que diga ao dr. Fernando Nobre para desistir da sua candidatura à presidência da AR? Vai continuar a permitir o enxovalho político do seu amigo e primeiro-ministro indigitado? Não etende que não vai conseguir ser eleito?

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Desta vez falharam

Desta vez os palpites dos jornalistas falharam rotundamente. Não me lembro de ter ouvido falar em Vitor Gaspar, em Nuno Crato, em Álvaro Santos Pereira, em Paulo Macedo para a Saúde e até em alguns dos chamados ministros políticos. Relativamente a Miguel Relvas, até diziam que o homem não iria para o Governo para continuar a controlar o partido. Puro engano senhores (e senhoras) jonalistas; então o Relvas ia lá perder a oportunidade para chegar a ministro; vocês têm cada uma! Bem feito, falharam!

O novo governo

Ficamos hoje a saber qual é a composição do novo governo. E houve algumas surpresas, nomeadamente quanto aos ministros ditos independentes - Vitor Gaspar , Nuno Crato, Álvaro Santos Pereira e Paulo Macedo. Destes quatro só Vitor Gaspar é para mim um completo desconhecido, de quem aliás nunca tinha ouvido falar (confesso a minha ignorância). Quanto aos outros três, completa surpresa para Nuno Crato e Álvaro Santos Pereira e alguma surpresa quanto a Paulo Macedo, não por fazer parte do elenco, mas sim pela pasta que lhe foi entregue - a da Saúde. Era um dos ministriáveis, mas para as Finanças ou para a Economia. Nuno Crato e Álvaro Santos Pereira têm sido dois críticos televisivos das políticas do actual Governo nas respectivas áreas, sendo que Santos Pereira vai tutelar o Emprego e é um homem da confiança dos empresários, nomeadamente de Belmiro de Azevedo. Pelas suas ideias super liberais (por exemplo é a favor da diminuição da TSU em 15 pontos) poderá vir a ser um dos ministros mais contestados na praça pública. Quanto aos outros ministros, são peças dos respectivos aparelhos partidários ligados aos respectivos líderes, com excepção talvez de Aguiar Branco, que estará no Governo para calar os PPD's do Norte e, porque não, para amarrar ao governo um dos adversários internos. Consta que o outro adversário interno, Paulo Rangel, não vai para o Governo porque não aceitou a pasta da Educação, será?

TAL COMO OS MELÕES



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Os novos governos são como os melões: só depois de abertos e provados é que sabemos se são ou não de qualidade.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

O acordo, a pompa e a circunstância

Com muita pompa e pouca circunstância foi hoje assinado um acordo entre o PPD e o CDS, num acto solene, ou talvez não, que decorreu num hotel de Lisboa. Não vi a cerimónia em directo, mas pelas notícias que vi e ouvi, pergunto: Acordo de quê e para quê? O que é que o Pedro e o Paulo assinaram, uma jura de que iam governar em conjunto e qual deles, de facto, vai mandar mais? Para lá dumas tretas que já ouvimos, quer ao Pedro, quer ao Paulo, pouco mais ficámos a saber. Ah, provavelmente haverá outra cerimónia quando estiver pronto o programa de Governo e como de certo já se saberá o número de ministros, vamos ver atrás do Pedro e do Paulo, não seis bandeiras nacionais, mas talvez dez ou onze bandeiras, de acordo com o número dos ditos. Nessa altura, espero que esteja tudo pronto com a devida antecedência, não só para que se cumpram os horários, mas também para que não se repita a bagunça com o entra e sai dos jornalistas.

HÁ GOVERNO?

A frase "hay gobierno?, soy contra!" é atribuída a um um velho anarquista espanhol que não identifico e, se calhar, tal anarquista nunca existiu e a frase nunca foi proferida.
Agora, que se anuncia um novo governo em Portugal, também me apetece dizer que se há governo, sou contra, como tenho sido contra quase todos os novos governos. Ao longo dos anos, cada um deles, com poucas excepções e durante pouco tempo, se revelou pior do que os anteriores e suspeito e receio que o mesmo vá acontecer com este. Têm sobrado demasiados governantes, mas têm escasseado os estadistas. Ou será que Passos Coelho me vai surpreender? E a coligação vai durar a legislatura? O escorpião não cumprirá o seu instinto?

TRAPALADAS ELEITORAIS

Leio que o PS abdicou do recurso ao Tribunal Constitucional quanto à regularidade de alguns votos provenientes do Brasil. Tendo em vista que os mesmos não afectavam o apuramento final, acho que fez bem o PS. Parece, no entanto, que irá apresentar queixa ao Ministério Público, o que subscrevo. Não pode haver impunidade para a eventual fraude ou tentativa de fraude, se a houve, e é bom apurar quem a praticou e/ou encomendou. Será uma boa altura para os partidos reflectirem sobre o modus faciendi da votação dos poucos emigrantes que se dão à maçada de votar. Tal como está, o processo permite tudo ou quase, o que não é aceitável numa democracia que se diz adulta. É um arremedo de votação e nem dignifica os eleitos.

NOBREZAS TERRENAS

Passos Coelho, habilidosamente, remeteu para o grupo parlamentar a "nomeação" de Fernando Nobre para presidente da AR, cargo que lhe havia, levianamente, prometido. Ao que consta, Paulo Portas não está disponível para votar favoravelmente a candidatura e haverá resistências dentro do próprio PSD. Por outro lado, leio que o PS não votará em Fernando Nobre e não será de esperar que recolha o voto da CDU e do BE.
Por mim, acharia um erro grosseiro ter como segunda figura do Estado alguém politicamente pouco coerente e não preparado para dirigir os trabalhos da AR e, muito menos, para assumir se e quando fosse o caso, a presidência da República. Fernando Nobre vai ter que descer à terra e o mínimo que lhe é exigido é que assuma o cargo de deputado.

COPIANÇOS E A FALÊNCIA DA JUSTIÇA

Quem nunca tenha, como aluno de um qualquer liceu ou escola por onde andou, tentado um copianço ou perguntado ao vizinho qual a resposta correcta a uma qualquer questão num teste ou num exame, que atire a primeira pedra.
Grave, já me parece um qualquer mestrando ou doutorando plagiar, se não mesmo copiar, sem mais, uma tese de um colega do mesmo ou de outro país, o que já se verificou imensas vezes, como é sabido.
Absurdo e intolerável é o que se passou recentemente no CEJ. 137 candidatos a juiz ou a magistrado do Ministério Público, ou seja, aqueles que um dia nos podem acusar ou julgar, tiveram o desplante de copiar entre si as respostas a um teste sobre Investigação Penal, o que aconteceu em mais que uma sala, o que deixa a dúvida se isto não aconteceu já no passado e/ou noutras provas. Que papel desempenharam os vigilantes das provas? "Portem-se bem, que a gente vai lá fora dar uma passa". Salomonicamente, foram todos "corridos" a 10, premiando os calaceiros e desonestos, e prejudicando os conhecedores da matéria em causa. Isto, com o pretexto de que não havia calendário para repetir a prova!!!
Estava tudo ansioso para rumar aos Allgarves ou Punta Cana, está visto. E a segunda época, em Outubro, pelos vistos não faz parte do calendário do CEJ.
E ninguém faz nada para meter a Justiça na ordem, que anda em roda livre? Suspeito que a Justiça ainda não bateu no fundo e que ainda não perdeu na totalidade o respeito dos cidadãos. Mas, por este andar, é o que vai acontecer, com consequências inimagináveis. É o descalabro. Sinto-me ofendido.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

A Chapelada do Rio

Como já é do domínio público, o acto eleitoral do Rio de Janeiro foi alvo daquilo a que "no tempo da outra senhora" se chamava de "uma chapelada". Os nossos emigrantes votam por correspondência nas eleições legislativas. Ora, um jornal local afecto ao PPD dispôs-se a ir a casa dos eleitores recolher o respectivo voto e enviá-lo para Portugal. Tal procedimento, que configura uma fraude eleitoral, é ilegal e, por isso, os votos daquela mesa devem ser considerados nulos pela Asssembleia Geral de Apuramento, de acordo com um pedido fundamentado apresentado pelo PS. E, caso aquela Assembleia não anule o escrutínio da mesa dos votos do Rio de Janeiro, devem os partidos da Oposição, e não só o PS, apresentar recurso para o Tribunal Constitucional, por uma questão de princípio, mesmo que seja indiferente para o resultado do escrutínio a anulação ou não daqueles votos. Num país democrático uma eleição é um acto muito sério sobre o qual não podem ficar quaisquer dúvidas e, neste caso, há que apurar responsabilidades. Não pode o interesse da urgência da posse do novo Governo sobrepor-se ao facto de umas eleições legislativas ficarem manchadas por nada se ter feito perante uma fraude eleitoral comprovada. Não podemos recuar 40 anos e voltar ao tempo das chapeladas eleitorais. Nessa altura as eleições eram uma farsa.

O NOVO PS

Ainda não está ao rubro, no PS, a guerra pela sucessão de Sócrates, mas vai havendo umas escaramuças. Vão-se contando umas quantas espingardas, muitas delas imprestáveis, mas que vão fazendo figura de ornamento no desfile a que assistimos. Porém, o que me espanta é que uns quantos 'armeiros' se arroguem no direito de fazerem suas tais espingardas. Os diversos chefes intermédios do PS são donos dos votos dos militantes? Fizeram algum referendo interno para auscultar o 'pulsar' da maralha? Prontificaram-se a pagar as quotas aos retardatários para que o seu voto vá para o "seu" candidato, aquele que lhes garante o tachinho? Quando leio que a concelhia de Fornos Velhos ou a distrital do Alto do Monte apoia este ou aquele candidato, interrogo-me: isto siginifica o quê? Se isto não é caciquismo, é o quê? Os partidos não se reformarão? Onde a tão reclamada transparência? Há que mudar de vida, penso eu de que, como diria o 'papa'.

NOVOS JOTAS

Todos conhecemos as 'jotas' partidárias e o seu poder de influência. Primeiros-ministros e ministros de vária ordem são oriundos dessas 'jotas', como é sabido. É uma boa escola para quem quer seguir a política, seja ela de mera (?) influência, seja para abichar um qualquer tacho, como diria o divertido José Lello. Escola de banditagem, disse um dia Pacheco Pereira, quando ainda não havia as universidades de Verão, onde os jotinhas obtêm os seus doutoramentos.
Pois agora, ao que leio, e que ignorava em absoluto, há outros 'jotas', os da SEDES, que, para além de mandarem uns bitaites, até já mandam recados ao indigitado primeiro-ministro quanto aos nomes dos ministros que, no seu entender, melhor servem, não sei se o País, os seus próprios interesses ou os interesses dos seus 'seniores', que não querem dar a cara.
Temos gente e temos futuro.

terça-feira, 14 de junho de 2011

A TSU

Já havia escrito noutro local que a descida da Taxa Social Única não resolveria os problemas das empresas, complicando, contudo, a Segurança Social.
Segundo um estudo do Público de hoje, a descida daquela taxa em 4 pontos percentuais reduziria os custos nas empresas, em 0,8%, em média, provocando, por outro lado, um buraco de 1600 milhões de euros na SS, que teria que ser compensado por uma qualquer outra via, nomeadamente pelo aumento do IVA ou reclassificação de alguns bens e serviços de taxa reduzida ou intermédia para a taxa normal e/ou subida desta. Acresce que os mais beneficiados seriam as empresas produtoras de bens e serviços não transacionáveis.
Não será melhor procurar encontrar outras medidas? Ou, então, como parece que terá dito Ferraz da Costa, é diminuir a TSU em 20 pontos, ou seja, para 3,25% ou, como afirma um guru da Universidade Nova, um corte de 16 pontos.
Eu diria mais: acabe-se com a TSU e com a SS e cada um que se amanhe. E eu que julgava que as teorias dos Chicago boys já tinham ido à vida!

REGRESSO À LAVOURA



O regresso à lavoura


Gamada a O Jumento

segunda-feira, 13 de junho de 2011

A Federaçao Portuguesa de Futebol viola a Constituição da República

Como a maioria dos portugueses sabe, ninguém pode ser discriminado em função da raça, da sua crença religiosa e do género. Por isso, em Portugal uma mulher pode ser presidente da república, primeiro-ministro, ministro, autarca, chefe do Estado Maior das Forças Armadas, polícia, etc, mas não pode ser teinadora de futebol com o 4º. e último nível do curso de treinadores, e porquê? A resposta mais correcta é: porque a Federação Portuguesa de Futebol não quer e, não querendo, viola um princípio constitucional.



A cidadã portuguesa Helena Costa, treinadora da selecção nacional feminina do Qatar e com mais de 15 internacionalizações como jogadora, um dos critérios para ordenação dos candidatos ao Curso de Treinadores UEFA Pro - 4º. nível, foi preterida no curso porque, segundo o vice-presidente da FPF, Amândio de Carvalho (quando é que este tipo vai tratar dos netinhos?), o critério das 15 internacionalizações refere-se "indubitavelmente à selecção masculina"! Helena Costa apresenta uma queixa na Comissão da Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE). Esta instituição pede à FPF para corrigir o procedimento, alegando violação das leis e da Constituição, já que nos critérios definidos discriminam o futebol feminino. Mas FPF faz ouvidos de mercador e não muda a decisão, numa atitude prepotente que viola as leis e a Constituição. E os poderes públicos, não fazem nada? O Futebol não pode ser um "estado dentro do proprio Estado". É urgente meter aquela gente na Ordem, e jà.

O POTE

A presidente da distrital de Beja do CDS, de seu nome Sívia Ramos, não perde tempo e também quer, ela e os companheiros, ir rapidamente ao pote, exortando os militantes a "correr atrás dos lugares", lembrando-lhes que o partido os "premeia pelo esforço e pelo mérito (mais pelo esforço, digo eu) "proporcionalmente ao peso político" obtido no distrito.
Isto é que vai ser uma corrida!
Fonte: Público

NÍVEL DE LINGUAGEM E OUTRAS OBRAS

Alberto João Jardim é um caso perdido. Referindo-se ao secretário de Estado dos Assuntos Fiscais diz que "o tipo teve a lata" de não sei o quê. Parece que lhe estragou um qualquer negócio da Zona Franca da Região, que há muito devia ter sido encerrada.
Por outro lado, vai levar a cabo, no Funchal, uma dispendiosa obra (83,5 milhões de euros), a que a própria Câmara deu parecer negativo.
Ainda tenho esperanças que o Passos Coelho (ou o Paulo Portas?) consiga o que nenhum governante conseguiu, ou seja, meter a Madeira nos eixos.

O COORDENADOR

O ainda coordenador (!?) dos deputados do PS do Porto, Fernado Jesus, tomou uma decisão! Uma vez que não conseguiu impor a candidatura conjunta, opta por apoiar Seguro. O seguro morreu de velho ou quê? E ele terá lido as letras minúsculas da apólice? Ao que dizem, o seu chefe da distrital, que o incluiu na lista de deputados, apoia Assis. O homem lá sabe as linhas com que se cose.

sábado, 11 de junho de 2011

O primeiro-ministro não é eleito

Desde a noite eleitoral de 5 de Junho que ouço os jornalistas referirem-se a Pedro Pasos Coelho como "o primeiro-ministro eleito". Então ontem não tive dedos nas mãos para contar o número de vezes que os jornalistas o referiram deste modo. Ora, como se sabe, em Portugal não há eleições para primeiro ministro e, assim, não há, nem pode haver, primeiro ministro eleito. O que há, ou melhor, o que houve, foram eleições legislativas para eleger os deputados que vão representar proporcionalmente os cidadãos na Assembleia da República. Pedro Passos Coelho foi eleito, sim, deputado pelo círculo eleitoral de Vila Real. No entanto, já é aceitável que o tratem por futuro primeiro-ministro, uma vez que é quase certo que, tendo em conta os resultados eleitorais seja ele o nomeado pelo Presidente da República de acordo com a nossa Constituição (artigo 187º).

Compreendo que os jornalistas andem eufóricos com os resultados eleitorais de 5 de Junho. Gostam sempre de bajular o novo poder, sabendo até que mais tarde vão dizer o pior dele. Mas, entretanto, sejam correctos naquilo que dizem, mesmo nos momentos em que lhes é difícil falar com isenção.

MAUS ENCONTROS?

Diz o Expresso que Sócrates vai para Paris estudar filosofia, durante um ano. Espero que encontre por lá o Platão, mas não o Manuel Maria, que, decerto, faria tudo para o chumbar.

MAIS, DA LAVOURA

Escrevi aqui, ontem, um post sob o título 'Lágrimas de crocodilo ou memoria curta'. Complemento-o, transcrevendo o título de 1.ª página do JN de hoje: "Temos 220 mil lavradores pagos para não produzir" e "Dois mil agricultores recebem 250 milhões/ano".
Isto é, 220 mil sem fazerem a ponta de um corno (e se fizessem alguma coisinha o desemprego diminuía na exacta medida) e dois mil de entre eles a receber, em média, 125 mil euros anuais. Nada mau. Seria a esses que o senhor Presidente da República se referia no seu discurso? E quero crer que alguns deles já tiveram a sua comendazinha por um 10 de Junho qualquer...
Bom, e de quem é culpa desta situação? Claro, do nefando Sócrates, que só tinha olhos para as novas tecnologias, esquecendo-se da lavoura e dos oceanos.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

O 10 de Junho e as cerimónias

Hoje 10 de Junho celebrou-se o dia de Portugal, também chamado de Camões e das comunidades portuguesas e, como tem sido habitual, realizaram-se as respectivas cerimónias civis e militares. Estas (as cerimónias militares) que nos consulados de Mário Soares e Jorge Sampaio vinham perdendo aparato e ostentação, embora decorressem com muita dignidade, têm, com Cavaco Silva, recuperado o protagonismo que lhes era dado nos já felizmente longínquos "Dias da Raça", em que as gloriosas Forças Armadas faziam uma demonstração de força, num desfile que se seguia a uma grande parada militar, em Belém, com a presença de S. Exa. o venerando Chefe de Estado e de S. Exa. o Senhor Presidente do Conselho de Ministros. A parada de hoje não teve como cenário Belém, em Lisboa, mas uma praça de Castelo Branco. Já agora, gostava de saber quanto custou à "despesa pública" o transporte de mais de 1500 militares e de toda aquela logística. Ó Dr. António Barreto, o senhor não acha que foi gastar acima das posses? E quem vão ser responsabilizados por tal opulência? Já agora diga, se faz favor! Ah, e para ter um cheirinho das emoções do antigamente, não faltou uma evocação de S. Exa. o Presidente da República aos antigos combatentes. E estou à vontade para falar disto, pois sou antigo combatente, embora sem o espírito e o saudosismo daqueles que aparecem nestas cerimónias com a boina militar.

Mas passemos agora às cerimónias civis. Daquilo que os jornalistas mais gostaram foi das vaias a Sócrates. Não houve noticiário que não as referisse e repetisse até à exaustão. Mas eu gostei mais dos discursos. Fartei-me de rir. Quando S. Exa. falava, fartei-me de rir, pois pensei que o homem só podia estar a troçar de todos nós, já que enquanto primeiro-ministro de dois governos de maioria absoluta fez o contrário do que agora disse ser preciso fazer. É obra! Quanto ao discurso do dr. António Barreto (perdão, do Senhor Prof. Doutor António ... Barreto), pensei: o homem é corajoso, pois está a atingir o ex-primeiro ministro Cavaco Silva, agora ali presente no papel de S. Exa. Também gostei muito dos acenos de cabeça de Paulo Portas e da chegada de Passos Coelho, imediatamente antes do Chefe de Estado, como se fosse a segunda figura do mesmo. Mas ..., enternecedor, foi assistir à investidura daqueles "oficiais" e "comendadores" e, sobretudo à investidura da agora baronesa D. Manuela Ferreira Leite. Que bonito e comovente!

E.COLI

Há dias interrogava-me se o e.coli detectado na Alemanha não estaria, não nos pepinos do senhor Zapatero (como as autoridades alemãs se apressaram a afirmar), mas antes nas beringelas ou nos tomates da senhora Merkel. Pois nem uma coisa nem outra, mas sempre tirei a terminação: a causa é dos rebentos da soja da kaiser. Bem feito, pela fria arrogância teutónica.

COMENDAS

É obrigatório atribuir comendas pelo 10 de Junho? Não seria melhor suspender a sua atribuição? A banalização das comendas apouca os seus detentores, nivelando-os ao mesmo baixo grau da escala de valores.
Ou voltamos ao tempo do "foge cão, que te fazem barão"?

LÁGRIMAS DE CROCODILO OU MEMÓRIA CURTA

Umas vezes é o mar, outras, como agora, a terra.
Há que voltar à agricultura (lavoura, diria Paulo Portas), apela o Presidente da República. Por mim, acho bem, já que ela nunca deveria ter sido abandonada e desprezada a favor dos agricultores franceses. Mas o apelo não vem um pouco tarde? Quem deu ou consentiu a machada na agricultura, trocando a produção por subsídios da então CEE para que os grandes agrários os utilizassem, não na produção, mas no abate e consequente abstencionismo? E quantos desses subsídios não foram utilizados na aquisição de jeeps topo de gama ( com gasóleo verde à disposição) para caçadas e rallys nas grandes herdades ou passeios nas dunas algarvias? E o que foi feito para preservar os míseros rendimentos dos pequenos agricultores das zonas de minifúndio?
O actual estado de coisas não começou nem terminou com Sócrates, por muitos erros que tenha cometido, e cometeu. O mal é muito mais antigo, desde o deslumbramento do 'bom aluno' europeu que quisemos aparentar ser, descurando o básico, o essencial. Contudo, haja Deus!, talvez ainda consigamos ir a tempo.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

CANDIDATURA CONJUNTA?

Leio no JN de hoje que "Fernando Jesus, o coordenador dos deputados socialistas do Porto, apelou a uma candidatura conjunta de Assis e Seguro.«Seria o ideal», explicou, admitindo a sua preferência por António Costa".
Seria possível que este senhor coordenador (??!!) explicasse o que pretende dizer com a expressão "candidatura conjunta"? Será bicéfala, com um deles nos meses ímpares e o outro nos meses pares? Ou será que, não querendo comprometer-se, desde já, joga em ambos os tabuleiros, de modo a não perder o tachinho?
E é isto o que temos.

Eleições no PS

Já escrevi neste blog que não me é indiferente quem vai ser o próximo líder do Partido Socialista, apesar de não ser militante do partido. Para já, há dois candidatos assumidos ao lugar - Francisco Assis, que foi o primeiro a anunciar a candidatura, e António José Seguro que o fez hoje, na Sede do PS, é certo, mas no decorrer de um pequeno comício. Pelos vistos, é muito provável que não apareçam outras candidaturas, o que é pena.

A confirmar-se que a luta interna para o cargo de Secretário Geral será entre estes dois quadros socialistas, fico a "torcer por fora" para que o vencedor seja Francisco Assis. Este deputado com nome de um Santo que a partir de adulto dedicou a vida em defesa dos mais pobres e desvalidos, foi um grande líder parlamentar, nesta difícil legislatura de maioria relativa agora interrompida. Esteve sempre muito activo no apoio ao Governo nos momentos difíceis, procurando explicar o lado bom de muitas medidas problemáticas mal aceites pelos cidadãos. Ao contrário, António José Seguro manteve-se na penumbra para não se comprometer com as medidas ditas impopulares, e esperar a sua oportunidade de aparecer como líder de ruptura. Não gosto deste tipo de atitude, própria de quem se preocupa mais com os seus intersses pessoais.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

RTP

O director de programas (ou de informação?) da RTP deve ser um homem avisado e previdente. Daí que tenha convidado para estrela da noite do acto eleitoral o senhor Moniz, antevendo que ele será, provavelmente, o novo homem forte da empresa. E para compor o ramalhete, nada melhor que levar a consorte para a direcção de informação (ou de programas?). E depois, quem sabe?, vender a RTP ao dr. Balsemão, que a SIC parece que já teve melhores dias.

MINISTRO DAS FINANÇAS, JÁ!

Passos Coelho pode prescindir das pentelhices do dr. Catroga ou dos trocos do dr. Moedas. Nomeie já o inefável dr. Miguel Cadilhe como ministro das Finanças, que admite a total privatização da Caixa Geral de Depósitos, como Passos admitiu desejar.

TACTICISMOS?

António Costa descartou ser candidato a secretário-geral do PS com o argumento de ter que se dedicar inteiramente à presidência da Câmara Municipal de Lisboa. Não creio que o cargo seja mais absorvente do que o de primeiro-ministro e sempre os primeiros-ministros do PS eram simultâneamente secretário-geral. Aliás, Jorge Sampaio, quando secretário-geral não encontrou nenhum "general" que quisesse candidatar-se à Câmara de Lisboa e ele avançou, vencendo. Tacticismo de António Costa? Um novo "António Vitorino"?

DIGAM ALGUMA COISA DE ESQUERDA

O próximo secretário-geral do PS não vai, no imediato, ter uma vida fácil. A conjuntura interna e internacional, nomeadamente, a europeia, não lhe é nem será favorável. Mas haverá que pensar no médio/longo prazo e um dia voltará a ser poder. Por isso, espero ouvir dos candidatos anunciados e outros que possam (assim espero) aparecer, alguma "coisa de esquerda", não "moderna", mas "pós-moderna". A "Europa" também há-de mudar e nós com ela.

SÓ DOIS?

No PS só há Assis e Seguro como alternativas a secretário-geral? Pois é, os próximos anos são para assar em lume brando. Depois, aparecerá um salvador, que ganhará as eleições legislativas e será primeiro-ministro. Mas esse, seja quem for, reserva-se.

Liderança do PS

Francisco Assis ainda não disse que é candidato, mas pela conversa que teve há momentos com a Comunicação Social, dá ideia que vai ser, após ponderação e conversa com várias pessoas.

À partida, não é uma má noticia.

António Costa não é candidato

Não sou militante do Partido Socialista, mas não me é indiferente quem é e quem possa vir a ser o seu Secretário Geral. António Costa acaba de informar que não vai ser candidato a líder do partido, pois considera que o cargo é incompatível com as funções de Presidente da Câmara de Lisboa e quer honrar o seu compromisso com os lisboetas. E eu tenho pena.

terça-feira, 7 de junho de 2011

FOGE CÃO...

Como é tradicional, o PR vai condecorar umas quantas personalidades (35, este ano) no próximo dia 10.
Qualquer ano vou ser incluído na lista, vão ver.

Os patrões das mercearias

A maior parte dos órgãos de Comunicação Social não desarmam, e continuam com a sua cruzada anti-Sócrates. Não lhe perdoam a maneira sempre frontal como lidou com eles e o nunca se deixar intimidar com o enorme poder que têm na Opinião Pública. Por isso, continuam a convidar pessoas que sabem à partida não gostarem de Sócrates ou até manterem algum ódio por ele. Foi assim que vimos Belmiro de Azevedo, o dono das mercearias Continente, a zombar de Sócrates na RTP Notícias, dizendo que este ia ficar no Guinness por ter feito tanta coisa mal. É verdade que o primeiro-ministro cessante cometeu muitos erros, mas também fez muitas coisas boas e, de entre estas, destaco o facto não ter deixado que o dono das mercearias Continente comprasse a Portugal Telecom ao "preço da uva mijona", como diz o povo.

Bom, e tal como fizeram no período pré-eleitoral, fico à espera que agora no período pós-eleitoral entrevistem também o dono das mercearias Pingo Doce. Têm a palavra os patrões das mercearias!

NÃO SE DEMITE?

Não foi por causa do Porto (distrito) que o PS perdeu as eleições legislativas nacionais, mas foi no Porto que o PS averbou um dos piores resultados. Entre 2009 e 2011, perdeu cerca de 104 000 eleitores (-24,6%) e perdeu 4 deputados (- 22,2%). Não há responsáveis pelo fracasso? Ainda não ouvi o líder da distrital, 'dr.' Renato Sampaio dizer da sua justiça e extrair consequências daquele resultado. Estará à espera que o tempo melhore para poder posicionar-se na corrida que se avizinha?
É verdade que outros círculos eleitorais tiveram idêntico desempenho, e os seus líderes continuam quedos e mudos, mas a mim interessa mais directamente o Porto. Fico à espera, sentado, como costuma dizer um amigo meu.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

António Arnaut

Está a decorrer na RTP 1, no âmbito do Progama Prós e Contras, um debate que procura perspectivar o futuro, tendo em conta o novo Governo que entrará em funções e o cumprimento das medidas acordadas com a Troika. Um dos participantes é o Dr. António Arnaut, antigo ministro da saúde de um governo PS e fundador deste partido, que ainda hoje é referido muitas vezes como sendo o "pai" do Serviço Nacional de Saúde. Que rica intervenção que o Dr. Arnaut teve em defesa do SNS. São homens destes que fazem falta ao PS!

O MINUTO DE FAMA

Uma jornalista da RR teve ontem o seu minuto de fama ao fazer, após o seu discurso, uma pergunta a Sócrates. Há-de, um dia, contar aos netos como embaraçou, na sua despedida, um ex-primeiro-ministro arrogante. E já deve ter sido promovida. Não merece menos, salvo umas férias por conta.

O BE não muda o discurso?

O PS foi, sem qualquer dúvida, o partido perdedor das eleições de ontem. Mas o BE também teve uma grande derrota, já que perdeu perto de metade dos votos e metade da representação parlamentar. Ora, para lá do inexplicável discurso do líder na noite da derrota, continuamos a ouvir autênticos dislates e disparates de seus dirigentes, como o que ouvimos ainda há pouco à deputada (não sei se eleita, confesso) Catarina Martins. Só faltou chamar estúpido ao povo que ontem votou em mais de 80% nos partidos que assinaram o acordo com a já célebre Troika. É caso para perguntarmos: O BE não muda o discurso?

AS LISTAS DE DEPUTADOS

Não sei bem em que medida a lista dos candidatos a deputados por cada um dos círculos eleitorais tem influência no voto. Creio que será próxima do zero, pois desde há muito (desde sempre?) que "votamos" para o primeiro-ministro. Quantos eleitores saberão qual o cabeça de lista do seu distrito, mesmo o do "seu" partido? E qual o segundo ou terceiro? Uma minoria, quero crer, só mesmo os "aficionados" o saberão. E a culpa é toda de todos os partidos, onde, na campanha, só brilha o dirigente máximo. Nas habituais arruadas lá vai o cabeça de lista do distrito ao lado do líder, mas nem sempre fala e diz ao que vai.
E quem é que os partidos incluem nas listas? Para além dos paraquedistas, salvo raras excepções, e para os primeiros lugares, são os que "prestam bons serviços" aos dirigentes locais que os impõem à liderança. Depois, temos um parlamento de média/fraca qualidade e onde apenas falam e mostram trabalho dois ou três deputados. E a coisa é ainda mais grave quando o partido ganhador vai ao parlamento buscar deputados para o governo ou para elevados cargos do Estado. Sou dos que defendem que o cargo de deputado deve ser aliciante para quem se sentir capaz e queira prestar digno serviço ao país. E dignamente remunerado, com regras claras, sem senhas e subsídios os mais diversos, não permitindo, por outro lado, que o cargo seja um trampolim para os negócios dos seus escritórios, para onde se deslocam após assinar o ponto.
A abstenção, sempre crescente, não terá a ver, também, com este tipo de coisas? E não seria tempo de responsabilizar cada um dos "nossos" deputados?

O (A) VENCEDOR(A)

Cá para mim, quem ganhou o acto eleitoral de ontem não foi Passos Coelho, mas Manuela Ferreira Leite, cujo objectivo primeiro não era eleger Passos mas era o de correr com Sócrates do governo e da oposição. Conseguiu e há que lhe atribuir a medalha.

NÃO SE DEMITA!

O pregador Louçã não se vai demitir, pois não? Conseguido um dos seus objectivos, que era correr com o Sócrates, não há razão para não continuar a liderar a sua bancada no parlamento, ainda que reduzida em 50%. E, já agora, espero que o BE contribua com o seu voto para eleger o doutor Nobre para Presidente da AR.

domingo, 5 de junho de 2011

Só peço que comparem!

Ainda se lembram do discurso de Cavaco Silva na noite em que ganhou as presidenciais? Então, lembram-se do desejo que ele manifestou em que se denunciassem aqueles que se atreveram a ligar o seu nome aos barões do BPN e aqueles que deram a conhecer à opinião pública os lucros que tinha auferido no negócio de compra e venda de acções daquele banco. Naquela noite Cavaco Silva mostrou todo o ódio e desejo de vingança que tinha dentro de si. Hoje José Sócrates que enquanto primeiro-ministro, e muito mais agora durante a campanha eleitoral, foi alvo de várias tentativas de assassinato de carácter, disse que saía sem qualquer ressentimento e agradeceu aos portugueses terem-lhe permitido a honra de servir o seu país. Por favor, só peço que comparem e talvez concluam como eu que Sócrates gosta de Portugal; e que Cavaco Silva não gosta dos portugueses.

Tiveram o que mereceram

O PS, que governava, foi derrotado nestas eleições. O CDS, que de certeza vai para o Governo, também está satisfeito. O PCP... bom, o PCP nunca perde umas eleições; apenas não as ganha e, para não variar, Jerónimo de Sousa lá foi ao baú buscar a cassete e fez o discurso do costume. E O Bloco de "Esquerda (?)", o principal responsável pelo retorno ao poder (ou ao pote?) da Direita? Bem, o Bloco (ou saco de gatos?) de Esquerda vai ficar reduzido a menos de metade no Parlamento e perde, neste, figuras importantes. Mas, bem vistas as coisas, tiveram o que mereceram, não tiveram?

VENHA OUTRO(A)

José Sócrates fez o que se esperava depois dos resultados eleitorais: demitiu-se de líder do partido e não vai assumir o cargo de deputado.
Vai começar uma nova vida no PS. Quem é o senhor ou senhora que se segue? E vai haver uma noite de facas longas? Não espantaria.

O Adeus de Sócrates

Confirmada a previsível derrota eleitoral do PS nestas eleições legislativas, o Ainda primeiro-ministro José Sócrates anunciou que vai afastar-se da vida política. Anunciou-o com muita dignidade no discurso de derrota que proferiu no Hotel Altis perante muitos militantes e dirigentes do partido. Todo o país viu e ouviu a forma muito digna como assumiu pessoalmente a derrota do partido e como se despediu politicamente dos portugueses, sem mostrar qualquer azedume com eles (pessoalmente não acredito numa despedida definitiva). Infelizmente, a mesma dignidade não tiveram alguns jornalistas (é justo dizê-lo, algumas jornalistas) que, para além de não disfarçarem o seu júbilo pela derrota de Sócrates, lhe fizeram algumas perguntas que eu não sei classificar com outro adjectivo que não a de sacanas. Perguntar como o fez uma qualquer pateta jornalista da Rádio Renascença se a sua saída da vida política não lhe traria como consequência problemas judiciais, só merece este adjectivo.

ESTÁ FEITO

Como previsto, o PSD está à beira da maioria absoluta.
Boa sorte para o governo que aí vem.

Os jornalistas já ajudam à festa no PSD

Ainda só há projecções da abstenção, que parece ser grande, talvez mesmo a maior de sempre em eleições legislativas, e os jornalistas já ajudam à festa na sede da noite elitoral do PSD. Podiam esperar mais um bocadinho. Mas não, já estão a ajoelhar perante o quase certo novo poder.

DIA ELEITORAL - 2

Gostava de saber qual a razão por que numa enorme escola secundária do Porto - Rodrigues de Freitas - há secções de voto no 1.º andar, com um longo lanço de escadas a percorrer. Será para desincentivar os velhinhos e os deficientes motores? Só pode. Ó senhores que mandam na escola: alterem lá isso, que o rés-do-chão tem salas suficientes para albergarem todas as secções. Acabem com essa vergonha.

DIA ELEITORAL

Por razões que ignoro e para as quais não obtive explicação, reduziram substancialmente o número de mesas na freguesia onde me encontro recenseado. Então aquela onde (desde sempre) votei formava uma bicha (fila, para quem preferir) quilométrica, e para exercer o meu direito aguentei mais de uma hora. E ouvi vários eleitores (na sua maioria, idosos) dizerem que já ali tinham estado da parte da manhã e que se tinham retirado, tal a extensão da bicha (fila). Outros, ainda, manifestaram-se dizendo que assim não voltavam a votar. Será da crise? Ou foi a 'troika' a impor o corte? Peanuts. Depois, queixamo-nos da elevada abstenção. (A propósito: quando é que saneiam os cadernos eleitorais?)

LEMBRANÇAS

Já reflectiu? E então? Se "lá" não for, não pode depois vir queixar-se nem dizer que não tem culpa. Assuma-se e responsabilize-se.

sábado, 4 de junho de 2011

Futebol a nossa selecção

Portugal venceu hoje a Noruega por 1 - 0 em jogo de qualificação para o Europeu de 2012. Não foi um bom jogo, mas foi atingido o objectivo. Com esta vitória a nossa selecção atingiu o 1º. lugar no grupo, pelo que passa a depender só de si. Se ganhar os três jogos que falta disputar, qualificar-se-à para a fase final. Parabéns à selecção de Portugal.

Futebol a nossa selecção

É justo que eu venha agora dizer que Postiga esteve 50 minutos à espera de marcar um golo. Sem retirar nada do que escrevi ao intervalo, devo dizer agora que Postiga já fez algo de relevante. Esperemos que tenha acordado.

Futebol a nossa selecção ao intervalo

O jogo Portugal - Noruega da fase de qualificação ao Europeu de 2012, está em tempo de intervalo e o resultado é de 0 - 0. A equipa portuguesa tem, de certeza, mais tempo de posse de bola, mas as jogadas de maior perigo com possibilidade de poderem resultar em golo foram da equipa norueguesa. Portugal tem necessidade imperiosa de ganhar este jogo, mas parece não querer. E já agora: alguém é capaz de me explicar o que está o Postiga a fazer em campo? Eu não sei.
Esperemos melhor jogo da nossa selecção na 2ª. parte. Pode ser que o Ronaldo faça qualquer coisa que se veja. E, já agora, outra pergunta: Varela foi um jogador preponderante na equipa do FC Porto esta época. Não merecia estar a jogar? Por mim podia e devia. Mas eu digo, com tranquilidade: quem manda é o treinador - seleccionador.

NÃO ESQUCER

Não esquecer que amanhã é obrigatório ir votar. Vote em quem quiser, ou não vote em ninguém, mas vá votar, porra.

Senhor Bastonário, não diz nada?

Instado a comentar a notícia de que elementos da PSP da esquarda de Faro meteram baixa em protesto contra horários, o presidente do Sindicato dos Profissionais de Polícia (SPP), António Ramos, disse: "a maioria meteu baixa, assistência à família ou dias de férias como forma de proptesto contra os horários propostos pela Direcção Nacional da PSP". Ora, dizer que alguém meteu baixa ou assistência à família como forma de protesto, é dizer que o fez sem estar doente, o próprio, ou algum seu familiar, ou não é? Quer dizer, é uma justificação falsa ou fraudulenta da ausência ao serviço. E, tal declaração de baixa, é passada por um médico, que atesta que "o faltoso" está doente ou tem que prestar assistência inadiável a um seu familiar doente. Então, a ser verdade aquilo que o polícia António Ramos disse, estamos em presença de várias fraudes de agentes da polícia com colaboração de médicos. E perante esta situação grave que desacredita a seriedade daqueles documentos médicos e os próprios médicos o senhor Bastonário da Ordem dos Médicos não diz nada? Venha, pelo menos, criticar a ligeireza com que António Ramos empregou o termo "meteu baixa". É tempo de credibilizar os atestados médicos, ou ainda não é, senhor Bastonário?

ALEA JACTA EST

As apostas foram feitas, os dados estão lançados.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Os instigadores do ódio

Para além do Presidente da República, outros cidadãos portugueses que têm ou já tiveram grandes responsabilidades políticas, apeleram a que os diferentes partidos fizessem uma campanha eleitoral pela positiva, sem provocações, falando verdade aos portugueses e não instigando os cidadãos ao ódio para com este ou aquele partido ou personalidade política. Infelizmente muita gente fez "ouvidos moucos " deste apelo e, bem pelo contrário, foram os primeiros a recorrer ao insulto e à injúria. E sobretudo àquele insulto infame que o povão gosta. Estas atitudes foram mais recorrentes nos comícios e outras acções de campanha do PSD, sobretudo tendo como alvo o PS e mais propriamente o seu líder José Sócrates.

O cúmulo destas acções provocatórias aconteceu ontem no comício de Barcelos. Sócrates foi forçado a interromper a sua intervenção porque do exterior eram arremessados ovos. Atitude inqualificável, que atenta contra a liberdade democrática de um partido se poder reunir com militantes e simpatizantes em plena campanha eleitoral.

E há culpados morais desta situação, pela forma inqualificável como se referem ao PS e, especialmente, ao seu Secretário Geral José Sócrates. Falo de alguns dirigentes da ala cavaquista do PSD, nomeadamente de Eduardo Catroga (que até foi silenciadao), de Pacheco Pereira e de Manuela Ferreira Leite. Foram eles os instigadores do ódio nesta campanha eleitoral

SONDAGNES

"Sondagem" de hoje, do Expresso

UM VÓMITO

Suponho que Mário Crespo é jornalista. Se não o for, desculpo-o pelo artigo (de opinião) que hoje dá à estampa no Expresso. Se o for, não posso desculpá-lo por tal artigo que é um violento vómito, aliás, na sequência de outros, para além da sua anterior "actuação" na SIC.
E quanto ao Expresso, por estas e outras, tenho conversado, passe bem.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

quarta-feira, 1 de junho de 2011

À custa do povo, não

Hoje, mais uma vez, o PS viu uma sua acção de campanha (almoço-comício, creio) ser perturbada por arruaceiros. E os de hoje são os meninos e os seus paizinhos que querem andar no ensino privado à custa do estado, que é como quem diz, à custa do povo. O desplante chegou ao ponto de fazerem anti-campanha PS utilizando até um pequeno avião. quem pagou tal despesa? Espero que não tenha sido o povo.

O NOVO GOVERNO

Supondo que Paulo Portas vai entrar no novo governo, proponho que lhe seja atribuído o Ministério dos Três Elementos, que abarcará a Terra (a lavoura e o gado), o Mar (os pescadores e os submarinos) e o Ar (os aviões - civis e militares - e os balões).

SONDAGENS

De acordo com a sondagem da Universidade católica, cujo gráfico se vê no post abaixo, o PSD juntamente com o CDS, ganham por um pentelho (o termo é do desaparecido professor Catroga) ao conjunto PS, CDU e BE.
Aparentemente, a direita poderá ter a maioria absoluta. Só que gostaria de ter visso este resultado traduzido em número de deputados eleitos, já que uma coisa não coincide rigorosamente com a outra.

Será que vamos mesmo virar à Direita?

Segundo a indicação de quase todas as sondagens cujos resultados têm sido publicados nos últimos dias, incluindo as de hoje, ou sobretudo as de hoje, o PPD poderá vir a ser o partido mais votado. E, levando em conta uma das sondagens publicadas hoje, é provável que PPD e CDS/PP possam vir a ter maioria no Parlamento. Se assim suceder, Portugal irá virar à Direita como nunca aconteceu após o 25 de Abril, atendendo ao facto de o PPD ter o programa de governação mais neo-liberal que alguma vez um qualquer partido teve. E com o ataque que pretendem fazer ao chamado estado social a somar às medidas do memorando assinado com a troika, prevejo infelizmente que a contestação social vai ser muito grande. Ora, como sabemos, PPD e CDS não se relacionam minimamente com os sindicatos, nem com os afectos à UGT e, atendendo a toda a crispação com que estes dois partidos conduziram a campanha contra o PS, parece-me inviabilizado qualquer entendimento com este. O PS deve pôr os interesses do país acima dos interesses partidários, é certo, mas os intereeses do país e sobretudo dos cidadãos, impõem que o PS, em caso de maioria de Direita , seja Oposição.

Mas, como diz o povo, até ao lavar dos cestos é vindima e a maior sondagem vai ser feita no próximo dia 5. Mas, será que vamos mesmo virar à Direita? Espero que não.

OUVISTO

Ouvisto (ouvido e visto, na feliz definição de Mário Castrim) na TV, na campanha de Passos Coelho
Uma senhora afirma peremptoriamente para as câmaras: "vivo aterrorizada, até domingo vivo aterrorizada..."
Não há nenhuma boa alma que diga à senhora que não é suposto o mundo acabar até domingo?

SONDAGENS



Sondagem da Universidade Católica