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segunda-feira, 14 de abril de 2014

Do que é capaz o Barroso!

Já nos bastavam Passos Coelho, o político mais mentiroso, no activo, na reserva ou até no cemitério; Paulo Portas, o mais malabarista de todos os políticos, capaz de revogar a troco dum prato de lentilhas uma qualquer decisão que considerou irrevogável; e Cavaco Silva, o Presidente da República completamente ausente dos principais problemas que afligem o comum dos portugueses; e eis que aparece Durão Barroso, um ex-maoista que, posteriormente convertido à Direita, chegou a ministro e a primeiro-ministro de Portugal e foi escolhido para capacho, perdão, para Presidente da Comissão Europeia por Merkel, Sarkozy e outros dirigentes europeus neoliberais.
Quer o ex-maoista Barroso limpar e até elogiar a sua(triste) figura com o objectivo de poder ser candidato nas próximas eleições para a Presidência da República, já que o tacho da Comissão Europeia está a chegar ao fim – já não precisam dele, deram-lhe um chuto no… . Para isso, o dito Barroso tomou algumas iniciativas. Entre elas destaco duas (sem esquecer a malfadada entrevista que deu e que foi muito criticada por todos os comentadores):
-  Uma conferência sobre as perspectivas futuras de crescimento e emprego em Portugal e a importância dos fundos e programas europeus;
 -  uma sessão de propaganda no liceu Camões, à moda do Estado Novo, para que se soubesse que Barroso deu àquela escola uma parte de um prémio que lhe foi atribuído.
 A conferência serviu… para nada. A não ser, como disse Sócrates no seu comentário semanal, para Passos Coelho elogiar Barroso e Barroso elogiar Passos Coelho; Cavaco elogiar Barroso e Barroso elogiar Cavaco; e Barroso elogiar-se a si mesmo!
A sessão de propaganda no liceu Camões serviu para ficarmos a saber até onde Barroso é capaz de chegar por causa da sua ambição. Foi capaz de comparar o ensino de hoje com o dos tempos do salazarismo/marcelismo, que ele qualificava de ensino burguês nos seus tempos de dirigente maoista.
Do que é capaz o Barroso!   


       

quinta-feira, 3 de abril de 2014

BPN E BARROSO VS CONSTÂNCIO

"BPN COM O RABO DE FORA

(...)
Durão preocupou-se agora. E de repente lembrou-se: então e você não me pergunta sobre o BPN? Podia ter-se recordado mais cedo, talvez durante as duas comissões de inquérito que decorreram na Assembleia da República. Três conversas com Constâncio sobre um assunto deste calibre revelam insistência, desconfiança, algum fio de informação. Tinha o primeiro-ministro algum facto? Chegou-lhe numa carta anónima enviada por uma toupeira bem colocada? Entre uma bolachinha e as taxas de juro, lembrou-se do BPN de repente? E nos três bate-papos, 1,2,3, ficou sempre tranquilo com as respostas? Sugeriu à Procuradoria-Geral da República que olhasse para o assunto? Falou com os ministros das Finanças, da Administração Interna e da Justiça? Quando passou a pasta a Santana Lopes, apesar da pressa notória em abalar, mencionou a pequena inquietação, o BPN no sapato? São perguntas que a investigação e o tribunal ainda podem fazer. Devem fazer. Irão fazer?"

André Macedo in DN

Aqui está uma dúvida que já me tinha assaltado: o primeiro-ministro à época, Durão Barroso, convoca o governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, por causa do BPN, por 3 vezes e, não ouvindo respostas concludentes, fica calado, não reage nem dá conhecimento das dúvidas ou das informações de que dispõe a quem de 'direito'? E vem agora, tarde e mal e sem que tenha sido perguntado, levantar o problema? Se Constâncio foi ou não diligente não é problema que neste momento me interessa. Barroso foi cobarde, e foi-o a destempo. 
Ou será que Constâncio lhe recordou os chernes que estavam envolvidos no BPN e ele calou e engoliu?
Que pretende ele, agora, com a 'informação' prestada por sua iniciativa? Interrogue-se o homem para dizer tudo o que sabe, com provas em cima da mesa e sujeito a contraditório.