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domingo, 14 de agosto de 2011

Teve um acidente ou causou um acidente?

Li hoje no Diário de Notícias on-line a seguinte notícia:"Assunção Esteves teve um acidente de viação". Curioso, fui ler o desenvolvimento da mesma e fico a saber que o dito acidente ocorreu na passada Quarta-feira, quando a senhora Presidente da Assembleia da Repúlica conduzia sozinha nas ruas de Faro um automóvel que embateu noutro que tinha travado para uma idosa atravessar a passadeira. A idosa foi atingida e ficou ferida com gravidade, pelo que foi transportada para o Hospital de Faro.

Pergunto: Tratando-se da segunda figura do Estado, e tendo em conta que, de acordo com a notícia, o caso foi participado à polícia, como foi possível não ter sido noticiado mais cedo? Ou ando muito distraído, ou não ouvi nada relacionado com ele em qualquer dos noticiários que ouvi na rádio ou vi na TV. Se fossem Jaime Gama ou Almeida Santos, nos seus consulados, a causarem um acidente destes a notícia não seria, até, abertura de telejornal ou de noticiário na rádio? E se calhar o título da notícia não seria "teve um acidente", mas sim "causou um acidente" . Estou certo ou estou errado? Coisas estanhas da nossa Comunicação Social! Mudam-se os tempos, mudam-se as "vontades".

domingo, 10 de julho de 2011

Que grande pantomina!

Já aqui me referi às enormes pantominas dadas por muitos comentadores, pela forma como mudaram de opinião ao comentarem as descidas do nosso rating por parte das agências de notação financeira, antes e depois das eleições legislativas ou, melhor dizendo, no tempo de Sócrates e depois de Sócrates, no que foram infelizmente acompanhados por Cavaco Silva. Quero, contudo, referir particularmente um deles, porque fala quase sempre com a presunção de quem está a dizer algo inquestionável, que nem o mais letrado pode pôr em causa. Refiro-me ao sábio jornalista da SIC José Gomes Ferreira (aquele a quem Catroga falou dos "pintelhos"). Disse tão douta pessoa em finais de Março, no tempo de Sócrates, que aqueles investidores que têm o dinheiro em Singapura, em Hong-Kong e noutros países, para investirem, sabem da crise financeira portuguesa, não têm confiança e, portanto, não investem. E conclui que as descidas diárias dos ratings dos nossos bancos e da nossa dívida soberana refletem a realidade. E, remata: "Andamos aqui a enganarmo-nos. Acho que já chega" (é de homem!).

Mas em 6 de Julho, depois de Sócrates, diz o sábio e coerente(????) jornalista: "Só os ingénuos acreditam que esta descida do rating da Moody's em quatro pontos tem a ver com critérios puramente técnicos. Só os ingénuos acreditam".

Que grande pantomina! E quem dá uma pantomina destas, é um grande pant..., não é?

quinta-feira, 5 de maio de 2011

O mestre da táctica voltou a falhar

O Benfica acaba de ser eliminado da Liga Europa pelo Braga. E, diga-se de passagem, bem eliminado. É verdade que o Braga teve um bocadinho a chamada sorte do jogo em ambos os jogos, mas foi também das duas equipas a única que se convenceu que nunca há vencedores antecipados, mesmo que o adversário tenha um plantel teoricamente mais valioso, em termos da soma dos valores dos passes dos jogadores. Depois, o Braga tem um treinador e um corpo técnico que estudaram bem o adversário, montaram uma boa estratégia nos dois jogos e souberam explorar as fraquezas do adversário, nomeadamente toda a tremideira que se instala no Benfica quando há um lance de bola parada em direcção à baliza de Roberto. Ao contrário, o Benfica tem um treinador que gosta de ser chamado de mestre da táctica, mas que não passa de um mestre da asneira. E pior do que isso, quando perde um jogo importante, nunca assume as suas responsabilidades. Desculpa-se, como hoje, com a falta de sorte ou com a sorte do adversário, com os erros dos árbitros ou com os erros dos jogadores que não puseram em campo a estratégia que ele delineou, quebrando a solidariedade que deveria ter para com eles. No jogo de hoje, o mestre da táctica voltou a falhar.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Surpreendido porquê?

Um jornal diário divulgou os rendimentos de Fernando Nobre, relativos ao ano de 2010. Pelos vistos o casal Nobre recebeu, naquele ano, só da AMI 73.170 euros que divididos por 14 meses (os 12 do calendário, mais subsídio de férias e subsídio de Natal) dá um rendimento mensal de 5.226 euros, ou seja, segundo Diogo Leite Campos vice-presidente do PSD, um rendimento próprio de pessoas da classe média baixa.

Bem, penso que só ingénuos poderiam acreditar que Fernando Nobre não era remunerado pelo seu trabalho naquela ONG. É evidente que a AMI é uma organização de nível internacional com grande actividade e, por isso, tem que ser gerida com grande profissionalismo. Logo, os seus servidores, incluindo os seus administradores, têm que ser bem remunerados, e ainda bem. Nada tenho contra isso nem estou surpreendido. Agora, o que me surpreende é que Fernando Nobre se surpreenda com a notícia. Não foi ele candidato anti-partidos à presidência da República, dizendo-se moralmente superior aos outros por nunca ter ocupado um cargo político-partidário? Então agora, qual vira casacas, não deu o dito por não dito e, dizendo-se de esquerda (deixa-me rir ...), aceitou ser cabeça de lista do partido actualmente mais à direita na condição de ser eleito segunda figura do estado? Não o avisaram que a sua ambição desmesurada 0 tornou alvo da comunicação social, sobretudo dos chamados jornalistas de sarjeta? Então está surpreendido porquê?

sexta-feira, 25 de março de 2011

Que grande pantomina!

"Os impostos indirectos tratam todos pela mesma medida, tanto pobres como ricos, razão porque são, nesse aspecto, mais injustos. É essa, aliás, a razão por que eu nunca concordei em taxar cada vez mais os impostos indirectos, nomeadamente o IVA."
Quem disse isto, quem disse? Foi Sócrates? Foi Teixeira dos Santos? Foi algum professor de economia , ou um qualquer daqueles paineleiros que andam nos painéis das TVs a falar daquilo de que se julgam sábios? Não, meus amigos. Foi o líder do PSD Pedro Passos Coelho. E para que não houvesse dúvidas deste seu pensamento, escreveu-o no seu livro recentemente publicado. Agora, que lhe cheira a poder, meteu a ideia não sei onde e divulgou que fará o contrário se ganhar as eleições e formar governo.
E que dizer disto: Que grande coerência, ou que grande pantomina? Começa bem a apresentar o seu programa, não começa?