Se alguém me pede para me pronunciar sobre determinadas medidas a pôr em prática, só posso dizer: sou contra, se não concordo com elas; sou a favor se concordo; ou não sou contra nem a favor (abstenho-me), se me é indiferente que tais medidas sejam ou não tomadas. O que não devo fazer, para ser coerente, é dizer que não me revejo nelas, que não concordo com elas, mas com medo de represálias de terceiros não sou contra nem sou a favor. Ora, foi precisamente esta posição incoerente que o líder do PS propôs que fosse aprovada pela Comissão Política do partido, relativamente ao Orçamento Geral do Estado. E a comissão Política, por maioria, fez-lhe a vontade. O PS vai abster-se quando for votada no Parlamento a proposta do Orçamento para 2012. E porquê? Porque, segundo António José Seguro, está em causa a credibilidade do país. Eu não consigo entender. Então o país torna-se mais credível sabendo-se que um número significativo de deputados, não concordando com o Orçamento, achando mesmo que é mau e que pode trazer consequências nefastas para os seus concidadãos, não vota contra? Será que um deputado defende melhor o interesse nacional não votando de acordo com a sua consciência? Confesso que não entendo. O PS, com medo não sei de quê, prefere não afrontar o Governo a estar ao lado dos milhões de cidadãos para quem a vida vai passar a ser um inferno. E, pior: o PS vai entregar a Oposição ao Partido Comunista e ao Bloco de Esquerda. Como é possível!
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sexta-feira, 4 de novembro de 2011
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
TRADUTORES E INTÉRPRETES
Há tempos, o ministro Gaspar veio interpretar a afirmação de Passos Coelho quanto ao famosso "desvio colossal", já que entre "desvio" e "colossal" foram proferidas umas quantas palavras que alteravam o sentido da frase.
Agora, é o ministro Relvas que traduz e interpreta a afirmação do Gaspar, quando este terá afirmado, fora de portas e em inglês, que "maiores dificuldades ainda estão para vir". Diz Relvas que tal significa que "o caminho é longo".
Mas esta gente não sabe expressar-se devidamente, precisando que terceiros venham "explicar" ao povo ignaro o real sentido das afirmações?
Até o Alberto se interpreta a ele próprio, quando diz que o que disse não é o que parece e apenas foi proferido no calor de um comício. Há pachorra para esta tropa fandanga?
Agora, é o ministro Relvas que traduz e interpreta a afirmação do Gaspar, quando este terá afirmado, fora de portas e em inglês, que "maiores dificuldades ainda estão para vir". Diz Relvas que tal significa que "o caminho é longo".
Mas esta gente não sabe expressar-se devidamente, precisando que terceiros venham "explicar" ao povo ignaro o real sentido das afirmações?
Até o Alberto se interpreta a ele próprio, quando diz que o que disse não é o que parece e apenas foi proferido no calor de um comício. Há pachorra para esta tropa fandanga?
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