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segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Espero Juízo

Quando me inscrevi como simpatizante do PS para poder participar na escolha do candidato do partido a primeiro-ministro e, consequentemente, a líder do partido, fi-lo não só porque não concordava com acções de oposição do Tozé e do seu séquito, mas sobretudo porque era (e é) meu convencimento que António Costa faria muito melhor. E mesmo agora perante os resultados eleitorais, pouco abonatórios para o PS, não mudo de ideia. Continuo a apoiar António Costa. Estou convencido que Tozé Seguro acolitado pelos Antónios Galambas, Álvaros Beleza, Junqueiros e outros que tais não faria melhor, bem pelo contrário. Não é possível, nem honesto, comparar as eleições europeias com estas eleições legislativas. São eleições muito diferentes e tiveram lugar em momentos diferentes.
A confirmar a minha ideia sobre a importância da sua continuidade na liderança do partido, veja-se o apelo, eu diria até o grito lancinante, que a Direita faz, ajudada pela Comunicação Social que controla quase na totalidade, para que António Costa se demita.
Por isso espero juízo!!


Legislativas 2015

Sinto-me muito desiludido com os resultados eleitorais das eleições legislativas que decorreram ontem. Mas, não conformado.
Acho que, após algum, pouco, tempo para assentar a poeira torna-se necessário reflectir como foi possível que esta Direita que nos desgraçou, infernizou e empobreceu durante quatro anos tenha conseguido mais votos e mais deputados que o Partido Socialista – o segundo partido mais votado. E, consequentemente, tenha ganho as eleições, já que, em Democracia, ganha as eleições quem tem mais votos e não, como pensam o Bloco de Esquerda e o PCP, “ quem me interessa que ganhe”.
Apesar da chamada PaF ter perdido mais de setecentos mil votos e â volta de trinta deputados comparativamente com as legislativas de 2011, e de todos os outros partidos terem conseguido mais votos e mais deputados nestas legislativas do que nas anteriores, foi ela (a PaF) a vencedora. Mas, pergunto agora: por quanto tempo vão governar?  Sou adepto da estabilidade governativa, mas pressinto que não por muito tempo

domingo, 4 de outubro de 2015

JÁ PODEMOS VOTAR

Diz-me alguém: "gostava de ver o Marinho e Pinto e o Garcia Pereira serem eleitos". E eu respondo: "não comungando, também eu gostava, eram vozes diferentes, que iriam agitar o Parlamento. Só que há um pequeno problema: o meu ou teu voto, no Porto (ou em Aveiro, Braga, Faro e etc.), não ajudam nada à sua eleição. Sã votos para o lixo. Deixa, então, que Coimbra e Lisboa decidam, não é nada contigo, é o 'sistema'".

sábado, 3 de outubro de 2015

REFLEXÃO

Continuo a reflectir e, assim, agradeço que não me interrompam. Parece que su celência já  falou ao país, mas não o ouvi, para não interromper a reflexão, que tem que ser muito reflectida, e também por não querer que a sua comunicação, eventualmente, me fizesse inclinar a votar em quem não quero.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

O DEBATE - 2

Até por causa de uma sondagem hoje publicada, as expectativas sobre a qualidade da intervenção de António Costa não eram muito elevadas, mas creio que se saiu bem. Três estocadas bem metidas e que ficaram sem resposta:
- o programa VEM, que prevê o regresso de 3 (!) emigrantes lá para Janeiro e a quem são oferecidos 20 000 euros, cumpridos que sejam certos requisitos
- a "produção" de enfermeiros para exportação para o Reino Unido
- se Passos quer falar tanta de Sócrates, porque não o visita e discute as coisas com o próprio?

quarta-feira, 15 de junho de 2011

A Chapelada do Rio

Como já é do domínio público, o acto eleitoral do Rio de Janeiro foi alvo daquilo a que "no tempo da outra senhora" se chamava de "uma chapelada". Os nossos emigrantes votam por correspondência nas eleições legislativas. Ora, um jornal local afecto ao PPD dispôs-se a ir a casa dos eleitores recolher o respectivo voto e enviá-lo para Portugal. Tal procedimento, que configura uma fraude eleitoral, é ilegal e, por isso, os votos daquela mesa devem ser considerados nulos pela Asssembleia Geral de Apuramento, de acordo com um pedido fundamentado apresentado pelo PS. E, caso aquela Assembleia não anule o escrutínio da mesa dos votos do Rio de Janeiro, devem os partidos da Oposição, e não só o PS, apresentar recurso para o Tribunal Constitucional, por uma questão de princípio, mesmo que seja indiferente para o resultado do escrutínio a anulação ou não daqueles votos. Num país democrático uma eleição é um acto muito sério sobre o qual não podem ficar quaisquer dúvidas e, neste caso, há que apurar responsabilidades. Não pode o interesse da urgência da posse do novo Governo sobrepor-se ao facto de umas eleições legislativas ficarem manchadas por nada se ter feito perante uma fraude eleitoral comprovada. Não podemos recuar 40 anos e voltar ao tempo das chapeladas eleitorais. Nessa altura as eleições eram uma farsa.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

O BE não muda o discurso?

O PS foi, sem qualquer dúvida, o partido perdedor das eleições de ontem. Mas o BE também teve uma grande derrota, já que perdeu perto de metade dos votos e metade da representação parlamentar. Ora, para lá do inexplicável discurso do líder na noite da derrota, continuamos a ouvir autênticos dislates e disparates de seus dirigentes, como o que ouvimos ainda há pouco à deputada (não sei se eleita, confesso) Catarina Martins. Só faltou chamar estúpido ao povo que ontem votou em mais de 80% nos partidos que assinaram o acordo com a já célebre Troika. É caso para perguntarmos: O BE não muda o discurso?

AS LISTAS DE DEPUTADOS

Não sei bem em que medida a lista dos candidatos a deputados por cada um dos círculos eleitorais tem influência no voto. Creio que será próxima do zero, pois desde há muito (desde sempre?) que "votamos" para o primeiro-ministro. Quantos eleitores saberão qual o cabeça de lista do seu distrito, mesmo o do "seu" partido? E qual o segundo ou terceiro? Uma minoria, quero crer, só mesmo os "aficionados" o saberão. E a culpa é toda de todos os partidos, onde, na campanha, só brilha o dirigente máximo. Nas habituais arruadas lá vai o cabeça de lista do distrito ao lado do líder, mas nem sempre fala e diz ao que vai.
E quem é que os partidos incluem nas listas? Para além dos paraquedistas, salvo raras excepções, e para os primeiros lugares, são os que "prestam bons serviços" aos dirigentes locais que os impõem à liderança. Depois, temos um parlamento de média/fraca qualidade e onde apenas falam e mostram trabalho dois ou três deputados. E a coisa é ainda mais grave quando o partido ganhador vai ao parlamento buscar deputados para o governo ou para elevados cargos do Estado. Sou dos que defendem que o cargo de deputado deve ser aliciante para quem se sentir capaz e queira prestar digno serviço ao país. E dignamente remunerado, com regras claras, sem senhas e subsídios os mais diversos, não permitindo, por outro lado, que o cargo seja um trampolim para os negócios dos seus escritórios, para onde se deslocam após assinar o ponto.
A abstenção, sempre crescente, não terá a ver, também, com este tipo de coisas? E não seria tempo de responsabilizar cada um dos "nossos" deputados?

O (A) VENCEDOR(A)

Cá para mim, quem ganhou o acto eleitoral de ontem não foi Passos Coelho, mas Manuela Ferreira Leite, cujo objectivo primeiro não era eleger Passos mas era o de correr com Sócrates do governo e da oposição. Conseguiu e há que lhe atribuir a medalha.

domingo, 5 de junho de 2011

Só peço que comparem!

Ainda se lembram do discurso de Cavaco Silva na noite em que ganhou as presidenciais? Então, lembram-se do desejo que ele manifestou em que se denunciassem aqueles que se atreveram a ligar o seu nome aos barões do BPN e aqueles que deram a conhecer à opinião pública os lucros que tinha auferido no negócio de compra e venda de acções daquele banco. Naquela noite Cavaco Silva mostrou todo o ódio e desejo de vingança que tinha dentro de si. Hoje José Sócrates que enquanto primeiro-ministro, e muito mais agora durante a campanha eleitoral, foi alvo de várias tentativas de assassinato de carácter, disse que saía sem qualquer ressentimento e agradeceu aos portugueses terem-lhe permitido a honra de servir o seu país. Por favor, só peço que comparem e talvez concluam como eu que Sócrates gosta de Portugal; e que Cavaco Silva não gosta dos portugueses.

Tiveram o que mereceram

O PS, que governava, foi derrotado nestas eleições. O CDS, que de certeza vai para o Governo, também está satisfeito. O PCP... bom, o PCP nunca perde umas eleições; apenas não as ganha e, para não variar, Jerónimo de Sousa lá foi ao baú buscar a cassete e fez o discurso do costume. E O Bloco de "Esquerda (?)", o principal responsável pelo retorno ao poder (ou ao pote?) da Direita? Bem, o Bloco (ou saco de gatos?) de Esquerda vai ficar reduzido a menos de metade no Parlamento e perde, neste, figuras importantes. Mas, bem vistas as coisas, tiveram o que mereceram, não tiveram?

O Adeus de Sócrates

Confirmada a previsível derrota eleitoral do PS nestas eleições legislativas, o Ainda primeiro-ministro José Sócrates anunciou que vai afastar-se da vida política. Anunciou-o com muita dignidade no discurso de derrota que proferiu no Hotel Altis perante muitos militantes e dirigentes do partido. Todo o país viu e ouviu a forma muito digna como assumiu pessoalmente a derrota do partido e como se despediu politicamente dos portugueses, sem mostrar qualquer azedume com eles (pessoalmente não acredito numa despedida definitiva). Infelizmente, a mesma dignidade não tiveram alguns jornalistas (é justo dizê-lo, algumas jornalistas) que, para além de não disfarçarem o seu júbilo pela derrota de Sócrates, lhe fizeram algumas perguntas que eu não sei classificar com outro adjectivo que não a de sacanas. Perguntar como o fez uma qualquer pateta jornalista da Rádio Renascença se a sua saída da vida política não lhe traria como consequência problemas judiciais, só merece este adjectivo.

Os jornalistas já ajudam à festa no PSD

Ainda só há projecções da abstenção, que parece ser grande, talvez mesmo a maior de sempre em eleições legislativas, e os jornalistas já ajudam à festa na sede da noite elitoral do PSD. Podiam esperar mais um bocadinho. Mas não, já estão a ajoelhar perante o quase certo novo poder.

DIA ELEITORAL - 2

Gostava de saber qual a razão por que numa enorme escola secundária do Porto - Rodrigues de Freitas - há secções de voto no 1.º andar, com um longo lanço de escadas a percorrer. Será para desincentivar os velhinhos e os deficientes motores? Só pode. Ó senhores que mandam na escola: alterem lá isso, que o rés-do-chão tem salas suficientes para albergarem todas as secções. Acabem com essa vergonha.

DIA ELEITORAL

Por razões que ignoro e para as quais não obtive explicação, reduziram substancialmente o número de mesas na freguesia onde me encontro recenseado. Então aquela onde (desde sempre) votei formava uma bicha (fila, para quem preferir) quilométrica, e para exercer o meu direito aguentei mais de uma hora. E ouvi vários eleitores (na sua maioria, idosos) dizerem que já ali tinham estado da parte da manhã e que se tinham retirado, tal a extensão da bicha (fila). Outros, ainda, manifestaram-se dizendo que assim não voltavam a votar. Será da crise? Ou foi a 'troika' a impor o corte? Peanuts. Depois, queixamo-nos da elevada abstenção. (A propósito: quando é que saneiam os cadernos eleitorais?)

LEMBRANÇAS

Já reflectiu? E então? Se "lá" não for, não pode depois vir queixar-se nem dizer que não tem culpa. Assuma-se e responsabilize-se.

sábado, 4 de junho de 2011

NÃO ESQUCER

Não esquecer que amanhã é obrigatório ir votar. Vote em quem quiser, ou não vote em ninguém, mas vá votar, porra.

ALEA JACTA EST

As apostas foram feitas, os dados estão lançados.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Os instigadores do ódio

Para além do Presidente da República, outros cidadãos portugueses que têm ou já tiveram grandes responsabilidades políticas, apeleram a que os diferentes partidos fizessem uma campanha eleitoral pela positiva, sem provocações, falando verdade aos portugueses e não instigando os cidadãos ao ódio para com este ou aquele partido ou personalidade política. Infelizmente muita gente fez "ouvidos moucos " deste apelo e, bem pelo contrário, foram os primeiros a recorrer ao insulto e à injúria. E sobretudo àquele insulto infame que o povão gosta. Estas atitudes foram mais recorrentes nos comícios e outras acções de campanha do PSD, sobretudo tendo como alvo o PS e mais propriamente o seu líder José Sócrates.

O cúmulo destas acções provocatórias aconteceu ontem no comício de Barcelos. Sócrates foi forçado a interromper a sua intervenção porque do exterior eram arremessados ovos. Atitude inqualificável, que atenta contra a liberdade democrática de um partido se poder reunir com militantes e simpatizantes em plena campanha eleitoral.

E há culpados morais desta situação, pela forma inqualificável como se referem ao PS e, especialmente, ao seu Secretário Geral José Sócrates. Falo de alguns dirigentes da ala cavaquista do PSD, nomeadamente de Eduardo Catroga (que até foi silenciadao), de Pacheco Pereira e de Manuela Ferreira Leite. Foram eles os instigadores do ódio nesta campanha eleitoral

quinta-feira, 2 de junho de 2011

ESTÁ FEITO!

Um dos dois grandes merceeiros do país disse hoje no Porto que Passos Coelho vai ganhar largamente. Se ele o diz, está feito, embora o outro grande merceeiro ainda não se tenha pronunciado tão abertamente.