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terça-feira, 3 de janeiro de 2012
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
BENFEITORES DA PÁTRIA
Soares dos Santos, o homem do Pingo Doce, já tinha uma Fundação, capitaneada por António Barreto, cujo objectivo bem pode ser o de fugir ao fisco com algum, digo eu. Agora, passou as suas acções para uma empresa holandesa, de que ele será o único accionista. É que na Holanda o IRC é nais baixo do que em Portugal. Lá vou ser chamado a pagar mais IRS ou IVA ou outro imposto qualquer para colmatar a falha do Pingo Doce, com que o Gaspar estava a contar. O senhor Soares dos Santos fica avisado de que as minhas compras no Pingo Doce irão diminuir drasticamente, já que não estou para engordar o fisco holandês e o próprio senhor Soares dos Santos. Fica também a saber que não vou comprar mais nenhum dos livros editados pela sua Fundação.
Bem prega frei Cavaco nas suas intervenções. O mundo empresarial é surdo e não o ouve e não lhe dá Cavaco.
Com empresários deste calibre está o país bem aviado...
E se todos boicotássemos o Pingo Doce?
Bem prega frei Cavaco nas suas intervenções. O mundo empresarial é surdo e não o ouve e não lhe dá Cavaco.
Com empresários deste calibre está o país bem aviado...
E se todos boicotássemos o Pingo Doce?
terça-feira, 7 de junho de 2011
Os patrões das mercearias
A maior parte dos órgãos de Comunicação Social não desarmam, e continuam com a sua cruzada anti-Sócrates. Não lhe perdoam a maneira sempre frontal como lidou com eles e o nunca se deixar intimidar com o enorme poder que têm na Opinião Pública. Por isso, continuam a convidar pessoas que sabem à partida não gostarem de Sócrates ou até manterem algum ódio por ele. Foi assim que vimos Belmiro de Azevedo, o dono das mercearias Continente, a zombar de Sócrates na RTP Notícias, dizendo que este ia ficar no Guinness por ter feito tanta coisa mal. É verdade que o primeiro-ministro cessante cometeu muitos erros, mas também fez muitas coisas boas e, de entre estas, destaco o facto não ter deixado que o dono das mercearias Continente comprasse a Portugal Telecom ao "preço da uva mijona", como diz o povo.
Bom, e tal como fizeram no período pré-eleitoral, fico à espera que agora no período pós-eleitoral entrevistem também o dono das mercearias Pingo Doce. Têm a palavra os patrões das mercearias!
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Nem todos pagam a crise
Ouvi hoje duas notícias que confirmam aquilo que muitos portugueses já sabiam: são sobretudo os portugueses trabalhadores por conta de outrem, funcionários públicos ou trabalhadores de empresas privadas, quem paga a crise.
Primeira notícia: os principais bancos portugueses têm lucros de alguns milhões de euros por dia. Pois é, em consequência da crise os bancos portugueses sentem dificuldade em obter crédito juntos dos bancos estrangeiros e, por isso, o Banco Central Europeu, empresta-lhes dinheiro com uma taxa de juro muito baixa; dinheiro esse que depois vão emprestar às empresas portuguesas e aos portugueses em geral a taxas de juro quatro ou cinco vezes superiores, o que lhes traz lucros anormalmente superiores aos que teriam numa situação normal. E com estes lucros, o que contribuem para a crise? Nada. E mais, ainda ouvi um banqueiro a manifestar o seu descontentamento relativamente a qualquer imposto especial que venha a ser imposto à banca.
Segunda notícia: as dez maiores empresas cotadas na bolsa aumentaram os seus lucros em 24% nos últimos nove meses. E o que têm contribuído para a crise? Nada. E ainda ouvimos os representantes do patronato a quererem baixar salários e a não quererem assumir o salário mínimo acordado em Concertação Social.
Uns e outros só podem estar a brincar com os portugueses. Esta gente não tem vergonha!
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