quarta-feira, 16 de outubro de 2013

OE E ELEIÇÕES

Pelo que me é dado a conhecer, o OE/2014 não é exequível, seja pelo lado das receitas, que dizem empoladas ou 'pintadas' (com a aquiescência da troika), seja pela lado das despesas, que apenas contemplam os suspeitos do costume - os funcionários públicos e os reformados/pensionistas - , ficando de fora as tão apregoadas gorduras, que permanecem intocáveis a Bem da Nação.
Acrescendo que algumas das medidas previstas se mostram de constitucionalidade duvidosa, é de crer que o PR não arrisque a promulgação sem o visto prévio do TC, ainda que isso o possa contraiar. Em alternativa, promulga e requer a constitucionalidade sucessiva, tentando lavar as mãos em água seca. De qualquer modo, os partidos da oposição não vão deixar de enviar o OE para o TC. Seja como for, certamente que o TC não vai deixar "passar" todas as medidas previstas. Então, com o PR corado de vergonha e com Passos Coelho dentro da lura, sem saída, apresenta a demissão, e Cavaco, contrariado, terá que convocar eleições antecipadas, o que deveria ter feito em Junho. Não poderá ser esta a jogada do governo (e de Cavaco)?


1 comentário:

maceta disse...

esta combinação arquitectada pela troika com este governo faz lembrar uma sociedade comercial, Lda ...