Mostrar mensagens com a etiqueta É urgente tomar medidas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta É urgente tomar medidas. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Futebol - Irresponsabilidade e/ou loucura?

O futebol é o desporto com mais paixões em todo o Mundo e de longe o que apresenta as maiores médias de audiências televisivas. Tenho ideia que o Campeonato do Mundo de futebol já ultrapassa em termos mediáticos e receitas publicitárias os Jogos Olímpicos. Por isso é chamado de Desporto Rei.
No entanto, como reverso da medalha, o Futebol é a modalidade desportiva onde se fazem os maiores atentados aos bons costumes, à sã convivência, à lealdade, à honestidade, à ética e sobretudo às leis. No futebol, toda a gente desconfia de toda a gente. E é corrente haver notícias sobre suspeitas de corrupção. E, por estranho que pareça, goza de uma certa impunidade dos poderes públicos.
Portugal não foge à regra. Por isso, muitos, ou quase todos, os clubes de futebol, agora transformados em SAD’s, gozam de (maus) privilégios que os comuns dos cidadãos e das empresas (sobretudo as pequenas e médias empresas) não gozam. Têm enormes dívidas ao Estado – Fisco e Segurança Social –, aos Bancos, a trabalhadores, a empresas, de um modo geral a toda a gente, e continuam a gastar aquilo que não têm. E que fazem as autoridades portuguesas? NADA!
E, pior de tudo: O futebol é dirigido por muita gente que pensa pouco, ou nada pensa, antes de tomar decisões importantes. O que importa é o presente. Contrata-se um jogador, um treinador ou outro alguém, sabendo que vai ser quase incomportável pagar-lhe. E depois? Depois?…, não se lhe paga. A ver vamos.
É por isso que todos ou quase os clubes em Portugal estão falidos. Contudo, continuam a gastar o que não podem gastar.
Temos agora presente o caso do Sporting – um dos chamados clubes grandes, juntamente com o Benfica e com o Porto – que, há muito considerado em falência técnica, vai contratar (ou já contratou?) o treinador Jorge Jesus por seis milhões euros/ano (até tremi quando escrevi isto), quando o Benfica achou incomportável pagar lhe quatro milhões. Mais, despediu um treinador, a quem vai ter que pagar uma indemnização, e que recebia doze vezes menos!
A isto chama-se o quê: Irresponsabilidade? Loucura?
Talvez as duas coisas e ainda outras.






terça-feira, 31 de julho de 2012

Caça à multa ou falta de fiscalização


Este ano, em seis meses, o Estado arrecadou 47 milhões de euros em multas de trânsito, praticamente o mesmo valor do que arrecadou todo o ano passado. E, se o ritmo das multas não abrandar, prevê-se que no fim do ano se atinja um valor superior aos 90 milhões de euros, praticamente o dobro de 2011.
Partindo do princípio que é difícil de imaginar que os portugueses estejam a prevaricar o dobro do que prevaricaram o ano passado no que diz respeito ao cumprimento do Código da Estrada, resta-nos admitir dois cenários : Ou as autoridades policiais levaram a cabo várias acções pontuais de grande “caça à multa”, ou estão muito mais rigorosas na fiscalização “dia a dia” das regras. Eu inclino-me mais para a primeira hipótese, pois continuo a presenciar autênticos atentados às regras de trânsito, todos os dias, tanto nas estradas como nas cidades. E não tenho dúvidas que a fiscalização “dia a dia” falha muito mais na cidade do que na estrada. Então na minha cidade, é o caos. Para lá do excesso de velocidade em algumas ruas, são inúmeros os casos de desobediência aos semáforos, de condutores e condutoras a falar ao telemóvel e, sobretudo, de carros estacionados onde é proibido fazê-lo ou até onde é proibido parar. Dou apenas um exemplo: na Rua S. João de Brito, no quarteirão entre as ruas Mota Pinto e das Andrezas, há placas que indicam proibição de parar, em ambos os lados da rua. Pois bem, todos os dias, incluindo Domingos, há carros estacionados entre as 9 e as 20 horas. É um autêntico atentado à autoridade do Estado. Como é possível, a polícia não passa lá? Passa, passa, mas não liga. Se ligasse…, talvez já só arriscasse um ou outro condutor. Mas há mais; muito mais!

sábado, 26 de maio de 2012

Situação insustentável


Já bastava o que nestes últimos dias tem sido noticiado sobre o relacionamento de Miguel Relvas com o ex-espião Silva Carvalho e, também, sobre as alegadas pressões e chantagem a jornalistas do jornal Público, para concluirmos que Relvas está enterrado no lodo até às orelhas. Mas o que hoje se podia ler em quase todos os jornais e ouvir e ver nas rádios e nas televisões, dá para concluir que até as orelhas já não se vêm. Ah, e pelos vistos a promiscuidade com o espião já tinha começado antes mesmo das eleições, no pressuposto de que o PPD iria ganhá-las e formar governo, o que diga-se até era previsível, mas era absolutamente reprovável. Dá para questionar: Como é que Relvas pactuou quando, pelo contrário, tinha obrigação de desmascarar a atitude de Silva Carvalho e dar conhecimento à Procuradoria Geral da República?
Mas, se estes casos a que Miguel Relvas está ligado, quer o caso das secretas, quer o caso das pressões a jornalistas do Público, lhe retiram a credibilidade política, o que dizer do facto de ter mentido ao Parlamento? Vem o ouvimos dizer: não, não…, e não. Afinal, concluímos agora que devia ter dito: sim, sim…, e sim. É grave que o coordenador político do Governo, como ele vaidosamente se intitulou, minta ao Parlamento. Nada disto pode, ou deve, ficar impune.
Temos um Presidente da República que se preocupa mais com ele do que com as obrigações que jurou cumprir, mas desta vez não pode assobiar para o lado. Perante estes reles acontecimentos tem que agir e rápido.  

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Espero que a CP não ceda. Seria uma afronta para todos os outros portugueses

Leio e quase não quero acreditar. O Sindicato dos maquinistas ameaça com nova greve. Ora, todos nós que queremos a democracia sabemos que a greve é um direito dos trabalhadores e, por isso, até está consignada na nossa Constituição. Mas, quando a greve é completamente despropositada, que apenas tem como fim fazer chantagem com a Administração da empresa, maniatando-a de modo a não poder exercer o poder disciplinar para quem não cumpre as regras e as leis e que, para além disso, prejudica os outros cidadãos, privando-os de um direito básico de poderem mover-se para cumprir as suas obrigações profissionais e familiares, a greve perde toda a sua legitimidade. Ora, os maquinistas têm consciência do mal que ocasionam, sobretudo àqueles cidadãos que não podendo recorrer a outros meios, ficam reféns deles. Esta situação não é tolerável. É preciso mobilizar a sociedade que tem o direito de exigir ao Governo que tome uma posição forte recorrendo se for preciso à requisição civil. Uma coisa é certa: A CP não pode ceder à chantagem dos maquinistas.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Apoiado

Apesar da sua já avançada idade, Mário Soares continua a ser o político mais lúcido a analisar as consequências da actual política portuguesa e da actual política europeia e até mundial. Daí ser o primeiro subscritor de um manifesto que pretende "mobilizar os cidadãos de esquerda que se revêem na justiça social e no aprofundamento democrático como forma de combater a crise". É uma pedrada neste charco, cuja água já fede, tanta a porcaria que tem sido feita nestes últimos tempos. É também um alerta aos cidadãos para que estejam atentos e não consintam que o neo-liberalismo sem regras, imposto pelos mercados financeiros, destrua os serviços públicos essenciais como a saúde, a educação e a protecção social a todos os cidadãos, principalmente aos mais idosos e aos mais desfavorecidos.

Entendo que este manifesto é também uma bofetada de luva branca aos dirigentes actuais do PS, sobretudo ao seu Secretário Geral que, dizendo-se amarrado pelo acordo celebrado com a troika, não faz uma oposição consistente de modo a ganhar a confiança dos portugueses. E são muitos os portugueses que se sentem traídos pelo Governo.

Quero manifestar o meu total apoio ao manifesto e pedir a todos os cidadãos da área política da esquerda democrática que também o apoiam, sobretudo aos que são militantes do PS, que o digam publicamente. Pode ser que acordem o líder para a realidade

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Afinal a chamada do PPD para o INEM, nem foi a sério, nem foi a brincar, dizem eles!

É evidente que a confissão da deputada do PPD Joana Barata Lemos, sobre a já célebre chamada para o 112, causou mal estar no seio do próprio partido e, sobretudo, no grupo parlamentar. Que houve chamada para o 112, houve, e que a divulgação da mesma no Parlamento, por uma deputada que pensou estar a fazer um figurão, causou polémica e indignação em muitos portugueses, também é verdade. Por isso o grupo parlamentar do PPD, veio agora deitar-nos poeira para os olhos e dizer que sim senhor houve chamada para o número europeu de urgência , ou seja, o número para o qual ligamos quando queremos pedir socorro , mas que a dita chamada, nem foi verdadeira, nem foi falsa. Então o que foi? Quando alguém liga para o 112, liga a pedir socorro. Caso contrário está a brincar com coisas sérias, não está? Claro que está. Mas o PPD, em vez de pedir dsculpas ao INEM veio fazer aquilo a que se costuma designar por : "ser pior a emenda do que o soneto". Até dava vontade de rir se não estivessemos a falar de algo que pode ter influência na vida das pessoas. A quem entregámos a nossa representação parlamentar!

sexta-feira, 15 de julho de 2011

As baixas policiais

Já foi tratado neste blog a estranha coincidência de pelo menos vinte e nove polícias da esquadra do Bairro Alto terem metido baixa (assim noticiam vários órgãos de comunicação social), imediatamente a ser conhecida uma sentença do Tribunal Criminal de Lisboa, que condenou a quatro anos de prisão efectiva dois agentes que terão agredido um jovem alemão.

Não posso perder esta oportunidade para fazer um apelo ao Bastonário da Ordem dos Médicos, no sentido de tomar posição sobre esta mais que estranha coincidência de adoecerem quase metade dos efectivos de uma esquadra de polícia. E, para lá de estranha, esta coincidência é referida pelos jornalistas como sendo um acto de "solidariedade com dois colegas condenados a prisão por agressões em esquadra de Lisboa". A ser assim, somos levados a pensar que todos ou quase todos aqueles polícias faltosos estavam tão doentes quanto estavam os outros seus colegas que se apresentaram ao serviço. O próprio presidente de um dos sindicatos da polícia veio lamentar a "posição extrema a que se chegou" e veio dizer que a pena aplicada aos agentes condenados é muito dura quando comparada com outro tipo de sentenças relacionadas com casos mais graves. Daí poder entender-se que as baixas não são mais do que actos de protesto levados a cabo com a conivência dos médicos que atestaram as respectivas doenças. Está, então, em causa um acto médico absolutamente condenável. É preciso acabar com estas situações e credibilizar, de uma vez por todas, os atestados médicos.

E o que diz o senhor ministro da Administração Interna? Não é a primeira vez que uma situação destas ocorre na PSP. Intolerával. É preciso tomar medidas.