Publiquei neste blog um post em que criticava o facto de ter sido noticiado que a Igreja Católica Portuguesa, ou se quizermos alguns dos seus bispos, proibirem os católicos de serem maçons. Recebi um comentário asinado por "Funes, o memorioso", que agradeço - é sempre bom sabermos que somos lidos - mas com o qual não concordo. E porquê?
Diz "Funes, o memorioso" que não percebeu nada do meu post e que o mesmo não faz sentido algum pois entende, pelos vistos, que a Maçonaria é uma confissão religiosa. Só assim entendo algumas perguntas que faz, das quais cito duas: "Porque não há-de (a Igreja) poder dizer que não aceita como membro da Igreja os que adoram outro Deus que não o Deus dos cristãos? "Não será normal que a Igreja não aceite que os católicos sejam muçulmanos?
Ora, a Maçonaria não é dogmática, pratica a tolerância e respeita a liberdade de consciência. Para ela a religião pertence ao foro íntimo de cada um. Ou seja, a Maçonaria não é uma religião. Aceita pessoas de todas as crenças ou sem qualquer crença e de todas as ideologias não totalitárias.
Não devemos recuar aos tempos do "Santo Ofício" nem, mais recentemente, ao tempos da ditadura de Salazar/Caetano e acusar os maçons de serem contra a religião. De resto, sabe-se que muitos e ilustres membros da Maçonaria foram ou são crentes, ou mesmo, até, bispos. Quero entretanto esclarecer que não sou maçon.

