segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
DÚVIDAS
O Reino Unido ainda pertence à União Europeia? Se sim, "quanto"? Uma UE 'à la carte' para os bifes?
A TIRO
Pagamento na A22, ex-Via do Infante, nos Allgarves, nem pensar! Vai tudo corrido a tiro de caçadeira, de canhão, se preciso for. Tudo, quer dizer, as câmaras que captam as matrículas dos carros. Talvez haja aqui uma oportuinidade para utilização dos Pandur: guardar os pórticos da A22. O problema é se o movimento alastra para outras ex-SCUT. Mandam-se os submarinos do paulinho. Vão por aqueles rios acima (Fausto) e desaguam nos pórticos. Também podem ser utilizados aqueles rapazes do Macedo que se infiltram nas manifestações, quando não houver manifestações.
LIDO
"E hoje, de nenhum consolo nos serve - a não ser o de sorrirmos da desfaçatez - ouvir o chefe que presidiu a tudo isto, que vendeu as pescas, que abateu a construção naval, que abandonou os portos e fechou as minas, vir pregar o regresso à terra e à agricultura e, com ares de visionário, anunciar o mar como o nosso futuro imediato."
Miguel Sousa Tavares, in Expresso, excerto de texto lido na homenagam a Gonçalo Ribeiro Teles
Miguel Sousa Tavares, in Expresso, excerto de texto lido na homenagam a Gonçalo Ribeiro Teles
sábado, 10 de dezembro de 2011
Continuamos a ter que o aturar, até quando?
Alberto João Jardim continua a não respeitar os portugueses do Continente e os dos Açores e também a desafiar os órgãos de soberania da República. Há um ou dois dias atrás, creio que numa festa do Nacional da Madeira, um dos clubes locais de futebol profissional que só sobrevive à custa dos impostos de todos nós, Jardim vociferou contra quem lhe quer impor austeridade e contenção nos gastos das contas da Região e depois disse uma série de disparates tentando justificar despesas mais que supérfluas que, tendo em conta as restrições impostas à maior parte dos portugueses, são quase obscenas. Acabou dizendo que só se interessa pelas gentes da Madeira e não por outras gentes que vivem noutras latitudes. Pois bem, que Jardim não gosta dos portugueses não madeirenses, ja todos nós sabemos, mas ele tem que se lembrar que é conselheiro de Estado, um órgão de consulta do Presidente da República e deve, pelos menos, honrar o cargo que ocupa. Continuamos a ter que o aturar, até quando? Por mim estou farto.
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
A Barragem e o Douro Património Mundial
Provavelmente muita gente que agora fala do Douro, a propósito da notícia de que a UNESCO pode vir a retirar a classificação de Património Mundial ao Alto Douro Vinhateiro, nunca lá foi admirar a paisagem, nunca fez algo pelo bem estar das populações que vivem naquelas terras e muito menos conhece a sua história e a importância que aquela Região Demarcada (a mais antiga do mundo) teve e continua a ter na economia de Portugal. Sou suspeito quando falo do Alto Douro e das suas gentes, pois nasci, cresci, estudei até ingressar na Universidade e iniciei a vida activa do trabalho no Coração daquela região de Portugal. Até uma pequena experiência na política foi lá passada. Por isso, e como toda gente que lá nasceu, sou muito bairrista e, apesar de não viver no Douro há mais de trinta anos, quando me perguntam de onde sou, digo sempre que sou do Douro (concretamente da Régua, a sua Capital), mas vivo no Porto. No entanto, não tenho dúvidas em afirmar sem bairrismo ridículo que aquelas paisagens são das melhores do Mundo e por issso, na altura, achei que era da mais elementar justiça que a UNESCO as considerasse Património da Humanidade.
Sigo agora com muita apreensão, toda a polémica que se pretende instalar à volta da construção da barragem do Tua. Se a barragem for avante, não será a única barragem no Douro. Há algumas maiores e mais à vista, no rio Douro, e outras mais pequenas e menos à vista como esta, como por exemplo no rio Varosa. Para lá da produção de energia eléctrica, as barragens do rio Douro, tornam-no navegável. Que bonito é apreciar a paisagem quando se participa num cruzeiro, subindo ou descendo este rio!
Aparecem agora os Ecologistas (as Quercus, os Geotas e outros), como sempre a apregoar a desgraça. Até certo ponto, são úteis pois obrigam as autoridades competentes, incluindo a EDP, a tomar medidas para reduzir o impacto paisagístico. Por uma questão de coerência com o nome ainda percebo as posições do partido "Os Verdes", mas dá-me o riso quando vejo o Bloco de Esquerda a exigir (como?) a suspensão da obra ou o Secretário de Estado a criticar o Governo de Sócrates. Porque não falaram antes. Uma coisa é certa: ninguém tira aquela paisagem ao Douro e aquele lindíssimo e valiosíssimo Património (material) será sempre dos Durienses.
Uma sugestão final: vale a pena ir ao monte de S. Leonardo, em Galafura, ao miradouro de Sto António em Fontelas e ao Monte de S. Domingos apreciar a beleza do Alto Douro Vinhateiro.
Etiquetas:
O Douro,
teorias da conspiração
DEIXA-ME RIR!
Com que então, Você, que trabalha para o Estado, já andava a programar duas tolerâncias de ponto este mês?
Pois lixou-se, este ano não há tolerâncias, nem de ponto nem de qualquer outra natureza. Também não sei qual era a sua ideia. Propunha-se ir gastar, nesses dias, a parte do subsídio de Natal que não recebeu? Esqueça e imagine que aqueles dias são sábado.
Pois lixou-se, este ano não há tolerâncias, nem de ponto nem de qualquer outra natureza. Também não sei qual era a sua ideia. Propunha-se ir gastar, nesses dias, a parte do subsídio de Natal que não recebeu? Esqueça e imagine que aqueles dias são sábado.
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
EMOÇÕES
Por mero acaso, felizmente, um helicóptero da Força Aérea descobriu os pescadores do "Virgem do Sameiro" e consegui resgatá-los. O ministro Aguiar-hífen-Branco confidenciou que "ainda estava emocionado" com a operação e patati-patatá.
Não há pachorra para o aproveitamento que os políticos fazem de quase-tragédias como aquela, apenas para ficarem na fotografia ou no vídeo. Melhor fora que desenvolvesse os mecanismos necessários paraque os barcos de pesca, todos, tivessem a rádio-ajuda.
Não há pachorra para o aproveitamento que os políticos fazem de quase-tragédias como aquela, apenas para ficarem na fotografia ou no vídeo. Melhor fora que desenvolvesse os mecanismos necessários paraque os barcos de pesca, todos, tivessem a rádio-ajuda.
COMO DIZ?
Um senador norte-americano escreveu a Passos Coelho, primeiro-ministro de Portugal, no sentido de George Wright, agora cidadão português, de seu nome José Luís Jorge Santos, ser extraditado para os EUA. Será que tal senador sabe onde fica Portugal, que neste país há tribunais e que o primeiro-ministro não é, nem pode ser, ouvido nem achado sobre o assunto? Ou julgará que tal país é ali, algures, no quintal dos EUA? Seria interessante conhecermos a resposta que obteve.
PARA VARIAR
Para variar, aí vai um poemeto do meu amigo Zé Gil
V I V E R C O M A M O R
Inclinação, afecto ou paixão?
Com a flor se representa.
Amor-perfeito cria ilusão,
Deslumbra, dor afugenta.
No nascer e no sol-pôr,
O astro é mais colorido
E o crepúsculo mais comprido,
Festas de amor em arrebol.
Longa vida paixão perdida?
– Não. Ficou mais diluída,
Cresceu bem curtida (!)
Até à última partida.
Como será no Etéreo?
Não há consumição:
No transporte aéreo,
É andar de foguetão!
Porto, 12/10/11
J. Gil
V I V E R C O M A M O R
Inclinação, afecto ou paixão?
Com a flor se representa.
Amor-perfeito cria ilusão,
Deslumbra, dor afugenta.
No nascer e no sol-pôr,
O astro é mais colorido
E o crepúsculo mais comprido,
Festas de amor em arrebol.
Longa vida paixão perdida?
– Não. Ficou mais diluída,
Cresceu bem curtida (!)
Até à última partida.
Como será no Etéreo?
Não há consumição:
No transporte aéreo,
É andar de foguetão!
Porto, 12/10/11
J. Gil
Uma vergonha. Qual deles é o mais mentiroso?
Já várias vezes escrevi neste blog, que não acredito naquilo que Passos Coelho diz. Ele já nos habituou a afirmar várias vezes uma coisa e, muito pouco tempo depois, fazer o seu contrário. Foi assim com o aumento de impostos de um modo geral e do IVA em particular, com o não pagar os subsídios de Natal, no todo ou em parte, etc. Também não acredito, nem um bocadinho só, naquilo que Alberto João Jardim diz. Não consigo mesmo dizer qual deles é o mais mentiroso.
Há dois ou três dias que Jardim veio dizer, em jeito de revelação, que os deputados do PPD da Madeira votaram a favor do Orçamento do Estado para 2012 porque existe um compromisso do primeiro-ministro de que "a Zona Franca ia para a frente". Mais, estendeu esse compromisso ao deputado do CDS. Passos Coelho demorou a responder. Eu até já estava a pensar no ditado popular que diz que quem cala, consente. Ex que hoje mandou dizer, por uma fonte do seu gabinete, que não senhor, não assumiu qualquer compromisso. Jardim já replicou e foi ajudado por Guilherme Silva, deputado pela Madeira e Vice-Presidente da Assembleia da República. Tudo isto é uma vergonha. Até quando temos que aturar estes mentirosos?
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Tendencialmente gratuito, o que quer dizer?
Embora o aumento brutal das taxas moderadoras já tenha sido abordado neste blog, não posso deixar de manifestar também o meu desacordo sobre o assunto.
Disse aumento brutal, porque não me lembro de que qualquer serviço, seja ele prestado pelo estado ou sector público estatal ou por entidades privadas, tenha um aumento de preço, total ou parcial de mais de 100%. E não estamos a falar de um qualquer serviço de lazer, estamos a falar de um serviço de primeiríssima necessidade para todos os cidadãos, que a Constituição da República diz ser tendencialmente gratuito. Ora, por exemplo: se um cidadão recorre a uma urgência hospitalar, queixando-se de uma forte dor no peito, pode sair de lá tendo de pagar um valor perto dos cem euros de taxa moderadora. Vinte euros, paga logo "à cabeça", e depois vai aumentando o valor à medida que os médicos vão recorrendo aos meios complementares de diagonóstico necessários. Ora, cem euros é muito dinheiro para quem tem um rendimento mensal de seiscentos e vinte e quatro euros - valor a partir do qual não há isenção de taxa. E não é, nem nunca será, um valor a pagar por algo que por direito é tendencialmente gratuito. Se o ministro acha que é, então tem que explicar o que significam as palavras tendencialmente e gratuito.
O QUE FAZEM E PARA QUE SERVEM?
Já aqui fiz a pergunta: o que fazem e para se servem o presidente do Conselho e o presidente da Comissão Europeia, senhores Rompuy e José Barroso, respectivamente? Dizem futilidades e ninharias e ninguém lhe liga a ponta de um corno. Não seria melhor acabar com os cargos, uma vez que não se dimitem por se sentirem inutéis e meros ornamentos? De que está à espera o/a Merkozy para lhes dar um pontapé no rabo? E sempre se poupava algum...
NÃO HÁ EMENDA NEM HÁ DECORO
"Governo ignora troika e substitui gestores hospitalares do PS por outros do PSD e CDS", titula a toda a largura da 1.ª página o Público de hoje.
"Governo substitui direcção do IEFP e nomeia militantes do PSD da distrital de Miguel Relvas", pode ler-se, em título, na página 10 do mesmo jornal.
Os "outros" e os anteriores aos "outros" não fizeram o mesmo? Provavelmente. Mas não serão horas de pôr um ponto final nestes negócios de cargos para os boys, que ficam caros ao país (haja em vista que as substituições não ocorreram em fim de mandato, o que acarreta o pagamento de indemnizações chorudas que todos pagamos)?
Haja decoro.
"Governo substitui direcção do IEFP e nomeia militantes do PSD da distrital de Miguel Relvas", pode ler-se, em título, na página 10 do mesmo jornal.
Os "outros" e os anteriores aos "outros" não fizeram o mesmo? Provavelmente. Mas não serão horas de pôr um ponto final nestes negócios de cargos para os boys, que ficam caros ao país (haja em vista que as substituições não ocorreram em fim de mandato, o que acarreta o pagamento de indemnizações chorudas que todos pagamos)?
Haja decoro.
SNS
As chamadas taxas moderadoras do SNS vão sofrer um aumento da ordem os 100%. Receio que a medida não esteja conforme a Constituição da República, mas está conforme aos ditames do governo e da troika. O Estado vai embolsar mais uns escassos milhares de euros e poupar muitos milhões em consultas, medicamentos, exames complementares e transportes, já que muita gente só irá ao centro de saúde ou ao hospital quando deixar mesmo de respirar.
Diz o ministro que o número de isentos até vai aumentar e como, até prova em contrário, o tenho como pessoa de bem só posso acreditar. Convém é que as pessoas tragam na carteira, além do bilhete de identidade, a declaração de IRS e/ou recibo da pensão e se sujeitem, mais uma vez, a provarem a sua indigência.
Entretanto, é possível que a privada faça umas promoções e ainda assim possa vir a ganhar algum, como convém. A bem da Nação e da saúde pública!
Diz o ministro que o número de isentos até vai aumentar e como, até prova em contrário, o tenho como pessoa de bem só posso acreditar. Convém é que as pessoas tragam na carteira, além do bilhete de identidade, a declaração de IRS e/ou recibo da pensão e se sujeitem, mais uma vez, a provarem a sua indigência.
Entretanto, é possível que a privada faça umas promoções e ainda assim possa vir a ganhar algum, como convém. A bem da Nação e da saúde pública!
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
"Deus o livre, e a Troika? E a Sra Merkel?"
Quando anunciou ao país as medidas de austeridade que era preciso pôr em prática para cumprir o valor do défice das contas públicas acordado com a Troika, o primeiro ministro disse que elas eram indispensáveis, mas que podiam não chegar. Mais recentemente, o PS disse que segundo cálculos que possuia não seria necessário cortar uma boa parte do subsídio de Natal aos trabalhadores portugueses e aos reformados. Nem pensar, disse logo o primeiro ministro, e avisou: "olhem que para o ano (2012), para lá das incluídas no Orçamento, se calhar ainda vamos ter que impor à populaça mais medidas de austeridade. Temos que os pôr pobres para depois podermos crescer". Que insensibilidade, Dizíamos nós! Não, diziam aqueles comentadores da treta, o primeiro-ministro tem razão. Vivemos à rico durante anos e agora temos que nos habituar a viver à pobre!
Bom, entretanto é o próprio Governo que anuncia que o défice vai ficar abaixo da percentagem acordada (5,9%), porque, diz, vai acontecer um "excedente orçamental" que ronda os dois mil milhões de euros . Mas descobre-se agora que não são dois mil milhões, são três mil milhões. E, com um jeitinho, ainda poderá ser maior. E, então, não se podem aliviar os portugueses, no todo ou em parte, e possibilitar-lhes um Natal mais desafogado? Nem pensar, dirá Passos Coelho, a Troika não deixa. Ah, e sujeitava-se a que a Sra Merkel ainda lhe puxasse as orelhas.
A VIDA CUSTA A TODOS
Não entendo bem (nem mal!) por que há-de a autarquia de Cascais ter por hábito oferecer aos seus deputados municipais um cabaz de Natal, bolo-rei incluído, mas é da praxe. Se calhar a AM não paga as senhas de presença aos ilustres deputados, coitados.
Este ano, alguém (bancada do PS) propôs, em moção, que os cabazes fossem destinados a famílias carenciadas do concelho.Vai a moção a votos e o resultado é um empate a 16 votos, o que é sintomático da qualidade do pessoal. Vai daí, o presidente da Assembleia Municipal decide, dentro das suas prerrogativas, desempatar com o seu voto de qualidade: o cabaz é para os deputados. Brilhante! A rapaziada, a começar pelo presidente da AM (o seu cabaz deve ser maior e de melhor qualidade), podia ficar sem o seu cabazinho? Vómitos, é o que sinto.
Este ano, alguém (bancada do PS) propôs, em moção, que os cabazes fossem destinados a famílias carenciadas do concelho.Vai a moção a votos e o resultado é um empate a 16 votos, o que é sintomático da qualidade do pessoal. Vai daí, o presidente da Assembleia Municipal decide, dentro das suas prerrogativas, desempatar com o seu voto de qualidade: o cabaz é para os deputados. Brilhante! A rapaziada, a começar pelo presidente da AM (o seu cabaz deve ser maior e de melhor qualidade), podia ficar sem o seu cabazinho? Vómitos, é o que sinto.
domingo, 4 de dezembro de 2011
Saiu pela "porta do cavalo"
O ministro Relvas foi ontem ao Congresso Nacional de Freguesias, provavelmente a pensar que ia convencer os autarcas das mesmas da necessidade de se proceder à reforma que prevê a extinção de muitas delas. Esperava de certo alguma contestação, mas se calhar também esperava ser bem recebido e, porque não, ter uns momentos de alguma glória, já que a maioria dos autarcas daquele Congresso eram na sua grande maioria do seu PPD. Puro engano. Relvas foi muito mal recebido e muito contestado. Quando começou o seu discurso, metade dos delegados abandonou a sala e a metade que ficou interrompeu-o várias vezes por vaias e palavras de contestação e até alguns insultos. No final Miguel Relvas disse aos jornalistas, com uma cara igual à daqueles tipos a quem morre a sogra de quem não gostavam, que o "clima foi estimulado" e que estavam naquela reunião "vários autarcas". E, imitando aqueles que batem por trás e se escondem, disse que não apontava culpados. Ah, porque faz parte daqueles que em situações difíceis têm pouca coragem para enfrentar as situações, teve que sair pela "porta do cavalo". Coitado do Relvas!
Hoje o primeiro-ministro instado a comentar este incidente com o seu ministro da Presidência, disse que Miguel Relvas foi alvo "de uma contestaçõ organizada". Então, eu pergunto: Por quem? Ora, tendo em conta que uma maioria significativa dos presentes era do PPD; que metade sairam quando o ministro começou a discursar; e que a metade que ficou o vaiou, se calhar a contestação foi organizada por pessoal do PPD, não acham?
BRUXO!
Em 23 de Novembro publiquei um post sob o título "vai uma aposta?", em como apostava em como o Paulinho, que já foi das feiras e agora é dos estrangeiros, desaparecido há muito, estaria na votação final do OE. Acertei e não sou bruxo!
COMO É?
A banca transferiu para a Segurança Social 6 000 milhões de euros dos fundos de pensões, o que fará diminuir, embora artificialmente, o défice para o ano em curso; nada de novo, já que outros governos tomaram idêntica medida. O que não entendo é o anunciado destino de 2 000 milhões: pagar dívidas do Estado. Isto é: o fundo de pensões dos bancários fica desde já desfalcado naquele valor, o que poderá acarretar problemas para os bancários reformados. É caso para perguntar: como é?
sábado, 3 de dezembro de 2011
O ASSISTENCIALIMO
Primeiro, fabricam mais pobres. Depois vão a correr dar-lhes a sopa e o papo seco. O inefável ministro da Segurança Social, que de capacete na cabeça em cima da sua lambreta passou para um bruto Audi, diz que o Fundo de Socoro Social vai ser reforçado em 10 milhões de euros. O problema é que o montante é capaz de vir a revelar-se curto, já que a 'fábrica' está a trabalhar em pleno.
"VOCÊ NÃO SABE O QUE É...
...o 'crowding out'? Não?, então vá aprender", diz o eminente, ilustre e insígne governador do Banco de Portugal, dirigindo-se a um deputado da Nação.
E o dr. Carlos Costa, além do 'crowding out', saberá o que é o esternonocleidomastoideu? Não sabe? Pois então que vá aprender, que ainda vai a tempo... Pode começar por ver o filme A Canção de Lisboa, onde o Vasquinho lhe dará as primeiras lições.E saberá o que são gnaises ou grauvaques? Também não? Que procure ler o prof. Galopim de Carvalho, que ele explica-lhe tudo direitinho em linguagem muito acessível, mesmo a um ilustre economista. Não sabe quem é o prof. Galopim de Carvalho? Se não souber, dou-lhe uma pista: é irmão de um famoso cançonetista romântico, já falecido, de seu nome Francisco José (deverá ter ouvido falar), que, em directo na RTP, armou escândalo por causa dos 'cachets' pagos aos estrangeiros, muito superiores aos nacionais.
Há sujeitos cuja arrogância e falta de chá são insuportáveis e me deixam com enorme azia. Este senhor é um deles.
E o dr. Carlos Costa, além do 'crowding out', saberá o que é o esternonocleidomastoideu? Não sabe? Pois então que vá aprender, que ainda vai a tempo... Pode começar por ver o filme A Canção de Lisboa, onde o Vasquinho lhe dará as primeiras lições.E saberá o que são gnaises ou grauvaques? Também não? Que procure ler o prof. Galopim de Carvalho, que ele explica-lhe tudo direitinho em linguagem muito acessível, mesmo a um ilustre economista. Não sabe quem é o prof. Galopim de Carvalho? Se não souber, dou-lhe uma pista: é irmão de um famoso cançonetista romântico, já falecido, de seu nome Francisco José (deverá ter ouvido falar), que, em directo na RTP, armou escândalo por causa dos 'cachets' pagos aos estrangeiros, muito superiores aos nacionais.
Há sujeitos cuja arrogância e falta de chá são insuportáveis e me deixam com enorme azia. Este senhor é um deles.
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Já começou o choradinho
Realizou-se hoje o sorteio da fase final do Euro 2012. A selecção portuguesa ficou no grupo B juntamente com a Holanda, Dinamarca e Alemanha. Como de costume, lá apareceram os arautos da desgraça a dizer que o grupo da nossa selecção é o mais difícil de todos e, por isso, até já lhe chamam o grupo da morte. Claro, dizem que teria sido melhor calhar neste ou naquele, supostamente porque são constituídos por selecções mais acessíveis. Afinal de contas, andamos sempre a dizer que temos os melhores jogadores do Mundo e que temos os melhores teinadores do Mundo, mas o que temos sempre receio de não sermos capazes de ter sucesso quando nos aparecem certas equipas. Não podemos esquecer que já ganhámos em fases finais à Alemanha e à Holanda e que já perdemos com equipas a quem à partida seria lógico ganhar. Tenhamos em conta que o Euro 2004 foi ganho pela Grécia, em quem ninguém apostava. Portanto, nada de choradinhos. Se achamos que temos valor para disputar, e até ganhar, um campeonato destes, há que prová-lo.
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Que grandes artistas!
Alguém descobriu que o Orçamento de Estado ontem aprovado no Parlamento e que agora irá para a secretária do venerando Chefe de Estado tem incorrecções relativas às receitas, o que origina uma diferença de praticamente trezentos milhões de euros. Como é possível? Mas, o "melhor" desta história é que o Governo já assumiu que sim, mas que o défice não é prejudicado. Como? Então o défice não é a diferença entre as receitas e as despesas? Se as Finanças vão receber menos trezentos milhões de euros do que as receitas previstas e se as despesas forem as mesmas, só por milagre o défice se manterá. E na Matemática não há milagres, muito menos nas subtracções. Ah, nos tempos de Sócrates estes mesmos gajos que agora nos governam falariam logo em trapalhadas. Agora, para eles, isto é uma coisa menor: "não prejudica o défice". Que grandes artistas!
1.º DE DEZEMBRO
Hoje poderá ser o último 1.º de Dezembro que comemoramos, pelo menos enquanto feriado nacional. Ele é um dos dois (o outro será o 5 de Outubro) que tencionam apagar da nossa memória. E até poderá acontecer que para o ano se descubra que é necessário (a bem da Nação e da produtividade) eliminar mais um ou dois feriados civis. Proponho, desde já, o 25 de Abril (de que muitos nem querem ouvir falar) e/ou o 1.º de Maio, dia em que se devia trabalhar, a bem da tal produtividade e, mais, oferecer o salário para abate da dívida do foguetório da Madeira ou o buraco do BPN, por exemplo. E a Igreja Católica poderá dispensar o dia de Natal, ficando-nos pela tarde e noite do 24 de Dezembro, com o bacalhau cozido e as rabanadas e a missa do galo. Livrem-se é de eliminar o Domingo de Páscoa.... O Entrudo, claro, vai à vida. A não ser que o avisado Venerando relembre que aí começou o seu tombo.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
