segunda-feira, 31 de outubro de 2011
É UM FARTAR
O Álvaro, a pedido do agora super-patrão António Saraiva ("se queres conhecer o vilão, mete-lhe uma vara na mão"), quer impor mais meia hora diária aos trabalhadores da actividade privada, a "bem da produtividade", assunto que já aqui foquei. Pois agora, em termos de Concertação Social, o Saraiva quer dispor daquela meia hora a bel-prazer dos empregadores, isto é, estes vão somando as meias horas e utilizam-na quando muito bem entenderem. Bem visto! Que mais irão inventar os álvaros saraivas?
O PS E O OE
Parece que um dia destes a Comissão Política do PS vai decidir sobre o voto do OE. Ignoro qual será a decisão e os argumentos que a suportará. Uma coisa tenho como certa: o governo não tem dado cavaco ao PS mas diz esperar deste uma decisão patriótica, seja o que isso signifique. O PS deixou-se enredar na teia de Passos Coelho e qualquer saída vai ser difícil de explicar, interna e externamente.
sábado, 29 de outubro de 2011
De que é que o PS está à espera
Nos últimos dias desta semana sairam sondagens que revelam estarem cerca de 80% dos portugueses contra este Orçamento Geral do Estado, tal como foi apresentado. Revelam também que uma percentagem enorme de portugueses discordam com o modo como este governo nos está a governar e que a popularidade dos governantes é muito baixa. Paradoxalmente, ou talvez não, os portugueses descontentes com Governo e governantes continuariam a votar maioritariamente nos partidos da coligação que nos governa. Porquê, pergunto? Penso que não "sabem do PS". Naturalmente perguntam, como eu: Onde está o PS? Não sou politólogo, sociólogo, filósofo ou até comentador político. Mas quando em democracia uma enorme maioria do povo não gosta do Governo, mas diz continuar a votar nele, é fácil concluir que o povo se sente órfão de oposicão. Entretanto, dir-me-ão: Mas vai haver manifestaçõe de desagrado com esta política, patrocinadas pelas organizações sindicais. Pois sim, direi. Mas o PS não pode estar quieto e deixar que sejam a CGTP, a UGT, outras forças sindicais, com o apoio do PCP e do Bloco a liderarem a oposição. Como já disse neste blog, o PS não pode ficar refém do acordo com a Troika. O PS tem que explicar aos portugueses que estas medidas vão muito para lá do que foi acordado, e nada melhor para mostrar já o seu desacordo com esta governação e dar um grande sinal de que vai começar a liderar a oposição do que votar contra este Orçamento. De que é que o PS está à espera?
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sexta-feira, 28 de outubro de 2011
Adiada a votação do Orçamento, por incompetência do Governo
Inacreditável. A votação do Orçamento do Estado para 2012 foi adiada por uma semana para "evitar ilegalidade". Ora, de acordo com a lei, ao apresentar a proposta do Orçamento o Governo é obrigado a apresentar em simultâneo as Grandes Opções do Plano. Mas este documento ainda não foi aprovado pelo Governo e consequentemente enviado à Assembleia da República, porque ainda aguarda parecer do Conselho Económico e Social que só vai reunir para o efeito no próximo dia 8. E o presidente deste organismo, Silva Peneda, ex-dirigente do PPD, já afastou a ideia de antecipar essa reunião e atira a responsabilidade do atraso para o Governo que lhes entregou o documento muito mais tarde do que é habitual. Agora, pergunto: o Governo não conhece as leis, ou acha que a legitimidade democrática lhe dá o direito de, se quiser, não as cumprir? Segundo se diz, o ministro Gaspar achava que a simultaneidade das Grandes Opções do Plano e do Orçamento só era necessária aquando da votação final global. Ó Gaspar, abre os olhos, pá! Se a lei diz que os dois documentos têm que de ser apreciados em simultâneo, logicamente que têm que ser estar disponíveis para os deputados na mesma altura, não é? Mais uma trapalhada deste Governo.
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
CIDADANIA
Assisti, casual e parcialmente, ao que é relatado pelo JN de hoje.
Um cidadão do Porto estranhou a matrícula antiga de um carro recente, estacionado em segunda fila, junto a um banco, e alertou a polícia o facto. Esta, agindo de forma discreta, aborda o carro e consegue deter um dos três ocupantes, que confessou terem intenção assaltar uma carrinha de valores, que entretanto chegou.
De apreciar a perspicácia do cidadão e de louvar a sua atitude. De enaltecer, também, a atenção que a PSP prestou à informação recebida e o modo como actuou. A ambos se ficou a dever a não concretização de mais um assalto e, quem sabe?, evitar de danos pessoais.
Um cidadão do Porto estranhou a matrícula antiga de um carro recente, estacionado em segunda fila, junto a um banco, e alertou a polícia o facto. Esta, agindo de forma discreta, aborda o carro e consegue deter um dos três ocupantes, que confessou terem intenção assaltar uma carrinha de valores, que entretanto chegou.
De apreciar a perspicácia do cidadão e de louvar a sua atitude. De enaltecer, também, a atenção que a PSP prestou à informação recebida e o modo como actuou. A ambos se ficou a dever a não concretização de mais um assalto e, quem sabe?, evitar de danos pessoais.
VIOLÊNCIA E IMPUNIDADE?
É notícia da imprensa de hoje o caso de uma professora da Quinta do Conde, Sesimbra, que foi agredida pelos pais de dois alunos. Nada de estranho, já que o caso não é virgem. O que espanta, é que "esta não foi a primeira vez que os pais das crianças, de etnia cigana, que residem perto da escola, invadiram o recinto, tendo ocorrido outros episódios nos dois anos lectivos anteriores. «Qualquer brincadeira que envolva contacto físico com o filho motivava a ida do casal à escola. E das outras vezes insultaram as pessoas», precisou à Lusa Eduardo Cruz, director do agrupamento", diz o JN.
Outros episódios nos dois anos lectivos anteriores? E que fez o senhor director? Calou-se como um rato, com medo dos ciganos ou participou à autoriddade policial? Se sim, qual o resultado? E quando é que os ciganos se comportam como quaisquer outros cidadãos, com os mesmos direitos e os mesmos deveres, incluindo os de convivência e respeito mútuo?
Outros episódios nos dois anos lectivos anteriores? E que fez o senhor director? Calou-se como um rato, com medo dos ciganos ou participou à autoriddade policial? Se sim, qual o resultado? E quando é que os ciganos se comportam como quaisquer outros cidadãos, com os mesmos direitos e os mesmos deveres, incluindo os de convivência e respeito mútuo?
Coitados!
Estou preocupadíssimo. Então não é que os lucros dos primeiros nove meses do Banco Espírito Santo caíram para 137,8 milhões de euros, qualquer coisa como 66% menos relativamente aos lucros do mesmo período do ano passado. Coitados! E agora? Provavelmente os seus accionistas e, sobretudo, os seus gestores vão passar mal, não? Não seria altura do Governo dar uma ajudinha?
Ah, fico menos preocupado! Afinal a grande diferença dos lucros deveu-se ao facto de o Banco, com receio do agravamento da conjuntura económica resolveu reforçar as provisões no montante de 660,7 milhões de euros. Assim já fico mais aliviado! Coitados dos accionistas, será que lhes vai faltar o dinheiro para a sopa? Espero que não.
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
É estranho!
Achei muito estranha a declaração feita pelo secretário do Conselho de Estado, algum rempo após a reunião ter terminado. Ao que entendi os Conselheiros apelaram ao diálogo entre partidos, sindicatos, associações sindicais e patronais. Pergunta-se: Só isso? Seis horas de reunião e a única conclusão é o apelo ao diálogo? Por mim não acredito.
Já não era sem tempo
O ministro das Finanças esteve hoje no Parlamento, concretamente na Comissão de Orçamento e Finanças, a responder a questões levantadas pelos deputados. Vi só um bocadinho dessa audição do ministro, que estava a ser transmitida em directo pelos canais de notícias, e fiquei de certo modo satisfeito com o que vi. Sobretudo porque vi três jovens deputados do PS - João Galamba, Pedro Nuno Santos e Pedro Marques, a fazerem oposição aguerrida e enérgica a este Orçamento, sem complexos e livres do estigma da governação do último Governo PS. Acusaram os partidos da coligação, sobretudo o PPD, e o primeiro-ministro de estarem a governar em completa contradição com o que apregoavam enquanto Oposição e, sobretudo, na campanha eleitoral, o que quer dizer que enganaram os portugueses. E, pelo que vi, não vão deixar que o Governo continue a justificar as medidas de austeridade com os "buracos que, dizem, vão descobrindo. Gostei daquilo que vi. Será que o PS começou finalmente a fazer oposição a sério? Já não era sem tempo.
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OPINIÕES MUITO INTERESSADAS
"A opinião desinteressada"
"Em tempos, como os nossos, de falta de memória, valem-nos a Net e quantos, na Net - pois a generalidade dos media tradicionais se tornou hoje em instrumento de esquecimento -, não desistem de se lembrar. Sem a Net, no caso a blogosfera, ficariam por desmascarar muitas trapaças de opinião com que alguns dos figurões que peroram nas TVs e jornais vão levando, com o ar mais "técnico" deste mundo, a água ao insaciável moinho das próprias conveniências.
Devo à infatigável memória do blogue http://derterrorist.blogs. sapo.pt o "link" que me fez descobrir o que Ângelo Correia pensava há um ano sobre direitos adquiridos: "A terminologia político-sindical proclama a existência de 'direitos adquiridos' (...)[Ora] numa democracia, 'adquiridos' são os direitos à vida, à liberdade de pensamento, acção, deslocação, escolha de profissão, organização política (...) Continuarmos a insistir em 'direitos adquiridos' intocáveis é condenar muitos de nós a não os termos num qualquer dia do futuro" (CM, 14/6/10).
Isto era um há um ano. Entretanto, quando direitos adquiridos a salários e pensões são todos os dias espezinhados, discutindo-se agora a suspensão das subvenções vitalícias de ex-políticos que acumulem vencimentos no sector privado, Ângelo Correia já pensa outra coisa: "Os direitos que nós temos são...direitos adquiridos!" (RTP, 24/10/11).
Aqui está um homem em cujas desinteressadas opiniões se pode confiar."
Manuel António Pina, in JN de hoje
"Em tempos, como os nossos, de falta de memória, valem-nos a Net e quantos, na Net - pois a generalidade dos media tradicionais se tornou hoje em instrumento de esquecimento -, não desistem de se lembrar. Sem a Net, no caso a blogosfera, ficariam por desmascarar muitas trapaças de opinião com que alguns dos figurões que peroram nas TVs e jornais vão levando, com o ar mais "técnico" deste mundo, a água ao insaciável moinho das próprias conveniências.
Devo à infatigável memória do blogue http://derterrorist.blogs. sapo.pt o "link" que me fez descobrir o que Ângelo Correia pensava há um ano sobre direitos adquiridos: "A terminologia político-sindical proclama a existência de 'direitos adquiridos' (...)[Ora] numa democracia, 'adquiridos' são os direitos à vida, à liberdade de pensamento, acção, deslocação, escolha de profissão, organização política (...) Continuarmos a insistir em 'direitos adquiridos' intocáveis é condenar muitos de nós a não os termos num qualquer dia do futuro" (CM, 14/6/10).
Isto era um há um ano. Entretanto, quando direitos adquiridos a salários e pensões são todos os dias espezinhados, discutindo-se agora a suspensão das subvenções vitalícias de ex-políticos que acumulem vencimentos no sector privado, Ângelo Correia já pensa outra coisa: "Os direitos que nós temos são...direitos adquiridos!" (RTP, 24/10/11).
Aqui está um homem em cujas desinteressadas opiniões se pode confiar."
Manuel António Pina, in JN de hoje
PORTUGAL É UMA MINA? -2
No post anterior, para ser mais entendível, onde se lê "minério" devá ler-se "volfrâmio", como se dizia à época, quando de um dia para o outro se fizeram fortunas (que raramente foram duradouras).
PORTUGAL É UMA MINA?
Portugal sempre foi uma mina para uns quantos. Agora, parece vir a ser uma mina para todos. Um dia é o petróleo da Figueira ou do Algarve (além do do Beato), noutro o ferro de Moncorvo, noutro ainda o velho 'minério' de tungstânio, noutro mais a prata e ouro de Jales, de Valongo ou de Aljustrel e até o urânio da Beira Baixa.
Vai tudo para as minas, com o Álvaro a comandar e a fumar um charuto enrolado em notas de 10 euros, como faziam nos bons velhos tempos os negociantes do 'minério' com notas de 100 escudos.
Vai tudo para as minas, com o Álvaro a comandar e a fumar um charuto enrolado em notas de 10 euros, como faziam nos bons velhos tempos os negociantes do 'minério' com notas de 100 escudos.
terça-feira, 25 de outubro de 2011
MEDIDAS FULCRAIS
O pândego do Álvaro insiste em defender que o aumento do horário de trabalho em 1/2 hora diária "é uma medida fulcral" para inverter a situação do país.
Já há dias abordei o assunto e mantenho a posição: em que é que a medida vai beneficiar a economia do país? A produção pode aumentar, e depois, quem compra? Ou vão aumentar os stocks de produtos fabricados, com os inerentes custos? E se há um aumento de horas trabalhadas, da ordem dos 12,5%, quem garante que os empresários não sejam tentados a despedir 12,5% dos trabalhadores? E se os produtos não se escoam, para que continuar a produzir ao mesmo ritmo e manter a mão-de-obra? E depois, quem paga os subsídios de desemprego? O ideal não seria aumentar o horário e trabalho para as 12 horas diárias e pagar o salário mínimo a toda a gente? Íamos sair da crise em poucos meses, digo eu.
Que raio de matéria ensina o Álvaro lá pelo Canadá? Deve ser numa universidade manhosa.
Já há dias abordei o assunto e mantenho a posição: em que é que a medida vai beneficiar a economia do país? A produção pode aumentar, e depois, quem compra? Ou vão aumentar os stocks de produtos fabricados, com os inerentes custos? E se há um aumento de horas trabalhadas, da ordem dos 12,5%, quem garante que os empresários não sejam tentados a despedir 12,5% dos trabalhadores? E se os produtos não se escoam, para que continuar a produzir ao mesmo ritmo e manter a mão-de-obra? E depois, quem paga os subsídios de desemprego? O ideal não seria aumentar o horário e trabalho para as 12 horas diárias e pagar o salário mínimo a toda a gente? Íamos sair da crise em poucos meses, digo eu.
Que raio de matéria ensina o Álvaro lá pelo Canadá? Deve ser numa universidade manhosa.
Quem te viu e quem te vê
Daniel Bessa, antigo ministro da Economia de António Guterres, disse hoje numa entrevista à margem de uma conferência levada a cabo pela Cotec que seria um sinal importante para os mercados externos se o PS aprovasse o Orçamento. Credo, digo eu. E, já agora, digo mais: Ó Daniel, quem te viu e quem te vê.
O Álvaro é um pândego
Já não é a primeira vez que digo que o Álvaro - o nosso (?) ministro da Economia, do Emprego e de muitas outras coisas, como da asneira, é um pândego. De vez em quando lembra-se de anunciar uma ideia esdrúxula para pôr em prática , que até parace estar a brincar connosco. Às vezes dou-lhe um desconto, porque penso que o homem está fora, muito fora da realidade do país de que é super-ministro.
Entre muitas outras coisas que hoje nos anunciou, relacionadas com o desemprego, veio informar-nos que cada desempregado vai ter um "gestor de carreira". Quando ouvi isto pela primeira vez, pensei que tinha ouvido mal. Mas após ouvir mais vezes, incluindo pela voz do próprio ministro, desabafei: Já não tenho pachorra..., quantos mais disparates terei que ouvir a este tipo? Gestor de carreira para um desempregado, para gerir o quê? Até hoje só conhecia gestores de carreira para artistas de cinema, de teatro e até de circo, e sobretudo para jogadores de futebol. Por isso, comecei logo a imaginar ver o Jorge Mendes, o José Veiga, o Paulo Barbosa e outros, à porta dos Centros de Emprego a propor contratos de agenciamento aos muitos milhares de desempregados. Não esqueçamos que estes gestores de carreira, normalmente apelidados de empresários, têm muita experiência em arranjar emprego a muitos futebolistas. E bons empregos, como sabemos, com óptimos ordenados. Ah, e estão credenciados pela FIFA.
RIGOR MATEMÁTICO
Leio no Público de hoje (página 2) que "em 2010, a RTP empregava cerca de 2412 profissionais".
Seriam 2411 e meia empregada de limpeza ou 2413 menos um porteiro de folga?
Seriam 2411 e meia empregada de limpeza ou 2413 menos um porteiro de folga?
DEMAGOGIAS
Os subsídios de renda para os políticos que desempenhem funções permanentes na capital e aí ou nas cercanias não tenham residência, justa a todos os títulos, já conduziu à demagogia. Agora, é o ministro Aguiar Hífen Branco que, por solidariedade (!), abdica de tal subsídio. Eu, que tinha sido sondado para para chefe de gabinete do adjunto do um um secretario de Estado ( já não me recordo qual), terei que declinar o honroso convite.
Faxefavor de não me fazer rir.
Faxefavor de não me fazer rir.
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Tanto chinfrim, porquê?
Acalmado o chinfrim que algumas personalidades da Direita fizeram, em consequência das críticas que o nosso venerando Chefe de Estado fez às medidas que o Governo PPD/CDS pretende introduzir no Orçamento do Estado, nomeadamente aquelas que S Exa considera violadoras da equidade fiscal, como o tirar os subsídios de férias e de Natal aos funcionários públicos e aos reformados e não àqueles que recebem rendimentos das actividades privadas, é altura de lhes perguntar:
Não foram todos apoiantes de Cavaco Silva, muitos deles elementos preponderantes nos seus órgãos da candidatura - Comissão de Honra ou Comissão Política? Não o conheciam bem? Não sabem que Cavaco Silva põe sempre os seus interesses pessoais e políticos à frente de todos os outros interesses? Não sabem que Cavaco estava mortinho por mandar "uma latada no Passos da jota" que o enfrentou nos órgãos do PPD? Ora, Cavaco Silva sabe, como todos nós sabemos, que tais medidas vão trazer uma grande recessão económica e, sobretudo, vão aumentar o desemprego, empobrecer muitos portugueses e colocar muitas famílias à beira da miséria, e ele não quer ficar ligado a estes dramas. Cavaco Silva também sabe, como todos nós, que vai haver muita contestação nas ruas e não quer ver cartazes e caricatuas suas que o apontem como um dos responsáveis. Ele quer estar em casa, ao lado da sua Maria, a ver as reportagens das manifestações e rir a bom rir das menções desagradáveis ao Passos Coelho e dizer bem alto: "Eu bem avisei!"
Ah, espero que Cavaco Silva, em coerência com o seu pensamento (será?), vete a lei do Orçamento se forem avante estas medidas, muito embora saiba que o teria obrigatoriamente de promulgar uma vez votado de novo por mairia absoluta no Parlamento. Mas, mantinha a sua posição. Caso contrário temos o direito de pensar que "é só fumaça"
CONTRIBUTOS PARA A CRISE - 2
José Cesário, a contragosto, suponho, lá abdicou também do subsídio de renda de casa. Mais um contributo para a crise.
Esperam-se mais gestos altruístas. Talvez o dr. Mota Amaral, homem estimável, pudesse abdicar das benesses que a senhora presidente da AR lhe atribuiu.
Esperam-se mais gestos altruístas. Talvez o dr. Mota Amaral, homem estimável, pudesse abdicar das benesses que a senhora presidente da AR lhe atribuiu.
CONTRIBUTOS PARA A CRISE

Dezenas de emails recebidos contavam-me que o senhor cuja foto se vê acima gozava dos seus rendimentos num resort, de que era proprietário, em Cabo Verde.
Mentira, o senhor anda por aí, já que, segundo o DN online, até vem dizer que, sem prejuízo de poder abdicar de alguma das benesses legais de que beneficia, o seu grande contributo é criar trabalho nas suas empresas. E a mais não é obrigado. Ou será? Talvez explicar melhor a aposição da sua assinatura em documentos de certos negócios da SLN/BPN, por exemplo. Documentos que, terá dito, não leu!...
domingo, 23 de outubro de 2011
MAIS UMA PENALIZAÇÃO
Os trabalhadores da função pública vão ser ainda mais penalizados por via da retenção mensal do IRS. A tabela de retenções tem em conta o rendimento anual de 14 meses; como aqueles trabalhadores apenas vão receber 12 meses, descontarão mais do que o devido, ainda que no ano seguinte possam ver devolvida a diferença. Só que, entretanto, foram forçados a emprestar ao Estado, sem juros, uma parte do seu rendimento.
Ou será que o ministro Gaspar vai elaborar uma tabela diferente para a função pública? Mais um saque à falsa fé e uma trapalhada. E ficaremos por aqui? Além do corte do cabelo, também querem tirar-nos o couro?
Ou será que o ministro Gaspar vai elaborar uma tabela diferente para a função pública? Mais um saque à falsa fé e uma trapalhada. E ficaremos por aqui? Além do corte do cabelo, também querem tirar-nos o couro?
IMPRENSA E POLÍTICA
O DN denunciou o caso de diversos políticos que recebem subsídio de residência, sendo que dois deles têm casa nos arredores de Lisboa, como é o caso do ministro Miguel Macedo que tem residência legal em Algés, onde se recolhe durante a semana. Num primeiro momento, o ministro afirmou que não abdicava de uma benesse a que legalmente tinha direito. Deve ter metido a mão na consciência e concluído que se tal subsídio era legal também era de moralidade duvidosa, mormente num momento em que só falta tirar os olhos aos cidadãos, e vai abdicar da benesse.
Este é um exemplo de como as ditaduras não permitem uma imprensa livre.
Não tivesse o DN denunciado o caso e tudo continuava a correr às mil maravilhas para um sujeito que deveria ter um comportamento exemplar, exemplar no sentido de dar o exemplo.
Espera-se que outros casos de idêntico calibre venham a público e muitos dos políticos da nossa praça tenham vergonha na cara e não nos insultem nem nos comam por lorpas.
Este é um exemplo de como as ditaduras não permitem uma imprensa livre.
Não tivesse o DN denunciado o caso e tudo continuava a correr às mil maravilhas para um sujeito que deveria ter um comportamento exemplar, exemplar no sentido de dar o exemplo.
Espera-se que outros casos de idêntico calibre venham a público e muitos dos políticos da nossa praça tenham vergonha na cara e não nos insultem nem nos comam por lorpas.
sábado, 22 de outubro de 2011
MUDANÇAS
O clima está em fase de mudanças, desde o Minho ao Algarve. Ventania, frio e até algum gelo estão anunciados para os próximos tempos. Parece que desde Massamá até à região da Casa da Coelha os ventos gélidos se irão fazer sentir. Tempos difíceis, já que o aquecimento vai ficar mais caro e as pensões de reforma vão ser cortadas, mesmo para a dona Maria. Como equilibrar/minimizar os efeitos deste clima?
UM BOM EXEMPLO
O carro oficial (um BMW) do presidente da Câmara de Torres Novas pifou e vai para a sucata. Vai ser adquirido um usado, já que o presidente diz que se sentiria desconfortável, em época de crise, a 'passear-se' num automóvel novo em folha. Gesto demagógico? Pois que seja. Aplausos para o presidente da Câmara de Torres Novas.
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