quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

PANTERA COR DE ROSA


Morreu, aos 88 anos, Blake Edwards, realizador do Pantera Cor de Rosa (e inspector Clouseau)

ACONTECE

Já muitos disseram o que havia a dizer sobre Carlos Pinto Coelho. A mim, resta-me agradecer-lhe o que considero o melhor programa cultural que até hoje passou na RTP.

ELOGIOS

Segundo o El País, consta dos documentos da WikiLeaks a visita de uma delegação do PS à Embaixada americana em Lisboa, onde terá sido afirmado que Ana Gomes é "uma senhora muito excitada, pior que um rottweiller à solta" e que (frase atribuída a José Lello) a ala mais à esquerda do PS é um grupo de "alegristas".
Elogios a camaradas...

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

ATÉ ÀS CALENDAS

O caso BPN começou a ser julgado hoje, mas já foi adiado para 19 de Janeiro. Muita água há-de ir parar ao mar até o caso ser, definitivamente, julgado, palpita-me.
Oa pauzinhos na engrenagem não hão-de faltar...
Entretanto, como ninguém oferece um chavo pela coisa, lá teremos que aguentar uns bons milhões...

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Os debates dos candidatos

Começaram hoje os debates televisivos (dois a dois) dos candidatos às eleições presidenciais. O primeiro frente-a-frente foi entre Francisco Lopes, o candidato escolhido desta vez pelo Partido Comunista para marcar a habitual presença, e Fernando Nobre, talvez o candidato das pessoas da esquerda não comunista que não querem votar em Manuel Alegre e da direita que não querem votar em Cavaco Silva.
Ambos trocaram algumas acusações com pouco sentido. Francisco Lopes, como era previsível, usou os argumentos da "cassete comunista" para justificar a sua candidatura, enquanto Fernando Nobre se apresentou como o candidato anti-partido, precendo querer capitalizar um certo descontentamento que existe na sociedade, neste momento de crise. Não me parece que qualquer um deles tivesse angariado um só voto dos eleitores indecisos.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Quem governa é o governo

Numa altura em que a qualidade do nosso sistema educativo tem sido elogiada, até por organizações internacionais; quando se sabe que o resultado da avaliação dos nossos alunos sofreu uma evolução impressionante, que nos põe a par de alguns dos países mais desenvolvidos; quando se aponta Portugal como um dos exemplos de que as "políticas adequadas de educação são eficazes na luta contra o insucesso escolar";
vêm duas associações de directores escolares falar em instabilidade nas escolas, criada pelo Governo. Ora, não me parece que escolas instáveis conduzam a que os alunos melhorem os seus conhecimentos.
Dizem também os pretensos senhores directores que a situação se está a tornar insustentável e que, por isso, vão reunir-se e forçar a abertura de novos caminhos que permitam encontrar soluções ..., quais soluções?
Quem define a política educativa é o Governo; quem fiscaliza os actos do Governo é o Parlamento; e quem julga os actos do Governo é o Povo, quando é solicitado a pronunciar-se em eleições livres. As associações de directores são importantes, como o são os sindicatos de professores e de outros profissionais ligados ao ensino, bem como as associações de pais e de estudantes. Mas ... , quem define a política educativa é o Governo, porque é o Governo que governa.

domingo, 12 de dezembro de 2010

O REI

Atendendo ao pedido de várias famílias, e embora com muitos a variados sacrifícios, parece que o Rei Alberto I (O Único e Eterno Líder) se vai recandidatar a mais um mandato no seu Reino das Bananas.
Bom proveito.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Tudo serve para a campanha eleitoral

Agora que já cheira a eleições presidenciais, Cavaco Silva serve-se de todos os actos públicos em que participa como Presidente, para falar como candidato a novo mandato. Ainda hoje participou na apresentação da campanha "Direito à Alimentação", mais uma caridadezinha que duvido venha a resolver ou até a minorar os problemas de fome no nosso país, para fazer declarações demagógicas sobre o facto de haver portugueses que passam fome. É evidentemente, como diz Cavaco Silva, um problema que nos envergonha a todos, mas que deve envergonhar mais o português vivo que mais tempo governou Portugal e que, como nenhum outro, recebeu milhões de contos por dia da União Europeia. Que, governando oito anos com uma sólida maioria absoluta, não foi capaz de fazer reformas estruturais na justiça, na saúde, na educação e de um modo geral em toda a função pública para não enfrentar os lóbis das associações sindicais, patronais e de outras corporações com poder reivindicativo.
Cavaco Silva esquece-se que desde há mais de trinta anos ocupa alguns dos mais altos cargos do Estado, e o que fez ele em prol da erradicação da fome em Portugal? Porque infelizmente os problemas de fome no nosso país não são de agora.

CAMPANHA ELEITORAL

A campanha eleitoral, oficial, nas tvs, chega cedinho: decorrerá na época natalícia, a mais indicada para a função. Enquanto se mastiga uma fatia de bolo-rei ou uma rabanada, dá-se uma olhadela para o écran e abanamos a cabeça em sinal de assentimento com as posições assumidas pelos candidatos nas suas elequentes e cristalinas frases. Também espero que os entrevistadores não façam perguntas embaraçosas aos candidatos (género mais-valias para-bolsísticas, escutas de qualquer espécie ou sobre a saúde de amigos não-presentes), dada a quadra que atravessamos em que é suposto sermos urbanos e delicados para com o próximo.
Receio, contudo, que no dia do voto, bastante tempo depois, já tenhamos esquecido tudo o que disseram. Acho (estamos no país do achismo, dizem) que no chamado dia de reflexão as tvs deveriam passar uns compactos, equitativamente distribuidos, para que pudéssemos relembrar (e, quiçá, gravar, para voltarmos a ouvir antes de ir depositar o papel na urna), no sentido de estarmos minimamente cientes da justeza da esolha do quadradinho onde vamos pôr a cruzinha. Estão proibidos os votos em branco e nulos e nestes últimos não devemos escrever qualquer insulto a qualquer dos candidatos; o Sócrates não é para aqui chamado, bem entendido. Ele não é, para já, candidato à função.

NÃO ME TIREM AS MUDAS!

O governo, num ato de elevada rezponssabiliade, decretou o uzo do novo acôrdo ortugráfico no próssimo ano letivo. Por mim, vou continuar a escrever, bem ou mal, como aprendi. E desde que me fassa intender, tudo bem, não é? Bem sei que a minha avó escrevia pharmácia, mas já era muito velhinha. O que mais me xateia nesta atuassão é que me tirem as mudas, mas que se á-de fazer?
PS - reparei que iliminei algumas mudas, mas agora fica acim.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Assim vai a nossa justiça

Desde há alguns anos que, pressionado por grupos de cidadãos, na sua maioria liderados por mulheres, o nosso país tem tomado algumas medidas tendentes a diminuir drasticamente a violência doméstica. Desde logo considerando-a como um crime público, o que possibilita que o agressor se veja a contas com a justiça sem que tenha sido feita qualquer queixa por parte da vítima.
Pois bem. De acordo com notícia publicada ontem no jornal Público, o tribunal da Relação de Coimbra, apreciando um recurso interposto pelo Ministério Público, com o objectivo de condenar um homem que deu umas bofetadas na mulher com quem vivera, indeferiu o recurso por considerar que bofetadas nas são violência doméstica! Então o que são, festinhas?
Não dá para acreditar.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

FAÇA-SE JUSTIÇA

O advogado de Manuel Godinho, do processo Face Oculta, vulgo 'das Sucatas', requer a nulidade das escutas e da prisão preventiva, por não haver indícios probatórios suficientes para ser levado a tribunal, além de que o tribunal é incompetente. Se houver, na verdade, incompetência territorial, como alegado, será de rir à gargalhada.
Temos novela para uns anos, como seria de prever.

PS - O Tribunal dos Direitos do Homem condenou Portugal num processo de liberdade de imprensa em que o Supremo havia condenado o jornal e jornalistas do Público a pagar uma indemnização ao Sporting!

E assim vamos, com a justiça que nos é oferecida.

DO TRABALHO

Diz-se que Sócrates quer ligar o salário à qualidade/produtividade do trabalho. Concordo. Quem não trabuca não tem direito a manducar. E isso de esperar que o vizinho faça o seu trabalho e o meu não é correcto nem moral. Só que... Como é que vai ser medida a "coisa"? Vai ser implantado um chip (que chip?) na tola de cada um para medir a sua produtividade? Na velha cadeia taylorista (ver 'Tempos Modernos', de Charles Chaplin) o problema era de fácil solução, mas Taylor está morto e enterrado há muito e nos serviços a "cadeia" é de difícil aplicação. Salvo se, o que ignoro, as Novas Oportunidades têm a solução.

SEXO

Um estudo recente conclui que quase 10% dos portugueseses (incluindo mulheres) não praticaram sexo nos últimos 12 meses, mais elas que eles. Será da crise? E quando ela cair a doer, como vai ser? Ó gente, forniquem, com crise ou sem ela. Fornicar faz bem à saúde, desde que com os cuidados aconselháveis.

Futebol europeu

O Sporting de Braga perdeu na Ucrânia com o Shakhtar Donetsk por 2-0 e, tal como previsto, não passou à fase seguinte da Liga dos Campeões, mas qualificou-se para os dezasseis avos de final da Liga Europa. De qualquer modo, a participação do Braga foi mais ou menos a prevista e fez bem melhor que o Benfica. Fez nove pontos, enquanto o Benfica só fez seis e vai ser cabeça de série no sorteio, ao contrário do Benfica que se junta ao grupo dos mais fáceis.
O futebol português disse adeus à Liga dos Campeões mas, em contrapartida, participa com quatro equipas na Liga Europa. Em termos de número de equipas, na reabertura de Fevereiro das competições europeias, Portugal bate o seu recorde.

BOLAS À TRAVE

O Glorioso lá se qualificou para a Taça Europa, com a ajuda, no limite, de um Lyon em palpos de aranha. Hoje temos o Dominguinhos a tentar a sua sorte, que todos (suponho) desejamos. Certo, certo, é que já fez bem melhor que os comandados pelo mestre da táctica.

ENSINO E APRENDIZAGEM

O 4-Pereiró deixou aqui um louvor a Maria de Lurdes Rodrigues, que me parece merecido, sobre o progresso na apendizagem dos alunos portugueses. Como é evidente, os professores não poderão ficar de fora do louvor
Fico feliz pela evolução, pela tendência que o estudo da OCDE revela. Receio, contudo, que a base não seja sustentável e um dia (ano) destes verifiquemos que foi apenas um fogacho sem continuidade.
Não estando, directa ou indirectamente, ligado ao ensino/educação, não tenho bases sustentável para uma certa descrença que me assalta. Oxalá me engane.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Futebol europeu

Só um milagre salvou o mestre da táctica de sair humilhado das competições europeias. O Benfica do fanfarrão Vieira saiu de gatas da Liga dos Campeões. Em seis jogos perdeu quatro e sofreu doze golos. Pior era difícil. E os adeptos já não acreditam na equipa. Não tenho memória de ver na televisão um jogo oficial do Benfica no estádio da Luz com tão pouca assistência. É sintomático!

Futebol europeu ao intervalo

Ao intervalo o mestre da táctica, para não variar, está a perder por 1-0. Quer dizer que se houver alguma surpresa no Lyon-Hapoel de Tel Aviv, o Benfica nem à Liga Europa vai. Isto para quem prometia disputar a Liga dos Campeões, é obra! Mas a culpa não é só do mestre da táctica, perdão, da asneira, também é do fanfarrão do presidente, que promete mais que um político e faz menos que um vendedor de banha da cobra.
Para jogar César Peixoto, que os sócios assobiam mal a bola se aproxima dele, tem que haver grandes problemas de balneário.

Os parabéns do Governo e os meus parabéns

O primeiro-ministro José Sócrates veio elogiar os professores pelos resultados divulgados pela OCDE no que diz respeito à qualidade do nosso sistema educativo. Afirmou mesmo o primeiro-ministro que "os principais agentes da educação em Portugal foram os professores" e que por isso o mérito destes resultdos é deles. Ficou-lhe bem fazer este elogio, que servirá de incentivo a todos, sobretudo àqueles que dão tudo em prol dos seus alunos e da sua escola.
Também a ministra da Educação, Isabel Alçada, destacou o papel dos professores nesta enorme evolução da educação em Portugal, bem como o cada vez maior empenho das famílias e dos alunos na vida escolar.
Mas, o meu maior elogio vai para a Doutora Maria de Lurdes Rodrigues, ministra da Educação do anterior governo de José Sócrates. Mostrou que tinha razão quanto à política educativa que seguiu no seu ministério, bem como quanto às enúmeras medidas que foi implementando, com muita coragem, sem dar ouvidos aos lóbis que sempre influenciaram o governo daquele ministério. Se os seus antecessores tivessem sido tão firmes e corajosos quanto ela o foi, de certo que ainda teríamos obtido uma melhor classificação. Por isso, como cidadão português há muito ligado, directa e indirectamente, ao ensino só posso dizer-he: Bem haja Doutora Maria de Lurdes Rodrigues.

Boas notícias para a Educação em Portugal

Um relatório da OCDE, que testa os conhecimentos dos alunos, sobretudo nas áreas mais importantes do ensino como a leitura, a matemática e as ciências, colocou pela primeira vez Portugal na média dos países que integram o programa internacional de avaliação e ao mesmo nível de alguns dos mais desenvolvidos como os Estados Unidos, a Suécia, a Alemanha, a França e o Reino Unido. Refere a OCDE que Portugal registou uma "evolução impressionante" nos resultados da avaliação dos alunos e dá o nosso país e a Polónia como os dois exemplos de que as "políticas adequadas de educação são eficazes na luta contra o insucesso escolar".
Portugal obteve a classificação de 489 pontos, próxima da pontuação média que é de 493. Não esqueçamos que Portugal ocupava o fundo da tabela e ultrapassou, por exemplo, a Espanha. Ah! e o melhor resultado neste relatório, comparado com o anterior foi obtido em Matemática.
É uma boa notícia para o sector da Educação em Portugal e mostra que as políticas seguidas nesta área foram correctas. Ao contrário, vem dizer a quem tem feito críticas à política educativa levada a cabo pelos governos de José Sócrates, e que fala de facilitismos, que tem de morder a língua e engolir em seco.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

O Mundial de 2018

Pertenço ao grupo de portugueses que nunca acreditou que alguns jogos do campeonato do Mundo de 2018 se realizassem em Portugal, ou seja, que o mesmo campeonato decorresse na Ibéria. E, por isso, também não fiquei triste com a decisão do comité da FIFA. Fiquei indiferente, embora me pareça que foi melhor para nós portugueses. Ouvi muita gente dizer que agora, ao contrário do EURO 2004, não seria necessário gastar muito dinheiro em investimentos desportivos e outros, mas não estou de acordo. Se bem conheço os dirigentes desportivos e a maneira como fazem chantagem com os nossos governantes, tenho a certeza que dois ou três anos antes do evento, os presidentes dos chamados três clubes grandes começariam a exigir obras de modernização nos seus estádios, nos locais envolventes aos mesmos e nos acessos, incluindo os serviços de transportes. Lá iam milhões de euros que tanta falta fariam aos serviços de saúde e de segurança social. Por isso, ainda bem que acabou a loucura. A FIFA teve a coragem que os nossos políticos não tiveram.
E lá vai a Rússia organizar o Mundial 2018, o que era previsível. A Rússia é neste momento um dos "países do dinheiro"; tem mais de 140 milhões de habitantes e é um grande mercado para os patrocinadores da FIFA e em geral para as empresas de publicidade. E onde está o dinheiro e os grandes negócios está a FIFA. Para esta Federação de futebol o que conta é o dinheiro e não os princípios sãos do desporto.
Fala-se agora que os principais dirigentes russos mantiveram reuniões com vários membros da comissão executiva da FIFA. Não me custa a acreditar que seja verdade. Só o senhor Blatter faz de conta que não sabe das manobras que rondam aquele organismo.
Ah! Já agora. Espero que arrumada a candidatura ao mundial vejamos a partida do senhor Madail e de todos os seus acólitos da FPF. Será o melhor serviço que a FIFA prestará ao futebol português!

sábado, 4 de dezembro de 2010

Santa hipocrisia!

Estou absolutamente contra a esperteza saloia de Carlos César que, através de um subsídio, repõe aos funcionários públicos açorianos, que auferem entre 1500 e 2000 euros, o corte salarial a que vão estar sujeitos por lei que se aplica a todos os portugueses, incluindo os dos açores e, queira ou não queira Jardim, também aos da Madeira.
Claro que eu e todos aqueles que não concordamos com tal medida, temos o direito de criticar e pedir a quem possa pôr cobro a esta situação que o faça. Mas os dirigentes e ex-dirigentes do PSD (incluindo Marques Mendes) deviam tê-lo feito com tento na língua, já que assobiam para o tecto quando jardim na Madeira faz as suas tropelias. Santa hipocrisia!

AVÉ CÉSAR!

César, o insular, não quer que as leis da República tenham acatamento por parte do seu Império. Vai daí, quem, na função pública, ganhar menos de 2000 euros, verá reposto o desconto adicional previsto para o próximo ano através de uma qualquer maningância orçamental-contabilística.
Crédulo como sou, espero que alguém diga ao senhor que as regras são para cumprir e que Portugal é uno desde o Minho a Tim, perdão, aos Açores.

Ainda o 1º. de Dezembro

A mensagem que publiquei no passado dia 30 de Novembro, com o título "Festejar o 1º. de Dezembro para quê?", mereceu 1 comentário, que agradeço, mas ao qual pretendo fazer alguns reparos:
Nunca soube e continuo a não saber qual é a "mais absurda ditadura" que se celebra no cinco de Outubro. No cinco de Outubro celebra-se a implantação da República, que é uma forma de governo em que o chefe do estado é eleito, directa ou indirectamente, pelos cidadãos através do seu voto, tendo a sua chefia um limite de duração. Quer dizer, então, que a soberania está no Povo. Não protestei porque, a meu ver, este ano até se compreendia que o dia fosse feriado, já que se celebrou o centésimo aniversário. No entanto, também não concordo que o seja. Há feriados políticos a mais.
Portugal é um pais pequeno, periférico e muito dependente económica e financeiramente do bom ao mau estado da economia dos outros países, sobretudo dos espanhóis; então, porquê hostilizá-los, lembrando e, pior ainda, celebrando os nossos desentendimentos passados?
Sou Iberista e, até mais, sou europeísta. Mas sou sobretudo português e tenho a noção de que não podemos ficar orgulhosamente sós.
Se os monárquicos querem um dia para fazerem uma espécie de contraposição ao cinco de Outubro, estão no seu direito, mas faço-lhes um apelo: escolham outro pretendente, que não seja descendente do absolutista D. Miguel, e que não diga disparates.