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quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Imbecilidade ou cretinice?

Há bons jornalistas no nosso país e alguns destes bons jornalistas estão na RTP. Mas, como muitas vezes já manifestei neste blog, também os há muitos maus e, entre os maus há alguns que se portam como autênticos cretinos. E a RTP, sendo embora uma estação de televisão de Serviço Público, também tem jornalista desta espécie.
José Rodrigues dos Santos pode ser um bom escritor, ou até um bom pai de família. Mas, como jornalista e, sobretudo enquanto pivô do telejornal não presta. Já todos vimos aquela criatura a fazer tristes figurinhas no telejornal, sobretudo quando acaba.
O Prof. Alexandre Quintanilha, eleito agora deputado pelo PS na lista do Porto, é um conceituadíssimo investigador científico e professor universitário, agora jubilado por limite de idade. Tem um invejável currículo universitário, não só em Portugal, mas também no estrangeiro e, como homem honesto que é, nunca escondeu a sua homossexualidade.
 Ontem, com o telejornal da RTP muito próximo do fim, é apresentada uma peça sobre alguns deputados eleitos e de entre eles referia-se o facto de o Prof. Quintanilha ser o deputado mais velho. José Rodrigues dos Santos, com aquele ar imbecil que tanto gosta de fazer diz: “O deputado mais velho tem 70 anos e foi eleito ou eleita pelo PS”. Eu, que estava a ver o telejornal, ao ouvir isto exclamei: “Que grande Cretino!”.  
Desta vez a imbecilidade de JRS foi longe de mais. É preciso que quem de direito e com poder tome a atitude que se impõe nesta situação que é grave. Foi ofendido de forma vil e rasteira um deputado eleito pelo Povo.

Mas não esperemos uma atitude séria da Administração da RTP, já que o comunicado que emitiu sobre o incidente é vergonhoso.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

É preciso dinheiro? Paga o "ZÉ"

Não há dúvidas, cada vez mais somos governados com os princípios mais primários dos tempos do Estado Novo. Agora chegou a vez da RTP. O Governo já deu várias cambalhotas para resolver, dizem eles, os problemas que a estação de televisão pública causa às finanças do Estado. Pois bem, como em todas as outras soluções que o governo inventa para resolver (?) os problemas que vai enfrentando, a solução vai ser: mandar trabalhadores para o desemprego e, se não chega, o resto paga o “ZÉ”.

Assim, é hoje noticiado que a chamada contribuição audiovisual que já pagamos, queiramos ou não na conta da Luz, vai aumentar para financiar o plano de reestruturação da RTP. Assim é fácil governar!

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

O Estado de Direito funcionou desta vez

O Estado de Direito funcionou desta vez. A Comissão Nacional de Eleições, após analisar as queixas do PS e do PCP considerou, e muito bem, que a entrevista a Passos Coelho prevista para o próximo dia 10, Terça-feira, no âmbito do novo programa “O País Pergunta” não deve realizar-se, uma vez que “um programa de entrevistas com responsáveis políticos, com o formato anunciado pela RTP, apenas pode ter lugar fora dos períodos eleitorais”. Ninguém com bom senso podia esperar outra decisão. Mas, pelos vistos, bom senso é coisa que está a faltar na RTP, principalmente ao seu director de Informação, Paulo Ferreira, que parece não querer aceitar as instruções da CNE.

Entretanto, Passos Coelho, numa jogada de antecipação, e temendo que os custos políticos duma entrevista polémica podiam ser maiores que os ganhos, declinou o convite, “perante as circunstâncias actuais, às quais é completamente alheio”, disse. Que remédio, digo eu.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Uma vergonha!

Mais uma machadada no serviço público de televisão dada pela RTP.

A RTP resolveu, e bem, criar um programa na área da informação, em que um líder de um partido político é confrontado, em directo, com perguntas de pessoas de diferentes escalões etários e profissões, que estão numa plateia. A RTP resolveu, e bem, começar as emissões do programa com o líder do partido com maior representação parlamentar – Passos Coelho, líder do PSD. A RTP resolveu, e aí não sei se bem, se mal, que o programa não terá emissão regular e que apenas terá duas ou três emissões anuais, “para que não se banalize”. Mas a RTP resolveu, e mal, mesmo muito mal, que a primeira emissão, com Pedro Passos Coelho, irá para o ar a poucos dias das eleições autárquicas. Pergunto, porque não depois das eleições? Esta atitude da RTP configura uma situação de frete e subserviência do serviço público ao poder político instalado, própria de países com eleições, sim, mas com governos autoritários, de que é exemplo mais usual na actualidade a Venezuela do falecido presidente Chavez e do actual presidente Maduro. Que vergonha! 

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

É preciso saber toda a verdade


Ontem fomos surpreendidos com a notícia de última hora, segundo a qual Nuno Santos, o então director de informação da RTP, tinha pedido a demissão do cargo, a qual foi aceite imediatamente pelo Conselho de Administração. Mais tarde era noticiado que o motivo da demissão teria sido a entrega à PSP de imagens não editadas ou exibidas da manifestação junto ao Parlamento no dia da Greve geral, e da carga policial então ocorrida.
Entretanto, Nuno Santos garantiu que com o seu conhecimento ou autorização nenhumas imagens saíram da empresa para qualquer entidade estranha à mesma. Mas o Conselho de Administração, ao contrário, garante que foram facultadas imagens dos incidentes a estranhos, sem ter sido consultado ou informado. E agora, quem fala verdade, Nuno Santos ou a Administração liderada pelo senhor da Ponte que, apesar de ser considerado pelos seus compadres Relvas & Companhia um bom gestor, já provou que de comunicação social em geral e de televisão em particular muito pouco ou nada percebe? De qualquer modo é urgente que se apure a verdade, pois podem estar em causa comportamentos ilegais (para não lhes chamar pidescos) de muita gente, incluindo da PSP. Os cidadãos, mesmo aqueles que se portam mal, não podem estar sujeitos a escutas ou captação e posterior visualização de imagens sem autorização de quem de Direito.
E já agora: Porque não pôr a hipótese de Nuno Santos ter caído numa cilada? Não é estranho que Relvas já tenha vindo dizer que não teve qualquer intervenção no caso de cedência de imagens da RTP?
Será que não?   

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

PODERÁ SER?

Leio por aí que o untuoso Mário Crespo foi convidado pelo ministro Relvas, à revelia da direcção de Informação e da própria Administração da RTP (a quem compete a indicação e a nomeação, respectivamente para tal cargo), para correspondente permanente de tv pública em Washington, que se encontra actualmente vago.
O oleoso Crespo diz que diz que não foi formalmente convidado, embora se sentisse honrado e capaz de desempenhar a função. À bon entendeur...
A ser verdade, assistimos ao que era veementemente, condenado ao anterior governo. A ser verdade, poderemos estar perante o pagamento de favores feitos ao longo de alguns anos. E, a ser verdade, a direcção de Informação e o próprio presidente da RTP só têm uma porta à vista, a que dá acesso à saída. Se calhar, é que o ministro Relvas pretende sem ter o ónus do despedimento.
Ou teria sido o dono da SIC a meter uma cunha para se ver livre do sujeito?
Aguardemos para (tv)ver.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

RTP VS ECONOMIA

Contra a maioria dos interessados, mormente das diversas empresas do ramo, bem como das de publicidade, parece que a RTP "tem" que ser privatizada. Para "acomodar" a decisão, que abrange a RDP e a Lusa, foi nomeado, como é de bom tom, um grupo de estudos, presidido por um economista que se tornou conhecido nos últimos meses através, precisamente, dos canais televisivos, onde debitava os seus inúmeros conhecimentos sobre economia e finanças, que não contesto, e que chegou a ser apontado como ministeriável, mas que foi preterido.
Pronto, preparem-se: um canal, o 1.º, obviamente, vai a leilão lá para o final do ano.
Bom, isso se o dr. Balsemão não de deslocar, entretanto, à Casa da Coelha a clamar contra a enormidade.