terça-feira, 27 de maio de 2014

Eleições Europeias de Domingo

Faço parte do número de portugueses para quem os resultados das eleições europeias de Domingo passado não foram surpresa, a não ser o resultado inesperado do MPT, leia-se o partido de Marinho Pinto.
Era um dado adquirido que o PS iria ganhar as eleições, que a Direita, escondida numa coligação a que cinicamente chamaram Aliança Portugal, iria ter uma derrota, que o PCP, perdão a CDU, iria subir a sua votação e que o Bloco de Esquerda iria dar um trambolhão. E, é claro, mais a mais tratando-se de eleições europeias, contava-se com elevada abstenção. Alguns diziam que Marinho Pinto talvez fosse eleito. A grande dúvida era saber por quantos o PS ganhava.
 Confirmou-se a vitória do PS, a derrota do Governo, a subida da CDU e o trambolhão do Bloco. Mas, houve uma enorme surpresa: Marinho Pinto atingia os 7%, o que desde logo confirmava a sua eleição e a possibilidade, entretanto já confirmada, de eleger um segundo eurodeputado.
O que quer tudo isto dizer? Que o Povo não quer Passos & Portas e seus séquitos. Que, dando a vitória ao PS, sim, mas por apenas menos de 4 pontos de diferença e por muito menos votos do que nas autárquicas, ainda não confia nele. E que o descontentamento mostrado foi, sobretudo para Marinho Pinto, para a CDU, e talvez em alguns distritos para o Livre. E o Bloco? O Bloco entrou “no “início do fim”.
De realçar que resultado semelhante em eleições legislativas tornariam o país ingovernável. E o PS, ou melhor dizendo, os seus dirigentes, parece que não deram conta disso. Por favor, caiam na realidade, para bem de Portugal e dos portugueses.


Sem comentários: