sábado, 12 de novembro de 2011

SEGURAMENTE

Passos Coelho reafirma que o OE não tem almofadas (se calhar, nem lençol, quiçá, nem colchão; é um mero catre espartano). Seguramente que nada irá ser alterado em sede de discussão na especialidade. Seguramente mais deputados do PS vão fazer declarações de voto depois de, contrariados, se absterem. E, seguramente, muitos militantes vão jurar que não voltam a pagar quotas.

DA LÍNGUA E DA ESCRITA II

Que um insersor de caracteres da RTP não conheça o elementar da língua é abstruso, mas que um jornalista de um jornal dito de referência escreva que "Pepe foi um dos que mais se distinguiu (sublinhado meu) ontem frente à Bósnia..." (Público de hoje) já ultrapassa o aceitável.

DA LÍNGUA E DA ESCRITA

Jornal das 13h, de hoje, da RTP1, em rodapé:
"Procurado à 10 anos". Pouco depois, lá acrescemtam um 'h', mas mantêm o acento no 'a' e fica "Procurado hà 10 anos".
Depois, desisti.
O insersor de caracteres não tem a escolaridade obrigatória? Na RTP? Valha-me s. nuno cratíssimo.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

A insensibilidade social não tem limites para este Governo

O Secretário de Estado dos Transportes, o tal que ameaçou os portugueses de que, ou há reestruturação da rede ou não há transportes públicos, veio agora, igualmente com uma postura triunfante, anunciar que vão acabar os passes com descontos especiais para idosos e para estudantes a partir do 1 de Janeiro de 2012. Claro, que lá vem a possibilidade de, quer idosos, quer estudantes, poderem beneficiar das regras do chamado passe social, se para isso estiverem dispostos a humilhar-se e apresentarem os respectivos comprovtivos de pobreza.

Os passes com descontos para estudantes beneficiam sobretudo aqueles estudantes de famílias com menos rendimentos. Os filhos das famílias com mais posses vão para escola nos popós dos papás ou das mamãs. Os mais velhos destas mesmas famílias, vão para a escola no popó que o papá lhe deu quando fez dezoito anos.

Os passes com desconto para idosos são sobretudo usados por reformados, cujas reformas são baixas ou médias e que aproveitam este benefício para não ficarem em casa sentados em frente à televisão à espera da morte. Os reformados ricos, também vão passear, mas vão de carro.

Esta medida, como disse anunciada por um secretário de Estado que se julga um Rambo, é mais um exemplo da insensibilidade social deste governo, que não tem limites. Mas..., diz o ministro da pasta social: vamos aumentar as pensões mínimas. Pois vão, é verdade. Vão aumentá-las 20 cêntimos por dia. Não há palavras para tanto cinismo!

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

AMOR COM AMOR SE PAGA...

...diz o ditado. Numa versão mais moderna, robalos com alheiras se pagam. O inverso também pode ser verdadeiro.

O OE

Passei pela TV num momento em que o ministro Gaspar, com o habitual ar sonolento (o homem não dorme, é?) ia responder a um deputado cujo nome, como parece ser habitual, errou. Desliguei e fui à vida. Há novidades na discussão ou é só para cumprir o ritual? Poupava-se um dinheirão se se reunisem numa sala o Gaspar, o Telmo, o Zorrinho, o Bernardino, o Fazenda e o Frasquilho. Os melancias, obviamente, ficavam de fora. No final da reunião comunicavam ao povo as conclusões e toca a andar, isto é, envia-se a acta para Belém e o ali residente que resolva se quer ou não assinar também a acta.

IDE TRABALHAR, MALANDROS!

Pedro Ferraz da Costa, antigo patrão dos patrões, afirmou hoje que os funcionários públicos devem trabalhar mais do que actualmente, mesmo com o corte dos subsídios de férias e de Natal.
Eu diria mais: devem trabalhar em proporção inversa aos cortes de salário ou em proporção directa ao aumento do horário. E a regra deveria estender-se à actividade privada. Assim, sim, íamos lá. Só que não sei onde fica esse "lá".

Quem manda no Governo, o Passos Coelho ou o Relvas

Já fomos váras vezes confrontados com declarações contrárias de Relvas e de Passos Coelho, a propósito de algumas tomadas de posição do Governo. Ainda agora a propósito das possíveis negociações com o PS, no âmbito da discussão do Orçamento do Estado no Parlamento, sobre não cortar aos reformados e aos funcionários públicos os dois subsídios (de férias e de Natal), Passos Coelho diz-se receptivo a ouvir propostas, enquanto Relvas diz o contrário. Quem manda?

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Castigo exemplar para a mãe, já

Numa escola de Chaves, um aluno do 5º. ano foi surpreendido por uma professora a copiar num teste de Língua Portuguesa, através da troca de mensagens de telemóvel com a sua mãe. Inqualificável a atitude desta senhora! Provavelmente, por burrice (não quero empregar um termo mais forte), esta mãe ainda pensava, naquela altura, que estava a ajudar o filho quando, de facto, estava a ensiná-lo a ser desonesto e desobediente às regras instituídas na escola que proibe a entrada de telemóveis nas salas de aula. É evidente que a escola vai ter de tomar medidas de carácter disciplinar para com o aluno mas deve comunicar o caso, ou apresentar mesmo uma queixa, ao Ministério Público para que esta mãe seja exemplarmente punida. Não esqueçamos que muito do que de mau se passa nas escolas tem a ver com o ambiente e a educação que vem das famílias.

INCORRIGÍVEL

Anda o governo a tentar cortar feriados e dias santos (a bem da produtividade, dizem-nos) e o Alberto João dá tolerância de ponto na Madeira para que todos possam assistir, nem que seja pela televisão, à posse do seu governo! O tio Alberto não muda e afronta o governo do seu (?) partido. E o Álvaro e a sua rapaziada não dizem nada? Nem um suspiro?

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Um super-ministério ou um ministério dos super?

Todos sabemos que este governo, para reduzir o número de ministros, criou alguns super-ministérios. O mais super de todos é, sem dúvida, o Ministério da Economia e do Emprego, que abrange também as Obras Públicas, Transportes e Comunicações e muitas outras coisas. Por isso o ministro Álvaro tem seis secretários de Estado (ou melhor, cinco secretários de Estado e uma secretária de Estado) para o ajudar (os ajudantes de ministro como eram classificados os secretários de Estado pelo então primeiro-ministro Cavaco Silva). Claro que um super-ministério teria de ter um super-ministro, como o nosso conhecido Álvaro, um ex-bloger de sucesso enquanto emigrante no Canadá, com uma super-mulher (segundo o mesmo) no lugar de chefe de gabinete. E pelo menos outro super, no cargo de secretário de Estado dos Tranportes. Ontem a propósito da greve dos transportes, este ajudante de ministro, em tom de ameaça resolveu dizer aos portugueses que esta greve serviria como uma oportunidade para o cidadão afectado reflectir se quer que as dificuldades que sentirá sejam excepção ou permanentes, pois seria isso o que aconteceria se não houvesse a anunciada reestruturação do sector. Por outras palavras: Ou aceitam a reestruturação como eu quero ou não há transportes públicos para ninguém. Este senhor, que eu não conheço de lado nenhum, não sabe que faz parte de um governo que deriva da vontade do Povo, que lhe deu o poderes para ele tutelar a rede de transportes públicos, melhorá-la e não para acabar com ela. É isso que os cidadãos esperam dele. Já agora uma sugestão: Não sei se este senhor é dos ditos independentes do Governo, ou militante de um dos partidos da coligação. Mas como o partido liderante é o PPD, aconselho-o a ir ler o programa fundador deste partido, no que diz respeito à política de transportes públicos. Talvez tenha uma surpresa.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

DA JUSTIÇA, MAIS UMA VEZ

Em 17 de Maio do ano passado, um sem abrigo tentou subtrair uns chocolates numa loja Lidl, no Porto, no valor de 14,34 euros, arriscando agora uma pena de prisão até 3 anos.
O julgamento está marcado para Setembro do próximo ano.
Quando é preciso notificá-lo, a PSP tem de o procurar pelas ruas da cidade e até o advogado nomeado diz que só recorrendo à organização Médicos do Mundo consegue contactá-lo.
Os custos do processo, como é evidente, já superam em muito o valor 'furto' não consumado.
O Lidl já é useiro e vezeiro nestas merdas. E a justiça embarca. E nós pagamos.
Fonte: JN de hoje

PS E OE

Parece que a coisa está cozinhada no centro geométrico do triângulo S. Bento, Belém e Largo do Rato: o PS de Seguro vai abster-se nas votações do OE/2012, após o corte de 'apenas' um dos subsídios à função pública. Vêem como somos magnânimos? Vêem como a minha palavra ainda tem peso? Vêem como fazemos oposição construtiva e defendemos o povo?
Afinal, há ou não folga (ou almofada, como dizem)?

Uma dúvida, porém: a equidade já é, assim, respeitada? E a eventual inconstitucionalidade dos cortes já não se verifica?

LIDO

"A meio de ler os jornais comecei a perguntar-me (não queiram saber porquê) o que aconteceria se Pedro Passos Coelho, António José Seguro e Paulo Portas se juntassem e tivessem um filho (não perguntem como). A resposta: Vítor Gaspar."

Rui Tavares, in Público de hoje

sábado, 5 de novembro de 2011

Ou são ingénuos, ou são distraídos ou estão a dormir

Ouvi hoje um porta-voz do Partido Socialista aplaudir a disponibilidade do Governo e do grupo parlamentar do PPD para ouvirem as propostas socialistas , com o objectivo de melhorar o Orçamento do Estado e minorar o impacto das medidas de austeridade que o primeiro-ministro anunciou. E qualificaram também de muito positivas as palavras do ministro Relvas que hoje admitiu que todas as propostas são possíveis de ser avaliadas, incluindo aquelas que mexem com os cortes dos subsídios.


Perante isto, só posso pensar que os dirigentes desta liderança do PS, ou são ingénuos, ou andam distraídos, ou ainda, que estão a dormir. Será que António José Seguro e seus acólitos não viram o vídeo que, para lá de ter sido divulgado no You Tube, foi divuldado também e muito comentado em dezenas de outros blogs? Será que não viram Passos Coelho a dizer que sendo governo não aumentaria impostos, que falar em corte de subsídio de Natal era um disparate e que não consentiria que se cortasse o benefício fiscal de deduzir uma percentagem dos gastos com a saúde no IRS? Não ouvem as queixas de muitos portugueses, alguns deles ilustres, que acusam o Governo, e sobretudo o primeiro-ministro, de governarem com medidas que, enquanto Oposição, classificavam como disparates? E que por isso são mentirosos? Então, ainda acreditam neles? Santa ingenuidade!

G 20

Reuniram-se os G 20 e mais alguns. E depois? Que saiu de substancial de tal reunião? Estão à espera de que seja a China a resolver os problemas mundiais, EUA incluídos? É só fumaça, como diria o almirante Pinheiro de Azevedo de boa memória.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

"Este não é o meu Orçamento, disse Seguro". Então, porque não vota contra?

Se alguém me pede para me pronunciar sobre determinadas medidas a pôr em prática, só posso dizer: sou contra, se não concordo com elas; sou a favor se concordo; ou não sou contra nem a favor (abstenho-me), se me é indiferente que tais medidas sejam ou não tomadas. O que não devo fazer, para ser coerente, é dizer que não me revejo nelas, que não concordo com elas, mas com medo de represálias de terceiros não sou contra nem sou a favor. Ora, foi precisamente esta posição incoerente que o líder do PS propôs que fosse aprovada pela Comissão Política do partido, relativamente ao Orçamento Geral do Estado. E a comissão Política, por maioria, fez-lhe a vontade. O PS vai abster-se quando for votada no Parlamento a proposta do Orçamento para 2012. E porquê? Porque, segundo António José Seguro, está em causa a credibilidade do país. Eu não consigo entender. Então o país torna-se mais credível sabendo-se que um número significativo de deputados, não concordando com o Orçamento, achando mesmo que é mau e que pode trazer consequências nefastas para os seus concidadãos, não vota contra? Será que um deputado defende melhor o interesse nacional não votando de acordo com a sua consciência? Confesso que não entendo. O PS, com medo não sei de quê, prefere não afrontar o Governo a estar ao lado dos milhões de cidadãos para quem a vida vai passar a ser um inferno. E, pior: o PS vai entregar a Oposição ao Partido Comunista e ao Bloco de Esquerda. Como é possível!

MENOS ESTADO, DIZEM ELES

Menos Estado, que só atrapalha, vociferam os filhotes dos boys da Escola de Chicago. Mas se o Estado puder dar uma mãozinha amiga, não dizem que não, antes, venerandos e obrigados, a solicitam. E foi assim que nos idos de 90 (quem governava?), a AEP, sob a regência de um ilustre capitão da indútria, leva a cabo um projecto megalómano, o Europarque, solicitando o aval do Estado para o financiamento bancário necessário para levar a cabo o projecto. Este deu com os burrinhos na água e a AEP vem agora dizer que não tem o cacau para solver os seus compromissos, pelo que tem que ser o Estado, isto é, nós, a encostar a barriga ao balcão. O que vale é que são "apenas" uns 30/35 milhões, uma gota comparado com o buraco do Alberto João. Mais um dia de trabalho, que pode ser em 25 de Dezembro, e o buraco fica tapado. O problema pode ser o de ter que arrasar a coisa e descobrir local para depositar o entulho.

PS E OE

Ao que tudo indica, Passos encostou Seguro à parede. Este já afirmou que o PS se vai abster nas votações do OE/2012, e que, se saiba, não vê contemplada nenhuma das suas propostas de alteração (o IVA na restauração?). Palpita-me que o PS vai entrar em ebulição e Seguro não está seguro.

EM PORTUGUÊS NOS ENTEDENDEMOS

Diz o Público de hoje, na sua 1.ª página, que a "Metro [do Porto] tem um estudo que desaconcelha o fecho antes das 24h".´
Eu aconselhava o Público a instalar um corrector de texto.

DA JUSTIÇA, NOVAMENTE

Ontem, trombeteavam as televisões que a detenção de Isaltino Morais estava por um fio, quiçá, por horas. Qual quê? As tvs não fazem os trabalhos de casa, já que ignoravam, e não procuram informar-se, que ainda há não sei quantos recursos para serem apreciados e despachados. Mas ainda haverá alguém esperançado em assistir à detenção do outrora autarca modelo? Sentem-se, dormitem e sosseguem.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Futebol europeu

Ainda faltam os jogos de amanhã, para a Liga Europa, para se concluir mais uma jornada de futebol europeu. E esperemos que as coisas corram melhor para as equipas portuguesas - Sporting e Braga - do que correram hoje na Liga dos Campeões. Foi negativa, mesmo muito negativa, já que o Porto perdeu ontem em Chipre e o Benfica empatou hoje em casa com o Basileia, perdendo assim a hipótese de se apurar já para a fase seguinte. O Porto, ao perder, acabou por ser a primeira equipa portuguesa a perder com uma equipa cipriota. Refira-se que neste jogo , tal como o da primeira volta realizado no Dragão, jogaram mais portugueses pela equipa de Chipre do que pela equpa de Portugal!

Já agora quero referir que estou totalmente de acordo com um comentário que ouvi na televisão relativamente ao jogo do Benfica. Provavelmente as substituições desta equipa já tinham sido decididas na véspera e não hoje, em função do decorrer da partida. Se não foi, pareceu que sim.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

QUO VADIS, GRÉCIA?

Depois do inesperado e inexplicável anúncio do referendo às medidas de apoio da troika já acordadas, o governo grego demite todas as chefias militares. Coincidências?, pergunta o 4-pereiró. Não creio que seja mera coincidência. O problema deve ser de natureza diversa. Não esqueçamos que a democracia grega é relativamente recente e, ao que se diz, a corrupção por ali bate todos os demais concorrentes.
Entretanto, com a Grécia a afogar-se, arriscamo-nos a ir todos ao fundo.
Haverá salvação?

BOLAS À TRAVE

Depois da derrota do FCPorto em Nicósia, contra o Apoel, num jogo muito fraquinho dos dragões, o seu treinador afirmou: "perdemos quase de uma forma inexplicável". Quase? Importa-se de repetir, para ver se entendo?

Será coincidência?

O primeiro-minjstro grego, George Papandreu, contra tudo o que era expectável, anunciou que iria promover um referendo sobre o novo programa de ajuda externa que tinha negociado e acordado com a União Europeia. Entretanto, é anunciado que o Governo grego substituiu hoje as chefias das Forças Armadas, por proposta do ministro da Defesa. Será coincidência? Esperemos que sim.