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segunda-feira, 22 de março de 2021

CONTRIBUTOS EXTERNOS

 

C o r o n a v í r u s - Poder ressuscitar

 

                                                                                                                 

C o r o n a v í r u s

Com a vida aos sobressaltos

Ornado faz sobrar o mês

Rever o passado dos templos

Ouvem-se os badalares dos sinos

Navegam novos argonautas

Anémonas de novos odores

Ventos fortes e doridos

Invernos álgidos e doloridos

Rezamos pelos corpos - apelamos às almas

Uso do vírus se atemoriza

Sons fazem bailar os corações

 

Porto, 11/02/2021                                                 jose.gcmonteiro@gmail.com

domingo, 4 de agosto de 2019

CONTRIBUTOS EXTERNOS



» = S. PEDRO DA AFURADA = »
                                                                                                                    
                                                                                                                           Gil Monteiro*

        É preciso esperar pelo dia dedicado a S. Pedro da Afurada, pois das Festas Populares dos Santos é a última do mês; ainda que outras continuem a funcionar, como os exemplos de Matosinhos, Póvoa do Varzim, Braga, Passeio Alegre (Foz do Douro) e outras cidades, vilas e aldeias; e ainda lugares onde o Santo é Padroeiro. Bandas de música, bombos e ferrinhos, em arruadas e bailes cumprem as tradições! Na falta de melhor, o Germano, coma sua harmónica ou o Vitorino com a sua concertina dão toques de toadas, dos tempos do Barrosa. O cruzeiro fica envolvido na poeirada, ouvindo-se várias matracas nas escadas do monumento religioso, onde uma gravura de Santo Amado parece sorrir!
        Os cantares, as melodias e os balões coloridos dos Céus da Afurada, reluzentes no rio “do ouro”, com os aromas das sardinhadas, cidreira e alho-porro fazem uma noite de sonho!
       ----- “ Ó patego olha o balão! ” Torna o povo prazenteiro e os passeios chegam à serra do Pilar, para ver melhor o Porto, arredores e trajetos dos balões...!
        Agora, com os incêndios de temperaturas altas e montes sem serem limpos de lenhas e matagais para estrumes e cortes para currais de gados, pois a pastorícia tem-se extinguido --- falta de pastores e lavradores! Ainda se podem ver globos a passarem nas nos centros urbanos são pouco iluminados de luzes magnéticas das noites dos Santos Populares; deviam ser organizadas visitas de estudo para estudo dos astros, em locais onde se conseguem se conseguem vê-los em espaços infinitos onde giram! É preciso ver o estrelo e a estrela polar! A astrologia não é só a arte de prever o futuro!...
        S. José é venerado por mais por mais de 40% da população religiosa, principalmente do norte do país, enquanto a figura austera do S. Pedro tem menos veneração, mas por dentro do peito é muito amado pelos pobres e pescadores. Junto aos mares e montanhas existem vários templos de adoração, onde o Santo de tez escura e cabelo aos “molhos” parece atemorizar! Rege a piedade da Terra e dos Céus.


Tem a maior Basílica e a mais solene do Mundo Católico. Construída em Roma, com S. Pedro guardião até hoje --- é amado como Porteiro da Terra e do Céu!
        Haverá maior e mais honrado templo católico do Mundo do que em Roma?
        As “ Obras de Arte “ e a Capela Cistina tornaram Leonardo De Vince grande Artista, quase um “semideus”!
       Mas a nossa modesta figura do S. Pedro de Afurada, no seu andor da procissão, no dia consagrado ao primeiro e último Santo Popular, entre as ruas da Vila “Velha” de Gaia, faz ajoelhar e rezar!
        Ir às festas do Santo Pescador faz um bem à alma e ao corpo: os aromas das sardinhas assadas, manjericos, cidreira, e outros afetos retemperam a vida gaiense, chegando ao Porto (Ribeira) e à Serra do Pilar!



Porto, 29 de junho de 2019

                                                           *José Gil Correia Monteiro

quarta-feira, 8 de maio de 2019

CONTRIBUTOS EXTERNOS


#    PAPOILAS    #
                                                                  

    Gil Monteiro*


Porto região de vinhos
Está povoado de belas camélias,
Papoilas nos trigais e campos de pinhos.
Corolas enroladas lembram bonecas
De flores rosadas, no Oriente, criam ópio!
Papos cheios (!) fazem dormir o sapo!
E aos rouxinóis despertam o canto.
As meninas brincam nos pomares,
Nos tanques de água montam festas
Eventos felizes p`ra namorar!
Não faltando os piqueniques e o cantar...
Com o “arroz-dos-telhados” e papoilas rubras
Até elaboram palhaços
E domesticam as domésticas cabras.
Dançarinas e bandas musicam
Feitas pelos carpelos a nus
Pétalas enroladas e pés e mãos de pinho.
Não faltam os cómicos do circo
E malguihas de líquen
Entre os robes coloridos de pétalas feitos
Para a Páscoa de púrpura faltam os confeitos.

Porto, 25 de abril de 2019  

segunda-feira, 6 de maio de 2019

CONTRIBUTOS EXTERNOS


{  ARRAIAIS POPULARES   }
       Gil Monteiro*

        “ Cada roca seu uso, cada Terra seu fuso” Não havia e nem há comunicação social de qualquer povoado sem os dias dedicados à sua romaria ou a outras próximas. Sem as promessas religiosas feitas a Deus ou aos Oragos ligados à vida campestre, por vezes citadina, a marcar presença nas manifestações era obrigatório, mais que recitar o Credo da comunhão ou um Jesus Cristo, valha-me Deus!
        Em determinadas povoações demoravam dias de festa. Desde a romaria e solenidades às feiras e concursos de gados e arrais, e compras de materiais (mesmo de vestir e calçar) para o verão que se aproxima. Era o que se passava nos dias dedicados a São José, em Vila Real, no fim do estio, em Lamego, durante perto de um mês dedicado às diversas atividades, desde procissões, teatros e cinemas. A feira franca funcionava todos os dias. Quem se divertiam mais: os pais (mesmo cavadores de enxada) ou os filhos nos carrosséis, carrinhos de choque, abrindo a boca de espanto nas motas a girar por atletas, dentro do poço da morte!
      Nas romarias mais fortes - fracas eram as solenidades religiosas e as barracas de comes-bebes que duravam um fim-de-semana prolongado, ficando a segunda-feira para o convívio dos residentes do povoado. Até os preços de fim-festa eram mais baratos. O vinho corria mais fresco nos pinceis.
        Grande revolução: A com banda (s) de música e andores deviam ter lugar antes da noite do arraial? Queixavam-se os paroquianos. Após uma noitada de arromba: foguete, músicas e bailes, quem tinha pés para ajoelhar e rezar, na passagem majestosa e pomposa dos santos e anjinhos! Para não lembrar os mendigos e borrachos, em dias de abundância!
        Eram nas festas anuais ou bianuais, quando as aldeolas eram pequenas, que se compravam as roupinhas de verão, as alpercatas e os brinquedos de lata e de barro. A flauta e os carrinhos de chapa duravam até o próximo Natal! A compra dos chapéus de palha eram necessários (!) As insolações não podia fornecer muitos defuntos e a vida campestre era obrigatória: nem os lobos dos montes metiam medo às crianças!
        Os anhos de pernas fracas, dizimados pelos mamíferos carnívoros, defendiam a gente da região. Mesmo os cães selvagens ou os perdidos dos rebanhos da Serra da Estrela caçavam cordeiros para sobreviver, pois com os incêndios os coelhos e as lebres diminuíram!...

   
  Como viviam os pastores dos rebanhos durante a transumância das serras para as planícies, durante os tempos invernosos e das neves? Albergavam-se em palheiros ou casas de lareiras --- “ matando o frio “ das noites gélidas e de pastos comestíveis para o grande rebanho. Os montes e olivais abandonados eram locais de pastagens; pois após a lei que obrigou a retirar as oliveiras dispersas pelas vinhas de uvas para vinificação vinho fino ou do Porto, as oliveiras foram deitadas ao desdém, apenas sobreviveram os clivais no sopé das montanhas; nas localidades de lameiros transmontanos, onde a pastorícia era rara os pastores alugavam os pastos cultivados dos milheirais, chegando às cercanias de Vila Real! Considerando as ovelhas, mais as cabras como “ bombeiros sapadores “ não haviam muitos e duradouros incêndios nos matagais das povoações (os terrenos incultos eram limpos para as cortes dos gados e para estrumes dos campos de milho, etc.)
        Os terrenos de Tás - os - Montes e Alto Douro estão a precisar de serem limpos pelo Estado...  O preço de um helicóptero dava para pagar as limpezas dos montes e caminhos, não descontando a biomassa arrecadada!

Porto, 21 de abril de 2019

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

CONTRIBUTOS EXTERNOS


£ --- O REI D. CARLOS (1863 -1908)
                                                                                                                         
                                                                                                                               Gil Monteiro*
       
A minha Mãe adorava o rei D. Carlos, tanto como figura morta como viva. Lembrava-se de o ver passar de automóvel e se apear, para saudar a gente da aldeia. Viajava num carro cego, pois da janela da sua velha e humilde Escola Primária, só via passar carroças com burros e machos e, por vezes, os cavalos, arreados dos cavaleiros filhos do Senhor Zeca Moreira, presidente da junta de freguesia.
        Ouvia mais e, outras históricas contadas à lareira ou nas eiras, pela Maria Doutora, mulher do regedor, que sabia ler e escrever!
        Fiquei fã, como agora se diz, do nosso Rei Popular, grande diplomata, apesar do ultrajante ultimato declarado pelas ilhotas do Reino Unido. Atitude repudiada pela maioria dos governantes políticos dos povos civilizados, mesmo indígenas de África e América, acompanhados pelas entidades religiosas dos vários coléricos ou seitas. Até a língua portuguesa, que viria a ser a quinta mais usada pelas comunidades sofreu, e ainda sofre! Valha as sapiências De Camões, Fernando Pessoa... E tantos outros (Mia Couto e Padre António Vieira... Apoetar, como Ary dos Santos tem o Céu livre, onde os sujeitos do ultimato continuam em locais de nojo e náuseas... Hoje, a bela escrita do Padre António Vieira preenche as emendas dos hotéis de luxo de Moçambique, assim as legendas dos produtos das lojas e supermercados, bem escritas em caracteres de Portugal Europeu e, nem sempre, no melhor inglês! A rainha Vitória e seus descendentes devem ainda sofrer nas labaredas!...  
        D. Carlos, estatura roliça e de bigode de artista, era o protótipo dos lusos, mesmo no tom fulvo. Os pelos da barba, principalmente os lábio superior, lembravam a cor dos ouriços maduros dos castanheiros, ou dos medronhos antes de ficarem vermelhos! Os régulos saúdam os seus passos, e compreendem o artista Povo e da Santa Natureza. Foi um grande ictiologista e ornitólogo. Publicou centenas de artigos e gravuras. Como os dinheiros minguavam, com as crises económicas dos cartistas e absolutistas, as despesas do seu barco oceanográfico, passeios nas tapadas para recolha de dados e caçadas eram fornecidas pelos bens pessoais e da Rainha D.ª Amélia. Visitar os museus, onde se observam as obras de arte do monarca, incluído o hotel do Bussaco, sentado a contemplar os bonitos da bela mata, única no Mundo na flora e fauna: os cedros do Líbano e os fetos arbóreos, entre outras plantas aliviam as doenças corporais; fazem ir visitar todo o Bussaco e procurar as centenas de aves (tão bem coloridas) que parecem terminadas de cativar as penas! Falar nas paisagens e anfíbios torna-se supérfluo...
            Vítima de atentado, nem os ramos de flores, oferecidos pelo Povo a Sua Majestade D.ª Amélia, batendo, nos dois regicidas; deste modo, a passagem da carruagem, mesmo no meio de tantos apoiantes da Família Real, nas ruas lisboetas do Terreiro do Paço, conseguindo impedir também a morte de seu filho herdeiro, D. Luís Filipe. Os assassinos Buiça e Costa tiveram arremeto de flores, antes dos enterros!
        Nestes momentos históricos, a alma do Régulo Gungunhana estará muito próxima do Paraíso, cumprindo as magias para poder entrar (!), enquanto o mérito de Sua Majestade Dom Carlos de Bragança roga, no Céu, pelos patrícios lusos de cá e além-mar. Os seus desenhos, escritos e aguarelas levam a mostrar cenas de um País Maravilhoso! Se na vida extraterrena houvesse ceias e após as romarias, possuiria estralejar de foguetes mudos! Só os efeitos luminosos fazem as Festas!
        Nas galáxias as almas, sem carne e ossos, perdidos que foram os sons e sabores, tudo será regido por efeitos iónicos. Supomos que os Anjos e Santos falam e ouvem. Seriam analfabetos forçados!?
        Saudação para três espécies dos afazeres do Rei D. Carlos, avaliados pelos vassalos:
        --- O Popular --- O Artista (cientista) --- O Erudito.


Porto, 17 de dezembro de 2018
        *José Gil Correia Monteiro

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

CONTRIBUTOS EXTERNOS


&   PREPARAR O FUTURO   &

                                                                                                        


   Gil Monteiro*

        Dá gosto ver as reportagens, via TV, dos pais a levarem os futuros alunos à Escola, no dia do novo ano letivo. As creches e os infantários estavam cheios de movimentos e de mimos. Não faltavam os avós e os amigos. Já as instalações do ensino básico fechadas ou de pouco agitadas. Os pupilos eram senhores desembaraçados, abrindo caminho aos mais pequenotes e mostrando o conjunto dos edifícios aos familiares pouco instruídos, mas de telemóvel na mão!
        Os profissionais do ensino, empregados de educação, educadores, mestres e outros encarregados, pouco se notavam. Quando foi a vez de deixar, pela ocasião, o filhote mais novo, na linda vivenda ajardinada a servir de infantário, o menino ficou a brincar e eu de coração a sangrar, pois estava a ficar velho!!! Ainda não tenho hoje a coragem de ir à abertura das aulas, mesmo de outros filhos ou netos.  
        Quanto mais estudos melhores empregos e ocupações; mais alto nível de vida... Veja-se as novelas brasileiras: citadinos evoluídos e os pobres da sanzala, ainda que tentem disfarçar a pobreza com riquezas. Os idosos terão hipóteses de viverem confortáveis; casos os filhos tenham bons empregos; e que sejam ajudados nas doenças?!
        É bom ter netos e conviver com eles, mesmo nas “apertadinhas”, obrigadas pelas dificuldades das ausências impeditivas dos pais.
        O ensino secundário tende a acabar? Quando iremos ter bombeiros e agricultores com mestrados e doutoramentos? Já vamos tendo alguns!
        Os edifícios das escolas primárias e secundárias descativados estão a ser usados como instalações de cultura e lugares de abrigo para pobres desprotegidos. Até velhos ranchos folclóricos passaram a ter um poiso certo e as bandas filarmónicas a manter abrigos onde tocar e apitar mais fino, sem irritarem as pombas!
        Na modesta aldeia transmontana o terreno público de descascar e secar figos e amêndoas e até medronhos, e local de lazer (jogos caseiros, trabalhos do linho: fiar e fazer bordados, em mesas graníticas, água canalizada; assadores e outros apetrechos de folgas foram transformados em local “citadino”. Foi uma alegria mas, agora, uma tristeza de desleixo; nem crianças existem para uso dos baloiços! Obras bem delineadas, e do melhor material, só serve hoje para lixo e abandono. As nogueiras abundantes, de madeiras preciosas, foram vendidas! Estarão a servirem de maples, para ver vídeos e bonecos animados, para os meninos das creches, nas suas casas, sobradadas em pinho!? A um elemento da Junta de Freguesia, que deu uma mão cheia de justificações para o abandalhamento, foi dizendo:
     --- Os grelhadores e o micro-ondas estão guardados na casa nova da S.ª Professora, por sua vez já despedida por falta de educandos. Vão aparecendo as escolinhas de artes e ofícios: para a música e oficinas somos uns azes!
     Nem tendeiros ou compradores de materiais usados aparecem, mesmo de furgonetes ou ainda de carroças de burras ou mulas. Fazem trabalhos agrícolas, quando o bater do farrancho terminava!...
        O bater do linho, e a apanha de amoras nos silvedos dos muros idosos, ainda tem clientes. É preciso voltar a povoar os locais da aldeia com novas remessas de galegos ou palestinianos e norte africanos, aquém serão fornecidos palmos de terra. Não é vender Portugal é fornecer trabalho e matar a fome aos famintos!
        Os poucos alunos entrados nas faculdades ou politécnicos não voltam às versas, preferem emigrar indo, caso seja necessário, para a agropecuária velha!
        Temos que pedir ao anjo-custódio, a força da vida vai faltando, e o caminho é curto... , O seguinte:
        A nossa lâmpada mágica vai ser orientada, na galáxia; ter umas pequenas Intermitências da forte luz perpétua, servir na Terra como de anjo do Céu!


Porto, 14 de setembro de 2018
*José Gil Correia Monteiro

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

CONTRIBUTOS EXTERNOS


&   BUSSACO ou BUÇACO   &
                                                                
  Gil Monteiro*                           
    Paranhos, 29/8/18

      
  Nas idas paras as Termas de Luso, passando uns dias de descanso (?) e de temperamento de forças, dirijo os olhos aos letreiros das vias de acesso, lendo, mesmo das ruas e praças dos locais. E o que vejo? A linda terra do Bussaco grafada com dois ss ou com ç. A série de nomes é pródiga. É zona turística de excelência, desde as prendadas riquezas naturais até aos históricos, geológicos e biológicos.
        A biblioteca do hotel de Luso e prospetos de acontecimentos e festas, nas salas, átrios e quartos a informação abunda, e é de forma diversa anunciada nos títulos!
        O nome da famosa Mata ou é de o Bussaco, mais vezes escrita, ou Buçaco, também referindo as abundantes e “miraculosas” águas de Luso.
        Os arruamentos da excelente estância balnear e seus limites, cheios de veraneantes que vão beber e recolher garrafas e garrafões plásticos, nas fontes de S. João.
        Fazer caminhadas está na moda. Procurar, desde a flora e fauna da Mata Museu, interpretar a bacia estratigráfica e fósseis, e lousas do Buçaco são livros abertos para libertarem as “teias de aranha”! Estudar geologia é o mesmo que interpretar uma determinada Banda Desenhada, em que os cortes dos terrenos ao natural ou em base científica por amostras de rochas de impressões, em que os fósseis são os heróis da vida terrena e extraterrestre de documentos cinematográficos das eras passadas! Veja-se os casos das trilobites e a evolução das espécies; os sismos atuais são réplicas dos fenómenos passados, estudados e a estudar.
        Para mim, como dizia o pastor ao cão: “ Vai buscar o saco”! Assim voltamos às Termas. Tantos séculos de influência árabe e permanência até a D. Afonso Henriques não admiram os nomes ser de origem do Norte de África. Os castelos e as construções agrícolas seguiram e ainda seguem os mesmos caminhos.
        Se os famosos e formosos cedros da Bussaco sustentam as raízes das águas cristalinas e puras, o Luso muito fica a dever. E os doentes e os veraneantes muito mais. “O Ceprus lusitânica Miller” (nome científico) foi introduzido, vindo dos Açores e estes não do Líbano é de porte forte e alto de grande diâmetro e de resinas amareladas;
        Os fetos arbóreos, únicos em Portugal e poucos no Mundo! É preciso ter consciência que graças aos descobrimentos e rotas marítimas, bons cientistas, formaram-se, e continuam a formarem-se grandes matas do Estado Veja-se a Mata do


Bussaco, Tapada da Ajuda, jardins botânicos, novo Parque da cidade do Porto, entre a relíquia da Quinta do Covelo, mais...
        Os fetos arbóreos, algas e líquenes, em convivência com os insetos, morcegos, salamandras de cauda levantada e lontras fugidias estão quase em vias de extinção!
        As lontras não “perderam” as membranas interdigitais, próprias para nadar nos riachos, lagos e, mesmo no meio da relva húmida, como tive a sorte de ver!
        Ver e ler as histórias do hotel do Buçaco ou de Luso, tirando fotos e colheitas de produtos perdíveis, podemos, com os monumentos da batalha do Bussaco, podemos dizer:
         --- Não somos pobres!
        D. Carlos foi um mestre ornitólogo e um sábio, como pode ser observado na decoração de um hotel de cinco estrelas, que acrescentaria mais duas pela arquitetura e visão histórica atual. E o tempo das caçadas?
        Ir à buvete e recuperar saúde, é entrar nos espetáculos da música moderna e popular!





Paranhos (Porto), 29 de agosto de 2018

sexta-feira, 22 de junho de 2018

CONTRIBUTOS EXTERNOS


 Querido S. João 
                                                                                 
   Gil Monteiro*

Salta, salta, meu S. João,
Levanta o pêlo de angorá,
Vou aprender Esperanto
Para o trato de: tu cá, tu lá!
Um “ tostanito ” pró Santo António
Vem à baila S. João
Pede na rua o Zezito anónimo
Em dia alegre e folião;
Na margem do Doiro a música pula.
Berbicachos na cidade Baixa
Cantados a vários tons,
É dia de rufar a caixa!
O salmão que habitava o rio,
Aos cardumes, já emigrou.
No rabelo anda o moiro,
 S. João das gaivotas o salvou.



quinta-feira, 14 de junho de 2018

CONTRIBUTOS EXTERNOS


               «» EVOLUÇÃO FORÇADA «»    
                                                                                                                  Gil Monteiro*

Estamos em tempo de dizer, como quando era pequeno:
 
--- “O mundo anda de cabeça perdida!” --- (os acontecimentos raros eram estranhas surpresas desconfiadas). Seria um comentário normal?

Com o envelhecimento ativo, dado pelos sentidos e com a vida a caminho das últimas etapas. A resultante das dezenas vivências compreendidas dá que pensar!: bárbaras, tanto as terrestres como mesmo as estratosféricas. Há que ter em mente os meios culturais novos e as máquinas de informação, a baterem insistentemente à porta dos conhecimentos! As maldições dos vídeos deviam ser escolhidas conforme o interesse social e formativo. Sintonizar as rádios, televisões, cinema, teatro e notícias de papel deviam estar debaixo de instituições, a cargo da formação constante da governação, para a cidadania.

Repetir, repetir as desgraças só por si, quando não por serem bárbaras ou grosseiras, é rude e torpe. São chamadas as não notícias!--- “Mentiras repetidas passam a verdades”! Nas estórias populares, e até, em muito credos não deixam de estar presentes, basta ver a Virgem Maria com Cristo Crucificado no regaço! Só a obra superior de Michelangelo, decorridos os anos é feita, em pura harmonia, na sua célebre e muito famosa Pietà. Nunca vi estátua tão perfeita como a Virgem de Cristo descido do Santo Lenho, exposta na Basílica de São Pedro, do Vaticano.
           
Parece que as TVs têm prazer e “gozo” a ganharem euros e elevarem a economia do país, mas à custa de sacrifício de tanta desilusão, valerá apena? Não. A corrupção, a patifaria e as guerras sucessivas, são, cada vez mais de menor piedade. No lugar de nascidos para o amor e alegria, vemos o Vale de Lágrimas mais cheio de mesquinhos!

E a guerra das audiências? E as vendas? Menos leituras (pouco se lê); mas, os desenhos progrediram, e evoluíram muito os bonecos. São giros com os balões de calão ou piadas surdas... Outro tempo: cinema e teatro, mesmo ao ar livre; romarias e serenatas de cada aldeola tinham as suas Comédias; e os estudantes citadinos, em férias, ensaiavam peças aos (as) analfabetos. O amor não andava só! Os bombos, as concertinas, os ferrinhos, as gaitas de lábios, compradas, pela feira de Santo António, com os chapéus de palha, assobios e alparcatas. A branquinha, menina Branca João, a estudar no Porto, e ao usar a sua palhinha fazia sorrir o avô... Enquanto tocava o bombo e batia palmas.

A gente graúda da Terra: senhores Regedor, presidente da Câmara e a senhora Professora (Regente Escolar), de chinelas nos pés, faziam levantar o pó do terreiro ou da eira de secar os cereais!

Os foguetes deitados e a estrelejar na serra da Durinha, faziam o povo pasmar e a rapaziada a lutar para as canas, ainda fumegantes, nas lameiras da abundante fonte!

As canas limpas e estonadas, passadas pelas labaredas da lareira, eram trofeus de guerras dos viriatos, acompanhando as croças, no apanhar vides e na vareja dos olivais!

Durante o tempo do desfile da procissão, os cortejos dos anjinhos e banda musical, com as notas cadenciadas, todos gostavam de fazer afagos às cabeleiras dos figurantes, recordando os tempos de idos!

É digno de perceber ou escutar as várias leituras litúrgicas ou o curto sermão do S. Prior imaginar, durante os trajetos da procissão.

Forçar os carateres para o envelhecimento bem ativado dá um coração forte e bem “medicado” --- bem ouvi pronunciar ao Zé do Vale, quando perfez os cem anos da sua idade!|

Um humano de barba ou cabelo escuros, quando festeja oitenta de vida, causa espanto...

Porto, 1 de junho de 2018

                                                                *José Gil Correia Monteiro

segunda-feira, 14 de maio de 2018

CONTRIBUTOS EXTERNOS


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»»   JUVENTUDE   ««

                                                                        

Gil Monteiro*


Juventude será Primavera?!
Acho que sim. E com mais obrigações.
O ar inspirado é muito de cheiroso,
  Zonas temperadas  não tem restrições!
As amplitudes térmicas amenas:
 Os passarinhos catam as penas.
Ninhos, gorjeios e sementes entre flores!
Tudo pensa e espalha amores.
As Soluções térmicas são prédicas (a pedido)
Nada de prisões ou canto retido.
No equinócio da Primavera, a manhãs de neblina
Os cânticos afina,
Açucenas rogam a Sagrada Família.
As florinhas coram e perfumam os montes.
Gozam-se as nascentes e fontes!
  ---- A Maria Avelina diz do Cuco,
 Ouve nos montes cantar: Cuco... Cuco:
Se apanha dois pios, diz para o Francisco,
 No Ano Novo, vamos casar!!!...
                                               ---- Montes da Beira?!
Menina Solteira (!)

Porto, 24 de abril de 2018
*José Gil Correia Monteiro                                

quarta-feira, 4 de abril de 2018

CONTRIBUTOS EXTERNOS


NAMORISCAR

                                                                          
    Gil Monteiro*


São necessários os divertimentos? Regidos pela comunidade?
O conjunto variegado de namoricos davam frutos.
Pelas terras vizinhas passeavam os galanteadores,
Frequentavam tabernas pois cafés ainda não havia.
Jogava-se, bailava-se ao som da grafonola ou gaita-de-beiços,
Havia refrescos à venda, tremoços e pão doce da Teixeira.
Os ensaios das comédias divertiam mais que a Banda Desenhada.
Os feriados e as festas litúrgicas, com Endoenças da Páscoa,
Faziam repinicar o sino,
Na igreja, o Senhor Prior cantava e rezava baixinho!
Casamento aldeão: o Zé Povinho tinha
Tinha pagode e “barrigas” cheiinhas;
Os trabalhos, segunda-feira, eram suspensos nas vinhas
Os convidados de vestes festeiras e domingueiras,
Noite dentro, nas ruas regadas, ardiam fogueiras.
A música ao som dos foguetes que estrelejavam
E corações dos noivos perlavam.
Dia de casamento, de chuva abençoada,
Até o Sr. Abade saltava na calçada!...

Porto, de março de 2018
*José Gil Correia Monteiro
jose.gcmonteiro@gmail.com

segunda-feira, 19 de março de 2018

CONTRIBUTOS EXTERNOS



LIVRO TIBETANO DA VIDA
                                                                                             
Gil Monteiro*

 Ler no do 20º aniversário, do clássico espiritual e bestseller internacional, e em 2ª edição, as quási 600 páginas, foi preciso uma boa disposição.
Bastou considerar o interesse da nossa própria meditação, evolução conforme a idade cronológica, a aflição de tanta leitura se iria a fazer e adaptar-se bem, assim foi...
 Ler o índice, folhear laudas, que até as respeitantes de o prefácio de Sua Santidade O Dalai Lama, deram o ânimo --- viver sem grandes pecados era  um luxo!
Os textos são evangélicos que recordam a existência dos nossos santos: Jesus, Pedro e Paulo, e outros. Por bem escritos, em português, recordam Padre António Vieira.
As páginas escritas por Sua Santidade O Dalei Lama propiciam ótimos conceitos de formação, mesmo “evangélicos”, semelhantes às de índole cristã ou recados para os Judeus e Maometanos. Não discutem doutrinas ou favorecem louvores. Apenas descreve um Criador interessado no Bem e na Alegria. Só apresenta faculdades de louvar o Espírito Eterno criar os seres vivos nos caminhos seguros extraterritoriais. Diria mais: Tratar convenientemente a Natureza, animais domésticos ou selvagens, solos e tipos de revestimentos vegetais, tanto nas elevadas montanhas e profundas placas tectónicas!...
A tecnologia de um melro a construir o ninho (...) muito tem que ver com as modernas maternidades das mágicas ações espaciais! Antigamente, os alunos da primária levavam ninhos desativados para serem observados na sala de estudo, entre os tempos dos ditados, redações, contos ou música; o tempo da ginástica era apenas no recreio, pela manhã ao tom das badaladas da sineta! O lugar onde as aves põem os ovos são belos e eficientes! Os componentes e variedades de materiais de construção estão num perplexo de estudo e evolução, e aplicação prática. Os ninhos de melro ou de gaio (penas matizadas) a cascas de ovos coreis variegadas e giras!...
Os bicos e patas além de serem peritos nas escolhas de pelos de bois para forrarem os leitos dos filhotes, semeiam os soutos e nogueirais.
A maior parte do Livro Da Vida entra em reflexão a Mudança e a Natureza da Mente, e Trazer a Mente para Casa...O Caminho Espiritual torna-se a Essência mais Profunda. Somos colhidos na vigília forte e voluntária para ajudar Quem está a Morrer.
Ajudar a morrer é o processo arte produtivo dos piedosos amigos e conhecidos seres vivos. Até os cedros e raposas lembram a alma que se está a preparar para a via gem de ida e de retorno na reencarnação. Formar bem o Espírito é, romaria do Além, com é o alegre caminho do Espiritual e fé no Novo Mundo duma magia, onde a dor se “evapora” e a comunidade ressuscita em redor de júbilo e prazer: contemplar O Criador e jogar Yoga com os amigos doutrinários!
Qualquer semelhante se torna mais querido nas horas da morte: depois dos desabafos finais; os abraços últimos tiram as dores e dão forças aos caminhos de O Buda ou mestres Budistas.
Mesmo os chineses, dominadores dos povos tibetanos, não são amaldiçoados no tempo de preparação da Morte.
São meigas as palavras dos budas. Por vezes, o autor do Livro tem decorrer aos neologismos para as semânticas de fim de vida e mortalidade de palavras semelhantes! Serão como as orações cristãs?! Reis Magos: o ouro, mirra e essénio.

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

CONTRIBUTOS EXTERNOS

#  E P I F E N I A  #
                                                                 
   Gil Monteiro*

Festividades consagradas à adoração dos Reis Magos e ao Menino Jesus.
Era, e ainda vai sendo, as Festas do Natal e das prendas, que não passavam dos piões (bicos de ferro e várias “baraças”), piões facetados e rapas de tira e deixa; e pinhões de pinheiros mansos; pedras de ardósia da serra de Valongo, eram os “livros” para as contas, redações e desenhos, enquanto o “regrão” se mantinha afiado, ou se afiava! Até os bocados partidos se utilizavam, ou serviam para jogos de trocas, comos os grãos de feijoeiros; pinhões e confeitos gostosos. Os brinquedos de rodas e varas para mexer as asas de pombas, palhaços de circo, conjuntamente, com os coloridos carros de lata, pareciam mais que reais!
Como os pedidos têm muita força, e as alegrias são muitas, os segredos das prendas eram conhecidos após a Missa do Galo. Os de maior volume ficavam para o nascer do sol mais, brilhante do que nunca, no meio da neblina, chuva de neve miudinha!
Alguns brinquedos entravam em exercícios, à luz dos lampiões, nas escadinhas da capela, enquanto o Sr. Prior regia os cânticos natalícios e os socos invernosos, cravejados de tachas, batiam no empedrado granítico.
O crepitar dos cavacos nas lareiras, ia festejando a opípara Consoada do bacalhau, polvo e rabanadas! Depois eram as leituras, contos orais e jogatinas!...
Os confeitos e rebuçados passavam, pelas faringes enfumaradas, deglutidos a sumos de tangerinas e água-pé. A Noite-Bela era festejada a cálices de vinho do Porto, colhido nas quintas rio Pinhão!
A noite só terminava com a ida de novo à Capela beijar os pezinhos do Deus - Menino, agora já calçado, pois o tempo e o Templo eram bem gelados; apesar dos saltos e das correrias, e o nevoeiro não deixar arrefecer demasiado a atmosfera!
Apesar de se saber que os seres vivos nascem, crescem e morrem, conforme o local terrestre, imploravam o bom tempo para as crianças e pobrezinhos, ainda que o Sr. Abade ordenar aos mortos-vivos de irem para o Paraíso (!)...
Ao ler, numas férias do Natal, na aldeia transmontana, o famoso romance “ Mãe” do russo Máximo Górki, tive que guardar as lágrimas nos olhos de tempestades e dores! Jesus salvou e salva os apertos do coração, ainda que o feriado do dia de Reis tenha sido extinto.
Se os seres, das bactérias aos vírus crescem aos milhões, os elefantes e baleias aos milhares; já na existência terreal o contrário e os ciclos rápidos e longos, mesmo nos bons sulcos, não dariam equilíbrios na evolução biótica dos trilhos...
Voltar a ler Crime e Castigo de Dostoiewsky e a obra-prima Guerra e Paz de Tolstoi, faremos a introspeção da nossa alma da homeostasia de caminhos culturais; e criatividades religiosas.

Vivam os Reis Magos e os seus reinados, e todos os seres representados nos Presépios.

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

CONTRIBUTOS EXTERNOS

# ANIMALEJO #
                                                                             
Gil Monteiro*

Animalejo é referido a um pequeno ser ou às ações brutas, malfazejas, por ele praticadas, aliadas a atividades mesquinhas; ditas por pessoas “miudinhas”!
O conceito de animal minúsculo leva a pensar na origem da vida e da evolução dos entes, desde os microscópios aos mastodontes, das baleias aos elefantes. As neociências serão capazes de ressuscitar os mamutes fósseis da ásia?! Há quem pense o impossível! Basta conhecer o ADN fóssil? Novos e importantes conhecimentos estão sempre a surgir...
As leis da vida serão, cada vez mais, tidas como mistérios. Assim, no matutar do profundo supor: (Como fomos criados e como será o “amanhã”?) Não temos uma filosofia ou políticas completas para responder aos inquietos pensamentos. É necessário não perder a esperança e acatar as descobertas, de melhores dados científicos, para tranquilizar as crenças naturais, tidas ou prognosticadas.
Somos eternos?! Sim, Senhor do Céu. A seguir ao destino terrestre, teremos o tempo da alma. Deus não é vingativo: não extermina os espíritos impuros pelo fogo do “Inferno”, pois, além do mais, são imateriais!
No juízo final último haverá a compaixão divina. Jesus Cristo teve vida terrena e passou pelos perigos dos falsos juízos dos humanos, bons e maus; o portar-se mal tem numerosos significados. O que é ser um justo?!
No materialismo existe a tendência, conforme as doutrinas, da defesa dos assuntos naturais, tanto sociais como mentais. Deus foi apenas o Criador para as substâncias se transformarem! E os milagres?!
 Interpretação da filosofia materialista ou lógica:
Deus, o primeiro motor, após o ato da criação, deixa de interferir no material cósmico; as partículas seguem os caminhos programados, nos inícios dos princípios. No final do Big - Bang, que terá dado a formação do Universo, restará a matéria cósmica, ficaram as almas e os tipos de energias iónicas e a morte: o que será falso! As nossas caveiras podem durar milhões de anos, mesmo sem serem fossilizadas. É o fim de um ciclo.
Simplificando: as galáxias, surgidas na explosão do Big-Bang, ficarão inertes --- evolução dos elementos atómicos, sem contar com a reconversão da matéria biótica.
Somos marionetas? Não. O materialismo, mesmo dialético, tem a religião, desde o berço até à libertação da alma, nas formas das diversas expressões terrenas e celestiais.
Entre o Bem e o Mal as leis são usadas.
A Filosofia não é uma ciência, ainda que conheça as suas leis e interprete o desenvolvimento intelectual, e conheça os tipos de políticas e religiões.
Uma tribo africana ou de índios americanos têm as suas crenças e os seus rituais.
Mesmo como jargão, torna-se necessário a velha lei de Lamarck: “A função faz o órgão”.

Porto, 10 de outubro de 2017

*José Gil Correia Monteiro

terça-feira, 3 de outubro de 2017

CONTRTIBUTOS EXTERNOS

C0ELHO JUVENIL

                                                                              Gil Monteiro* 

Big-Bang causou a formação do Universo
E o reino das fadas do Nosso Céu.
Na evolução de milhões de anos, apareceu a bicharada,
Assim nasceu o Coelhito da boa fada:
Orelhas grandes, rabo curto, mas muito arguto.
  Virou a ser corredor, patas traseiras compridas,
Dianteiras a afocinhar, e com os manos para brincar!
Cabriolar era perito, saltava nas ervas, era um cabrito.
Corpo mimoso de pelo branco a brilhar,
Tentava cofiar, mesmo à noite ao luar!
Era o zé-pagode, entre cinco irmãos.
 Bigode de rei, batendo o record nos saltos longos,
Tinha direito a palmas da avó, uma chata.
Na lagoa, observou o barco do feiticeiro,
Correu, pulou para lá chegar primeiro!
Houve festança. Até nos pais despertou os risos.
O arraial teve estrelas e luzes de pirilampos,
Foguetório, e gaios a voar do ninho.
Quando os insetos deixaram de luzir
A festa estava no ponto de se extinguir.
 
* José Gil Correia Monteiro                                                                        
  Porto, 20/7/17                                       

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

CONTRIBUTOS EXTERNOS

  GOLFINHOS  

                                                                          Gil Monteiro

São animais muito inteligentes. São meigos e sociais. Brincam com os adultos e com as crianças. Mostram um focinho alongado, parecendo fazer beicinhos, quando brincam. Vivem em grupos. Colaboram tanto na caça como nas atividades aquáticas. Os roazes são parentes próximos, de focinhos mais curtos e mais escuros, onde a boca baixa é mesquinha e também pequena. São muito vorazes.
Os golfinhos, cetáceos espertos, foram utilizados na 2ª guerra mundial como materiais mortíferos, contra as marinhas inimigas. Eram carregados, com bombas, nos combates, principalmente aos submarinos. Foram os primeiros terroristas aquáticos, nos ataques aos cascos de aço dos navios.
Pobres seres! Tão bonitos, capazes de conviverem com os humanos, e tão mal tratados!?
Num naufrágio, um sobrevivente foi salvo, graças à sagacidade de um golfinho, que o arrastou para a praia de areia seca! No regresso ao mar alto saltou, bateu as barbatanas, e disse adeus ao marinheiro, livre de perigo!... O ato tem o seu encantamento!
Tive o privilégio de ser contemplado com o nome mareante golfinho, na primeira passagem da linha do Equador de barco de passageiros. Fui julgado, e sofri tropelias do arco- da- velha. Mas, tive no final um lindo diploma de “nascimento”, com um risonho desenho do animal na capa, e colorido! Passei a ter o cognome de um ser marinho simpático. Alcunha dada no final do julgamento, na linha mágica do Equador!
Aprecio, mas não gosto de tatuagens, mas uma pequena, feita no pé direito, a cores aceitava-a com prazer, do animal mais fino do Mundo!...
Não tardam os dias que as pessoas serão todas tatuadas, inclusive no rosto e mãos. Entretanto, os chips via Internet, já vão sendo gravados na derme e epiderme! Mesmo impressos, os cetáceos dão sorte e ventura.
São de vida limpa e não agressivos.
Nas idas aos zoos marinhos assistimos a espetáculos encantadores desses animais: cabriolas, saltos, meiguices aos tratadores, nadarem de cauda de pé, e darem beijinhos aos assistentes da volta das piscinas, principalmente às crianças!... Vê-los a saltar, para apanharem peixes atirados, é melhor que ir ao circo, onde as feras estão em extinção (!), restando os cavalos, cães e alguns gatos (grandes saltadores).
Os golfinhos são maravilhosos, asseados e dóceis. Apenas os cordeirinhos se assemelham nas meiguices e cooperam nos afagos!
Ser pastor de anhos, nos lameiros e montes, é uma beleza e uma arte. Os atos fornecidos e recebidos são encantadores. Alguns jovens, mesmo com cursos superiores, estão a procurar as serras e as charnecas para vivem, e serem pastore e agricultores!...

José Gil Correia Monteiro