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terça-feira, 9 de maio de 2017

Autárquicas - PS, Claro, como lhe compete


Há já algum tempo, mais propriamente quando se começaram a ouvir e a ler as primeiras notícias sobre os candidatos das diferentes forças políticas às eleições autárquicas, pensei que pela segunda vez não ia votar no PS ou com o PS. A primeira vez, que tenho ideia de já ter confessado neste blog, foi quando não votei em Eanes nas primeiras eleições para a Presidência da República após o 25 de Abril.

Pensava eu, até ao passado fim-de-semana, que não acompanharia o PS nas próximas eleições autárquicas, pois não votaria, de modo algum, em Rui Moreira. Por vários motivos, dos quais destaco dois: Não alinho nesses movimentos de cidadãos ditos independentes e que se julgam moralmente acima dos partidos políticos; Não suporto a conversa daqueles que invocando um falso regionalismo bacoco e ridículo, se queixam por tudo e por nada do “centralismo de Lisboa”.

 Sei bem o que de muito bom Manuel Pizarro fez pela cidade do Porto. Mas, se calhar até por isso, nunca concordei vê-lo numa atitude de quase subalterno de Rui Moreira. Por isso, foi com enorme satisfação que recebi a notícia de que o PS vai concorrer, como lhe compete, com lista própria à Câmara do Porto. Agora, é preciso que todo o partido se mobilize em volta da candidatura, fazendo notar a importância de Manuel Pizarro (e porque não também a de de Manuel Correia Fernandes) no que de bom foi feito neste município nos últimos quase quatro anos.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

eleições autárquicas - os grandes vencidos

Os grandes vencidos da noite foram: Luís Filipe Menezes, Fernando Seara e António Parada.
Luís Filipe Menezes foi, sem qualquer dúvida o maior vencido da noite. Entrou triunfante na campanha. Falava já num programa para doze anos, ou seja, os três mandatos que a lei lhe permitiria governar, caso contrário governaria o Porto …, até morrer? Afinal, teve uns miseráveis 21%. Que bazófia quando o confrontaram, a dois ou três dias das eleições, com uma sondagem que dava empate técnico entre os três principais candidatos! Ele, o todo poderoso Menezes, tinha sete sondagens (só?) que lhe davam a vitória. Como ele se enganou; ficou em terceiro! Menezes representou, como candidato à Câmara do Porto, o que de pior há na política: O populismo primário. De tal ordem que nem sequer deu conta que estava a insultar a inteligência dos cidadãos. Que lição que o povo do Porto lhe deu! Mas, atenção. Menezes é vingativo. Assente a poeira, vai arranjar culpados da sua derrota e vai-lhes apontar “as armas”.
Outro grande vencido da noite foi Fernando Seara. Não basta apresentar-se ao povo de Lisboa como sendo o careca do Benfica. O povo esperava estratégias coerentes e não demagogias baratas, como livros e estacionamentos à borla. Pouco mais de 22% em coligação PPD / CDS é um desastre.
Finalmente falo da humilhante derrota de António Parada em Matosinhos. É, sem qualquer dúvida, uma derrota pessoal. Uma derrota de alguém que para atingir as suas ambições pessoais (se calhar um sonho desde menino)  não hesitou em atropelar as boas práticas democráticas, tomar o aparelho local do partido e depois apresentar-se dizer …, meus senhores, agora sou eu! O outro que se lixe. E não me venham com a treta das primárias. Pois, ganhar uma votação (ou mesmo eleição) dentro duma estrutura local dum partido, onde só votam aqueles que pagaram as quotas ou que lhas pagaram, não são primárias. Por isso António Parada ganhou na concelhia, mas perdeu no concelho, apesar de ter a máquina do partido ao seu dispor e o apoio pessoal do líder António José Seguro. Este poderia e deveria ter evitado a derrota do PS em Matosinhos, mas não teve coragem para impor a sua autoridade de líder.
  


eleições autárquicas - os grandes vencedores

Os grandes vencedores da noite foram: António Costa em Lisboa, Rui Moreira no Porto e Guilherme Pinto em Matosinhos.
É quase consensual que o maior vencedor da noite foi António Costa, eleito para presidente da Câmara de Lisboa com mais de cinquenta por cento – um resultado nunca atingido por um só partido. Superou todas as expectativas. Para a Câmara Ganhou em todas as freguesias da cidade.
Rui Moreira, o único dito independente que nunca foi dirigente partidário, bateu-se e ganhou ao candidato do PS, Manuel Pizarro e ao candidato do PPD, o demagogo e populista primário Luís Filipe Menezes. É verdade que teve o apoio declarado do CDS/PP, que beneficiou do descontentamento de muitos barões locais do PPD e do facto do candidato do PS não ser uma figura muito conhecida entre os portuenses normalmente votantes no partido. Seja como for, obteve uma boa vitória.
Guilherme Pinto, em Matosinhos, obteve uma vitória que ficará para a História. Não aceitou (e bem, acho eu) que o partido não o recandidatasse, sabendo-se que tinha obra feita e o reconhecimento de muitos cidadãos de Matosinhos. Concorreu como independente e ganhou com maioria absoluta, relegando o PS para uns impensáveis 25% e o PPD para uns miseráveis 9%.
Esperemos que estes três autarcas não desiludam os munícipes que neles confiam.   


quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Eleições autárquicas

Antes das eleições autárquicas, sobretudo no último mês e meio, os comentadores políticos e principalmente os jornalistas/comentadores (ou comentadores jornalistas) diziam que nem o PS teria uma grande vitória nem o PPD teria uma significativa derrota. E que por isso, atendendo a que a ocasião era favorável ao PS e desfavorável ao PPD, por força da austeridade governativa, o líder António José Seguro iria enfrentar alguma ou muita contestação no partido, dependendo da fraca vitória ou, quiçá, de uma derrota de última hora. Ao contrário, Passos Coelho teria praticamente garantido o sossego da sua liderança. Puro engano daqueles sabichões! Afinal, apurados os resultados das eleições verifica-se que o PS teve uma vitória clara e inequívoca e que o PPD teve uma grande derrota. O PS alcançou resultados eleitorais que nenhum outro partido ou coligação alguma vez obteve em eleições autárquicas. Ganhou algumas das Câmaras das localidades mais populosas do país – Lisboa, Sintra, Gaia, Amadora, Odivelas, Gondomar, Valongo e outras. O PPD, mesmo coligado com o CDS/PP (Paulo Portas) de Câmaras populosas ganha Braga e Cascais. Mas a vitória do PS, que é efectivamente uma grande vitória, não é porém uma vitória imaculada, pois perdeu três bastiões onde tinha ganho sempre – Braga, Guarda e Matosinhos, e uma outra onde governou os últimos 12 anos – Loures. E se nos casos de Braga, Guarda e Loures podemos dizer que funcionou a alternância, em Matosinhos funcionou, ou melhor, não funcionou a coragem e a autoridade do líder para pôr cobro à ambição desmedida de um dirigente local que pensou poder manobrar os eleitores do PS como manobrou alguns militantes do Partido.
Para além de PS e PPD e à parte as candidaturas de Independentes de que falarei depois, quero pronunciar-me sobre os resultados da CDU, do BE e do CDS.
A CDU, como sempre ganhou – dizem eles! Ganhou, como? Teve mais votos? Conquistou mais câmaras? Elegeu mais candidatos? Claro que não. Teve vitórias parciais em câmaras importantes, é certo, mas quase todas, ou mesmo todas, são câmaras que tinha perdido há pouco tempo para o PS.
O Bloco de Esquerda sofreu também uma enorme derrota, a qual não tem a mesma repercussão da derrota do PPD porque o BE não passa de um partido de protesto com muito pouca ou nenhuma implantação autárquica.
Finalmente o CDS/PP. Se alguém tinha dúvidas de que Paulo Portas é o maior malabarista da política portuguesa, tirou-as na noite eleitoral. Com que alegria Portas anunciou que tinha ganho 5 câmaras – um penta, como ele referiu de mão aberta. Pobre partido de poder que canta vitória com tais resultados! Ah, qual daquelas câmaras tem pouco menos ou pouco mais de cinquenta mil habitantes? No fundo, Portas falou para dentro do partido, tentando apagar a fogueira que acendeu quando fez aquele golpe palaciano que o levou a vice-primeiro-ministro.    


quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Oxalá não se arrependam!

As eleições autárquicas do próximo Domingo, ficam marcadas pela participação significativa de candidatos ditos independentes. E chamo-lhes “ditos independentes” porque de independentes têm muito pouco ou quase nada, já que quase todos são dissidentes de um partido com quem entraram em rota de colisão por não serem eles o candidato. Mesmo Rui Moreira, candidato à Câmara do Porto, não é de todo independente, pois candidatou-se sabendo que o CDS e um movimento de notáveis do PPD nunca apoiariam Menezes e, pelo contrário, tudo fariam para que este não fosse eleito.

Das muitas candidaturas dos tais ditos independentes, quero referir-me em particular a duas delas – a de Guilherme Pinto em Matosinhos e a de Élio Maia em Aveiro – actuais Presidentes das Câmaras, respectivamente pelo PS e pelo PPD, partidos que não os recandidataram, apesar de não estarem abrangidos pela lei de limitação de mandatos e estarem bem conceituados junto dos seus munícipes, de tal modo que a reeleição estava praticamente assegurada. Então a de Guilherme Pinto pelo PS seria por resultado esmagador. Mas em ambos os casos os partidos mandaram às malvas princípios éticos da democracia – recandidatar quem, podendo candidatar-se, está a exercer com algum êxito determinado cargo e, por isso, tem grandes hipóteses de voltar a ser eleito (não é assim com os Presidentes dos Estados Unidos?) – para pagarem favores a homens do aparelho que ajudou a eleger o chefe. Oxalá não se arrependam!  

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

ELEIÇÕES 2

Após reflexão sabática profunda, no próximo Domingo lá temos que ir até às urnas para dizermos da nossa justiça quanto à governação local.
Candidatos não faltam - cada cor seu paladar - e todos prometem o céu na terra, nomeadamente aos mais velhinhos e aos mais pobrezinhos. E este ano até temos listas dos chamados independentes (gente boa), que são mais que as mães, e aqueles que, não podendo candidatar-se, põem a mulher como cabeça da lista com eles em segundo lugar e, ganhando ela, a despacham logo para a cozinha tratar dos tachos (sem sentido duplo!).
Entretanto, o Tozé Seguro, político modesto e recatado como só ele, afirma, convicto, que ganhar as eleições autárquicas é ter mais um voto do que o 2.º partido mais votado. Nesta fase do campeonato é uma boa aposta. Perder Braga, Matosinhos e outras, e não ganhar o Porto, Gaia, Sintra, Oeiras, Coimbra e etc. nada é desde que, a nível nacional, o PS tenha um voto mais. Com este recato, modéstia e prudência, ainda é capaz de chegar a primeiro-ministro, o Tozé.
Domingo à noite a gente fala.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Ao que chega o apego ao poder

Em 2005, a Assembleia da República aprovou por larga maioria uma lei que limita (ou limitava?) a três os mandatos dos presidentes dos órgãos executivos das autarquias locais – presidente da câmara municipal e presidente da junta de freguesia. Entretanto o PPD, cujo líder parlamentar da altura – Paulo Rangel – foi um grande entusiasta da lei, mandou-a parcialmente às urtigas, quanto mais não seja para que esta direcção, e sobretudo Passos Coelho, possa mostrar o quanto ficou agradecido a alguns dos chamados dinossauros, candidatando-os nas autarquias do lado. Ou seja, o que é preciso é ganhar eleições a qualquer preço, mesmo que se neguem alguns princípios éticos defendidos no passado. Que oportunistas!
Mas, há melhor. Um “artista” que termina o terceiro mandato e que, pelos vistos, não tem concelho ao lado para mudar de cadeirão, arranjou uma maneira de continuar a sentar o rabo no cadeirão onde se vem sentado há anos. Como? Quem desta vez é o candidato, ou melhor a candidata, a presidente da respectiva câmara é a mulher. Ele, o artista, faz parte da lista em segundo lugar. Quer dizer: Depois de eleita (pelo PPD, claro, e com hipóteses de ganhar), e após a posse, seguir-se-á a renúncia ao cargo. E quem a substitui?..., o marido – o tal artista. Que vergonha! Como é que isto é possível num Estado de Direito? Ainda tenho esperança que um qualquer tribunal o considere impossibilitado de assumir o cargo.

Ao que chega o apego ao poder. Que mais nos irá acontecer!

terça-feira, 3 de setembro de 2013

E AS AUTÁRQUICAS?

Parece que continua por aí a confusão quanto aos candidatos salta-pocinhas, ditos dinossáurios. Um tribunal decide de um modo, outro, de outro. E os (re)candidatos continuam como se nada fosse, prometendo o céu e a terra aos fregueses, como se não houvesse amanhã, como se supusessem que os cofres estão a abarrotar. 
Não me atrevo a prever a decisão do TC (ainda que tenha a minha opinião pessoalíssima sobre o assunto). Porém, palpita-me que que o acórdão vai ser favorável a Luís Filipe Menezes, a Fernando Seara e, quem sabe?, a Isaltino Morais, entre outros. De outro modo, temos que voltar ao princípio, que este jogo não valeu.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

A Justiça, vai bater no fundo, ou já está lá?

São Tantos, mesmo tantos, os casos que mostram o estado a que chegou a justiça portuguesa, que se torna repetitivo falar dela. Mas, o que se está a passar com as decisões de diferentes tribunais sobre a elegibilidade ou a inelegibilidade de candidatos às autarquias locais, por limitação de mandatos, é simplesmente vergonhoso e dá que pensar. Como é que os cidadãos podem confiar na Justiça, e nos tribunais em particular, quando nestes últimos dias são confrontados com decisões contrárias de diversos tribunais. Há tribunais que não aprovam candidaturas de autarcas que após três ou mais mandatos numa autarquia concorrem a outra (casos dos candidatos do PPD a Tavira e à Guarda) e outros que aprovam candidaturas nas mesmas circunstâncias (casos de Seara, em Lisboa e Menezes, no Porto). E não venham agora os juízes ou os seus representantes sindicais dizer que a culpa é das leis, que eles só interpretaram, pois, nestes casos, a lei é a mesma.
Pergunto: Como é possível? A partir de agora os cidadãos ficam a saber que não é a mesma coisa ser autor ou réu no tribunal do Porto ou no Tribunal da Guarda. Porque o desfecho dum qualquer processo judicial, pelos vistos, também depende do juiz que o decide.

Eu e muitos portugueses esperamos que o Conselho Superior de Justiça venha explicar-nos como foi possível tantas decisões diferentes para casos iguais. De contrário a Justiça vai bater no fundo, ou será que já lá está? 

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Custa dizer, mas digo-o: Espero que ouçam bem os avisos de Rui Rio

Nunca votei nem votarei em Rui Rio porque, para lá de não defender os mesmos princípios políticos que ele defende, não concordo com a sua maneira de estar e de exercer o poder. Rui Rio é daqueles que uma vez eleito para determinado cargo implementa logo a regra do quero posso e mando. Depois porque tem uma visão contabilística da gestão autárquica. Por exemplo, como Presidente da Câmara do Porto “esteve-se sempre nas tintas” para cultura. No entanto se por hipótese absurda tivesse que escolher, numa qualquer votação, entre ele e Menezes, engoliria um saco de sapos vivos mas votaria nele.

Ontem, entrevistado na RTP, Rui Rio foi claro e, sem papas na língua, disse aquilo que já todos sabem: não concorda que o seu partido apresente a candidatura de Luís Filipe Menezes a Presidente da Câmara Municipal do Porto. E referiu até que se dissesse que o apoiava estaria a ser hipócrita e se dissesse que estava de acordo com a decisão do partido estaria a ser oportunista. Ora, compreendo bem a posição de Rui Rio, ao sentir que poderá ser substituído na Câmara do Porto por um demagogo, um despesista que não olha a meios para inebriar o Povo, mesmo que depois deixe a autarquia de tanga como fez em Gaia. Por um lado, dá para rir quando se ouvem as promessas de Menezes, pelo outro faz-nos pensar: A que tipo de gente está entregue o PPD do Porto! Custa dizer, mas digo-o: Espero que as pessoas ouçam bem os avisos de Rui Rio.

AUTÁRQUICAS

Depois de ontem ouvir o ainda presidente da Câmara do Porto, já sei em quem não vou votar para próximo presidente.
Rui Rio já terá devolvido o cartão de militante, antes que o 'desarisquem' dos cadernos? Se calhar, há anos que não paga quotas.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Nunca mais aprendem!


Respondendo naturalmente a uma pergunta da Comunicação Social, o putativo candidato (como diria Vasco Pulido Valente) pelo PS à Câmara do Porto, Manuel Pizarro, disse naturalmente que estava disponível a fazer entendimentos e coligações à esquerda. É evidente que Manuel Pizarro, perante as circunstâncias, não poderia dizer outra coisa. Mas, foi imprudente, pois esqueceu-se que o PCP se consideraria também convidado. E isso só poderia trazer problemas.
Pois bem, veio logo um tal Pedro Carvalho, vereador comunista na Câmara do Porto (pessoa que eu não conheço e de quem nunca ouvi falar, nem bem, nem mal), “avisar(?)” qua a CDU (a sigla de que o PCP se serve para esconder o nome) não está disponível para “coligações oportunistas”. Era de prever. Para os comunistas o seu principal adversário político sempre foi o PS. O Partido Comunista luta pela sobrevivência. Não quer ter o mesmo destino dos outros partidos congéneres na Europa. E, por isso, também critica o Bloco de Esquerda. Estes tipos não aprendem!

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

E agora Menezes?


Por acaso, estava a ver a SIC Notícias quando Luís Filipe Menezes, contracenando com Mário Crespo, num dos noticiários apresentado por este artista, anunciou, com pompa e circunstância (tudo muito bem encenado para dar a ideia que era mesmo imprevisto), que era candidato à Câmara Municipal do Porto, e mais, que já tinha a aprovação do Presidente do partido - Pedro Passos Coelho. Confesso que na altura fiquei apreensivo, pois sou daqueles que classifica Menezes como um às da demagogia e um tipo de político que não olha a meios para atingir os seus fins – uma espécie de Alberto João Jardim cá do continente.  Comecei logo a imaginar como seria penoso suportá-lo à frente do município da cidade onde resido. Mas em democracia estamos sempre sujeitos a ter de suportar grandes contrariedades.
Passadas para aí duas horas comecei a lembrar-me que na altura da eleição de Menezes para Presidente do PPD, alguns militantes carismáticos do partido manifestaram publicamente o seu desagrado. Por outro lado não acreditava que Rui Rio, que teve de enfrentar algumas desfeitas de Menezes, e o CDS que foi hostilizado enquanto ele liderou   o partido, ficassem de braços cruzados. Pois bem, não tardou que Miguel Veiga, um histórico e fundador do PPD no Porto viesse dizer que o partido não devia apoiar Menezes. Poucos dias depois, Manuel Sampaio Pimentel, ex-Vereador do CDS na Câmara do Porto, publica dois artigos no jornal Público, justificando porque não podia votar em Menezes. Hoje, veio a machadada final. O CDS do Porto anuncia oficialmente que não apoia oficialmente a candidatura de Luís Filipe Menezes à Câmara do Porto. E agora Menezes?