sábado, 1 de agosto de 2015

CONTRIBUTOS EXTERNOS

Candidatos e candidaturas

Por Antunes Ferreira
O Diário Digital publicou ontem, sexta-feira uma notícia que se baseou num e-mail da Lusa. Contra o que me é habitual, na minha crónica de hoje passo a transcrevê-la na íntegra. Não me espantei pois quotidianamente acontecem em Portugal “coisas” que nem ao Demo lembraria. De resto, para quê o espanto? Espanto seria se Coelho dissesse uma verdade…
Permito-me no entanto acrescentar que o convite (?) em tempos não muito recuados, feito pelo primeiro-ministro (?) Coelho apresentado presencialmente aos estudantes portugueses para saírem da “zona de conforto” deles e irem para o estrangeiro com  a finalidade de encontrar oportunidades de trabalho que não tinham em Portugal.  Estou a citar de memória. Não conheço nem nunca conheci um chefe de (des)Governo que se atrevesse a tanto… Mas posteriormente veio dizer que se tratava de um “mito urbano” que não sei o que é…
O texto é o seguinte – mas não emprego o famigerado Acordo do Sr. Malaca Casteleiro, o que significa que lhe faço uma ou duas correcções…
“Ao fim de quase duas semanas de candidatura ao ensino superior há já mais 10 mil candidatos do que em igual período de 2014, com 35.123 candidaturas à Direcção-Geral do Ensino Superior (DGES), entregues até ao final de quinta-feira. (passada)

A cerca de uma semana do fim do prazo de candidatura para a primeira fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior, o número de candidatos está já a cerca de sete mil candidaturas do total registado em 2014, quando 42.455 alunos concorreram ao ensino superior nesta fase.
Numa comparação com o período homólogo, o número de candidaturas este ano é superior em praticamente 10 mil registos: em 11 dias candidataram-se este ano 35.123 alunos, contra 25.426 em 2014.
A primeira fase de acesso ao ensino superior arrancou a 20 de Julho, com 50.555 vagas disponíveis para 1.048 cursos em universidades e politécnicos públicos, iniciando-se a entrega de candidaturas através do portal da DGES.
O processo de candidaturas decorre até 07 de Agosto, e os resultados do concurso vão ser divulgados um mês depois, a 07 de Setembro, no portal da DGES.
De acordo com os dados disponibilizados pela DGES, há este ano menos 265 vagas no ensino superior público na primeira fase do concurso nacional de acesso, face às 50.820 de 2014, uma redução em termos percentuais inferior a 1%.
O número de vagas para aceder aos cursos superiores públicos está em queda desde 2012, depois de, em 2011, se ter atingido um pico de oferta com 53.500 vagas levadas a concurso.
A quebra no número de vagas tem sido acompanhada pela quebra no número de candidatos, uma tendência que apenas mostrou sinais de inversão no ano passado, o primeiro desde 2008 a registar um aumento nas candidaturas, com 42.455 estudantes a tentar aceder ao ensino superior na primeira fase.”
E pronto, como qualificar esta notícia face ao “conselho”/”mito urbano” que não se cingiu ao nosso primeiro pois anteriormente o então secretário de Estado do Desporto e Juventude,  Alexandre Mestre, também o fizera? Esta pergunta que faço, na minha modesta opinião, tem algum interesse quanto à comparação dos dados que a Direcção-Geral do Ensino Superior apresentou entre as candidaturas de 2014 e 2015.
Ou seja, lendo o texto por um angulo diferente, até à quinta-feira passada, o candidatos, candilaram-se sim ao…desemprego, apesar das declarações de Cavaco  e de Coelho, que viraram o disco da emigração de gente qualificada para voltarem ao mesmo: a necessidade que Portugal tem dessa gente formada e qualificada no ensino superior, o que quer quase dizer deitar pérolas aos porcos.
A maioria andou nas Universidades e Politécnicos Públicas pagos por todos nós, os Portugueses. Quer isto dizer (uma vez mais na minha modesta opinião) que é possível virar o bico ao prego ou dar o dito por não dito com a maior facilidade e com a ausência da vergonha. A expressão peca por defeito; poderia utilizar outra, mas isso daria um reboliço e uns insultos que acho desnecessários. Porém, não deixo de dizer que a comparação  representa o reino de mentira e do já me esqueci que contraria o dito de Cavaco “Para serem mais honestos do que eu tinham que nascer duas vezes”… Palavra de honra que não conheço ninguém que tenha nascido duas vezes.
Ressuscitar como Lázaro aconteceu – segundo os Evangelhos – porque Cristo acordara bem disposto. Se não, seria o diabo…


1 comentário:

maceta disse...

este quadrúpede já mete asco...