quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

CONTRIBUTOS EXTERNOS


£ --- O REI D. CARLOS (1863 -1908)
                                                                                                                         
                                                                                                                               Gil Monteiro*
       
A minha Mãe adorava o rei D. Carlos, tanto como figura morta como viva. Lembrava-se de o ver passar de automóvel e se apear, para saudar a gente da aldeia. Viajava num carro cego, pois da janela da sua velha e humilde Escola Primária, só via passar carroças com burros e machos e, por vezes, os cavalos, arreados dos cavaleiros filhos do Senhor Zeca Moreira, presidente da junta de freguesia.
        Ouvia mais e, outras históricas contadas à lareira ou nas eiras, pela Maria Doutora, mulher do regedor, que sabia ler e escrever!
        Fiquei fã, como agora se diz, do nosso Rei Popular, grande diplomata, apesar do ultrajante ultimato declarado pelas ilhotas do Reino Unido. Atitude repudiada pela maioria dos governantes políticos dos povos civilizados, mesmo indígenas de África e América, acompanhados pelas entidades religiosas dos vários coléricos ou seitas. Até a língua portuguesa, que viria a ser a quinta mais usada pelas comunidades sofreu, e ainda sofre! Valha as sapiências De Camões, Fernando Pessoa... E tantos outros (Mia Couto e Padre António Vieira... Apoetar, como Ary dos Santos tem o Céu livre, onde os sujeitos do ultimato continuam em locais de nojo e náuseas... Hoje, a bela escrita do Padre António Vieira preenche as emendas dos hotéis de luxo de Moçambique, assim as legendas dos produtos das lojas e supermercados, bem escritas em caracteres de Portugal Europeu e, nem sempre, no melhor inglês! A rainha Vitória e seus descendentes devem ainda sofrer nas labaredas!...  
        D. Carlos, estatura roliça e de bigode de artista, era o protótipo dos lusos, mesmo no tom fulvo. Os pelos da barba, principalmente os lábio superior, lembravam a cor dos ouriços maduros dos castanheiros, ou dos medronhos antes de ficarem vermelhos! Os régulos saúdam os seus passos, e compreendem o artista Povo e da Santa Natureza. Foi um grande ictiologista e ornitólogo. Publicou centenas de artigos e gravuras. Como os dinheiros minguavam, com as crises económicas dos cartistas e absolutistas, as despesas do seu barco oceanográfico, passeios nas tapadas para recolha de dados e caçadas eram fornecidas pelos bens pessoais e da Rainha D.ª Amélia. Visitar os museus, onde se observam as obras de arte do monarca, incluído o hotel do Bussaco, sentado a contemplar os bonitos da bela mata, única no Mundo na flora e fauna: os cedros do Líbano e os fetos arbóreos, entre outras plantas aliviam as doenças corporais; fazem ir visitar todo o Bussaco e procurar as centenas de aves (tão bem coloridas) que parecem terminadas de cativar as penas! Falar nas paisagens e anfíbios torna-se supérfluo...
            Vítima de atentado, nem os ramos de flores, oferecidos pelo Povo a Sua Majestade D.ª Amélia, batendo, nos dois regicidas; deste modo, a passagem da carruagem, mesmo no meio de tantos apoiantes da Família Real, nas ruas lisboetas do Terreiro do Paço, conseguindo impedir também a morte de seu filho herdeiro, D. Luís Filipe. Os assassinos Buiça e Costa tiveram arremeto de flores, antes dos enterros!
        Nestes momentos históricos, a alma do Régulo Gungunhana estará muito próxima do Paraíso, cumprindo as magias para poder entrar (!), enquanto o mérito de Sua Majestade Dom Carlos de Bragança roga, no Céu, pelos patrícios lusos de cá e além-mar. Os seus desenhos, escritos e aguarelas levam a mostrar cenas de um País Maravilhoso! Se na vida extraterrena houvesse ceias e após as romarias, possuiria estralejar de foguetes mudos! Só os efeitos luminosos fazem as Festas!
        Nas galáxias as almas, sem carne e ossos, perdidos que foram os sons e sabores, tudo será regido por efeitos iónicos. Supomos que os Anjos e Santos falam e ouvem. Seriam analfabetos forçados!?
        Saudação para três espécies dos afazeres do Rei D. Carlos, avaliados pelos vassalos:
        --- O Popular --- O Artista (cientista) --- O Erudito.


Porto, 17 de dezembro de 2018
        *José Gil Correia Monteiro

EFEMÉRIDES

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Neste dia, em 1927, nasce Sidney Poitier, actor norte-americano

sábado, 16 de fevereiro de 2019

EFEMÉRIDES


Neste dia, em 1925, nasce Carlos Paredes guitarrista e compositor português

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

CONTRIBUTOS EXTERNOS


& MARTINHO DE ANTA & 

_ Acróstico_

_Maria e Marte ao peito!?
_Água pura dos Céus.
_Reencaminhar a quando o cavalo cansa,
_Tinha trajes de bispo aureolado:
_Incenso para Santo da Glória e amor.
_Ninguém, como Ele, teve o Senhor por seu lado,
_Hora do nevão era tempo de capa rasgada!
_Orava nos sítios dos ermitérios;
_Dizia as preces com fervor, da Humanidade sem a dor;
_E não construía cemitérios.
 _Almas penadas encaminhava,
_Não à miséria, dava de vestir aos pobrezinhos.
_Temia os ateus. Era amigo dos lobos terrestres,
_Andava com eles entre os dólmenes e cromeleques!



Porto, 19 de janeiro de 2019
 *José Gil Correia Monteiro

EFEMÉRIDES

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Neste dia, em 1965, morre Nat King Cole, cantor norte-americano

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

EFEMÉRIDES

Neste dia,





em 1881, nasce Anna Pavlova, bailarina russa





em 1949, nasce Joaquin Sabina, cançonetista espanhol




em 1979, morre Jean Renoir, realizador francês



sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

EFEMÉRIDES

Neste dia,




em 1894, nasce King Vidor, realizador norte-americano




em 1931, nasce James Dean, actor norte-americano

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

EFEMÉRIDES


Neste dia, em 1984, morre Francico Ribeiro (o Ribeirinho), actor e realizador português

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

EFEMÉRIDES


Neste dia,





em 1608, nasce o padre António Vieira






em 1989, morre André Cayatte, realizador francês







em 2007, morre Frankie Laine, cantor norte-americano



DIAS SANTOS





Hoje é dia de Santa Doroteia de Cesareia

domingo, 27 de janeiro de 2019

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

CONTRIBUTOS EXTERNOS


##    FESTAS  LITÚRGICAS    ##
                                                                                 
   Gil Monteiro*


O nosso calendário
está repleto de festas e cerimónias,
algumas, por certo, mais brilham,
e aumentam de requintes e ritmos!
Gregos, latinos ou egípcios tinham tempos de concórdia.
Ainda hoje, ao escrever, se sentem essas saudações.
O Santo Natal é recordista!
Quando não neva, os socos repousam à lareira.
Bendito o lenho e os cavacos, cheiram a cerdeira;
Figuras bíblicas rodeiam o presépio da fogueira.
Os Reis Magos, carregados de prendas, vão aparecer,
Enquanto O Menino pisca os olhitos à vaquinha!
Na Austrália é verão e não existem pinheiros
as orquestras tocam nas praças e os cangurus saltam.
Na sobrevivência das espinhosas, os cedros podem dar cheiros.
O rapazio toma banho e assobia, entre as algas do mar,
com chapéus soleiros, e de telemóveis sempre a tocar!
A Missa do Galo é bela: Quem não canta ao Filho Nosso reza.
O senhor Prior, com a sineta, marca os compassos calmos
No chão granítico da Capela, o Zé Povo de socos e chinelas,
Salva-se A Sagrada Família ao som dos Salmos...

Porto, 24 de dezembro de 2018
*José Gil Correia Monteiro                                      jose.gcmonteiro@gmail.com

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

CONTRIBUTOS EXTERNOS



O Homem de Muitos Instrumentos (*)


Antunes Ferreira

Desde sempre “O Homem dos Sete Instrumentos” faccionou os portugueses. Recordo  que na minha meninice tinha um vizinho, o Senhor Samuel que além de ter três empregos, nos tempos do saudoso Salazar os tempos eram difíceis, (ainda que hoje os Mários Machados os tentem ressuscitar) tocava violino  nas horas vagas (?)   e ainda tinha tempo para à noite dar uma de guarda nocturno  com espadão e tudo. Por isso era conhecido pelo Homem dos Sete Instrumentos. E se mais houvera – mais tocara.Já nos nossos dias o Sérgio Godinho fez história com uma canção  a que deu exactamente esse título. Pessoalmente digo aqui à puridade que não sou fã do cantor de intervenção, realizador cinematográfico, autor, escritor, actor natural do Porto  cuja importância na música portuguesa é importantíssima e marcou uma época muito especial. A sua vida é bem o exemplo do título que deu à canção atrás mencionada.
Hoje temos um Senhor que é o Presidente da República e que também um Homem que toca Instrumentos mas no seu caso Muitos. Ou seja  ele é bombeiro, ele é fotógrafo, ele é enfermeiro, ele é professor, ele é nadador, ele é viajante, ele é visitante, ele é popular , ele é populista, ele é tudo e mais alguma coisa, ele é etc. Ele é mais do que Deus – está em toda a parte, é omnipresente e sabe de tudo,  é omnisciente. É o verdadeiro artista.
Convém, agora e aqui, dizer que não votei em Marcelo Rebelo de Sousa, não gosto de Marcelos. Também não gosto de selfies. Nem de abracinhos. É o meu feitio. E quem me fabricou já não está por cá e a forma que utilizou partiu-se. Posto isto, duas anotações que me deram dois murros no estômago, entre muitas outras. A saber:
1)  A ida à tomada de pose do capitão Jair Messias Bolsonaro como Presidente do Brasil. Para uma “conversa de um quarto de hora entre irmãos”? Irmãos? Eu não posso nem de longe nem de perto considerar, um fascista, racista, homofóbico, classista, machista e ouros qualificativos mais meu irmão!
2)  O seu telefonema para a Senhora Cristina Ferreira aquando da transmissão em directo do primeiro programa dela na SIC, alegadamente para a compensar da entrevista que concedera ao Senhor Manuel Luís Goucha. Um Supremo Magistrado da Nação não pode tomar atitudes destas. Em nome de quê? Da popularidade?


(*) substitui a publicada ontem



terça-feira, 8 de janeiro de 2019

MÚSICAS


CONTRIBUTOS EXTERNOS

O Homem de Muitos Instrumentos

Por Antunes Ferreira


Desde sempre “O Homem dos Sete Instrumentos” faccionou os portugueses. Recordo  que na minha meninice tinha um vizinho, o Senhor Samuel que além de ter três empregos, nos tempos do saudoso Salazar os tempos eram difíceis, (ainda que hoje os Mários Machados os tentem ressuscitar) tocava violino  nas horas vagas (?)   e ainda tinha tempo para à noite dar uma de guarda nocturno  com espadão e tudo. Por isso era conhecido pelo Homem dos Sete Instrumentos. E se mais houvera – mais tocara.
Hoje temos um Senhor que dizem ser o Presidente da República que é um Homem de Muitos Instrumentos

domingo, 23 de dezembro de 2018

sábado, 15 de dezembro de 2018

EFEMÉRIDES

Neste dia,




em 1675, morre Johannes Vermeer, pintor holandês




em 1939 é estreado, em Atlanta, EUA, o filme E Tudo o Vento Levou






em 1966, morre Walt Disney, produtor e realizador norte-americano

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

EFEMÉRIDES

Neste dia,





em 1890, nasce Carlos Gardel, cantor de tangos franco-atgertino de origem uruguaia





em 1908, nasce Manoel de Oliveira, realizador português






em 2012, morre Ravi Shankar, músico indiano


SANTOS DO DIA





Na Igreja Católica, hoje é Dia de São Dâmaso (Papa)